Celebrada por Dom Waldemar Passini Dalbello, a ordenação marcou um momento de alegria para a Igreja particular de Anápolis, que celebra seus 60 anos de história em 2026.
A Diocese de Anápolis celebrou, no dia 10 de outubro, a Ordenação Diaconal de cinco novos diáconos. A Santa Missa foi realizada na Paróquia Santíssima Trindade, em Anápolis, e presidida pelo bispo diocesano, Dom Waldemar Passini Dalbello, que, pela imposição das mãos e oração consecratória, conferiu o primeiro grau do Sacramento da Ordem aos candidatos.
Foram ordenados diáconos Adriano Nunes Farias, CCNA; Caio Omar Figueiró Almeida; Gabriel Hudson Souza de Oliveira; Lucas Simão Pires Júnior; e Wilgner Batista Silva. A celebração representou uma nova etapa na caminhada vocacional dos cinco ordenados, chamados a exercer o ministério diaconal a serviço da Palavra, da Liturgia e da Caridade.
A ordenação também possui um significado especial para a Igreja particular de Anápolis, que, em 2026, celebra seus 60 anos de história, marcados pela evangelização e pelo serviço pastoral.
“O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir”
Durante a homilia, Dom Waldemar refletiu sobre a identidade e a missão do diácono a partir das palavras de Jesus no Evangelho de Mateus: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (Mt 20,28).
O bispo destacou que o exercício do ministério na Igreja deve ter como fundamento o exemplo de Cristo, que se apresenta como servidor. Ao recordar o ensinamento de Jesus aos discípulos, ressaltou que a verdadeira autoridade cristã se manifesta na disposição de servir e entregar a própria vida pelo próximo.
“Ao invés do ‘domínio’, o serviço; ao invés da ‘imposição da autoridade’, o dom da própria vida”, afirmou.
Dom Waldemar também apresentou o testemunho do diácono Filipe, narrado nos Atos dos Apóstolos, como exemplo de disponibilidade à ação do Espírito Santo e de compromisso com o anúncio do Evangelho. Ao recordar o encontro de Filipe com o eunuco etíope, enfatizou que a missão evangelizadora exige uma Igreja disposta a ir ao encontro das pessoas, ultrapassando os limites dos espaços eclesiais.
“Nossa missão vai além da sacristia, ultrapassa as paredes das igrejas, os limites dos afetos… A missão prossegue e nos converte! O amor não pode se deter, prossegue…”, destacou.
Um ministério fundamentado no amor e na disponibilidade
Dirigindo-se especialmente aos ordenandos, o bispo os exortou a cultivar uma profunda comunhão com Jesus Cristo, reconhecendo no amor de Deus a fonte da alegria e da perseverança na missão.
“Ao receberem a graça da ordenação, o Senhor lhes conceda a alegria de se perceberem vistos por Ele, amados por Ele”, expressou.
Dom Waldemar também recordou que o serviço diaconal não deve ser motivado pela busca de reconhecimento, cargos ou recompensas, mas pela entrega generosa ao próximo, especialmente na partilha das alegrias, necessidades e sofrimentos do povo de Deus.
“Assim, com Ele ‘arrancados’ da terra das vaidades, anunciem o poder do serviço amoroso, que não espera retorno, salário, cargos, louvores e reconhecimento”, afirmou.
Ao longo da reflexão, o bispo reforçou que a comunhão com o Evangelho deve sustentar a vida e o ministério dos novos diáconos, chamados a testemunhar a caridade de Cristo e a colaborar na missão evangelizadora da Igreja.
Uma nova etapa na caminhada vocacional
A Ordenação Diaconal constitui um passo significativo na trajetória vocacional dos cinco novos diáconos. Por meio do Sacramento da Ordem, são configurados a Cristo Servo e assumem o compromisso de exercer seu ministério em comunhão com o bispo e os demais membros do clero, dedicando-se ao anúncio da Palavra de Deus, ao serviço litúrgico e às obras de caridade.
Neste momento de alegria e ação de graças, a Diocese de Anápolis se une em oração pelos novos diáconos, para que, fortalecidos pela graça de Deus, exerçam o ministério recebido com fidelidade ao Evangelho, humildade e disponibilidade no serviço ao povo de Deus.
*Fotos: Marcelo Faria Fotografias.
















