Diocese de Anápolis

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Padre João Paulo comenta a Solenidade da Sagrada Família

 

“Um exemplo santo e santificador”

Celebrando a Solenidade da Sagrada Família, aprendemos que o Cristo tornou sagradas também todas as outras quando assumiu uma pra Si. Nunca podemos perder de vista que o lar de Nazaré é modelo de todos os outros lares, se estes quiserem viver abençoados e felizes. É isso que nós queremos. Vamos, então, olhar para algumas das tantas lições que existem na “escola de Nazaré”.

As duas principais relações dentro da família são marido-mulher e pais-filhos. O cuidado de uma gera e fortalece o desenvolvimento da outra. Quando ouvimos São Paulo pedir que as mulheres sejam submissas aos seus maridos, ele pede que se submetam não à autoridade deles, mas ao seu amor. “Amai vossas mulheres como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela!” (Ef 5, 25). Obedecer ao amor não é escravidão, mas felicidade. É preciso tirar tempo juntos, a sós para partilharem as dificuldades, estreitarem os laços, mesmo longe dos filhos. Isso não é errado! Ao contrário, pode ser a solução para muita coisa dentro de casa. Afinal, o maior presente e exemplo que os pais podem dar aos filhos é amar um ao outro!

Quanto maior a concordância entre os pais, mais sucesso na formação dos filhos. Olhemos para o exemplo de Maria quando vai falar com Jesus depois de procurá-Lo por três dias, ela está tão unida ao seu esposo que o coloca na frente: “Teu pai e eu andávamos aflitos!” (Lc 2, 48). Os dois devem ser um só, mesmo com suas características e missões específicas na edificação do lar. Outro grande tesouro que se dá para um filho é uma boa educação cristã, pautada principalmente pelo exemplo. “Jesus era-lhes submisso” (Lc 2, 51) porque eles eram submissos a Deus antes, cultivavam profunda vida de oração e contato com o Senhor. Na nossa casa, não pode ser diferente. Afinal, “família que reza unida permanece unida!”

Para quem é filho, o exemplo do próprio Jesus deve sempre inspirar obediência e docilidade. Criador obedece a criatura. Jesus era obediente porque tinha consciência que era amado e de que vinha do amor a ordem que recebia. Nossos pais podem não agir sempre como gostaríamos, mas sempre agem querendo o nosso bem. Podemos percorrer o mundo inteiro e fazer inúmeras amizades, jamais encontraremos dois seres humanos que nos amem mais do que eles. Por outro lado, esse respeito e consideração não é só reconhecimento e obrigação, mas é benefício pra quem o faz. A primeira leitura promete o perdão dos pecados, encontro da alegria nos próprios filhos e ter a oração atendida pra quem se dispõe a essa estima pelos pais. Deixemos, portanto, o nosso orgulho de lado e comecemos, pois, a imitar essa Família Sagrada que não cessa de interceder pela nossa!

     
Pe. João Paulo Cardoso
Seminário Maior Diocesano
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