Teve início em Aparecida a segunda etapa da 59ª Assembleia Geral da CNBB

Teve início no fim da tarde de ontem, domingo (28/08) com a Santa Missa no Altar Central do Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida a segunda etapa da 59ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidiu a celebração eucarística que contou com a presença dos Franciscanos por ocasião dos 200 anos do nascimento de Santo Antônio de Santana Galvão.

A Assembleia Geral se conclui na próxima sexta-feira, 02 de setembro, com o objetivo de assegurar a votação de temas que devido à pandemia e a exigência da presencialidade do Estatuto da CNBB não puderam ser votados durante a primeira etapa. 

Em entrevista ao A12, o presidente da CNBB disse que em relação à expectativa para esses dias de assembleia traz no coração a esperança. Será um momento de viver a experiência da comunhão, pois ela é a nossa força e o sustento. Então, enquanto trabalhamos, oramos e convivemos vamos nos fortalecer para servir mais e melhor o povo Deus e a Igreja Católica no Brasil”, afirmou.

Em sua homilia dom Walmor recordou o dia dedicado aos catequistas, celebrado ontem, último domingo do mês de agosto. “Os catequistas no Brasil são uma grande multidão, por isso merecem nosso apreço e também o nosso tratamento em relação a este ministério. São gente de fé, cuidando da fé de muita gente”.

Aos bispos e padres presentes na celebração destacou:

Nossos corações não são de gente que participa de uma convenção, mas de servidores do povo de Deus, coração de peregrinos, como o dessas pessoas que aqui nos cercam e que vêm pela fé, porque confiam na proteção da Mãe, Maria. Estamos aqui com o coração de discípulos e missionários e nesse nosso coração trazemos uma tarja de luto pelas muitas vítimas em razão da Covid-19, mas também da violência e pelas milhares de pessoas que vivem em carência alimentar. Porém, também nosso coração tem motivo para se curar”.

Igreja Sinodal

Nesta segunda etapa da Assembleia Geral da CNBB diveros temas serão votados e discutidos. No entanto, o tema central para aprofundamento é “Igreja Sinodal – Comunhão, Participação e Missão”.

De acordo com Dom Walmor, trata-se de um caminho que a Igreja está construindo em comunhão com o Papa Francisco e o mundo todo para que a Igreja se torne mais forte e obtenha mais vigor missionário.

Alguns dos bispos do Brasil não estão presentes no início dos trabalhos por estarem em Roma onde participaram no sábado do Consistório para a criação de novos cardeais. Entre os novos cardeais dois do Brasil: o arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar e o arcebispo de Manaus, dom Leonardo Steiner. Presentes em Roma também nestes dias todos os cardeais brasileiros na ativa, que deverão retornar ao Brasil para participar da Assembleia em Aparecida no meio da semana.

Primeira escuta

Trata-se da continuidade de um processo de escuta que foi iniciado na primeira fase da 59ª AG CNBB, realizada em formato on-line, em abril deste ano, com os 19 regionais da CNBB sobre a atualização das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, DGAE (2019-2023) à luz do processo do Sínodo 2023.

Nós conversamos com o secretário geral da CNBB, o bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Joel Portela que nos falou sobre os trabalhos da 59ª Assembleia Geral da CNBB:

Ao explicar o desenho da etapa presencial da 59ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB), de 28 de agosto a 2 de setembro, o secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, disse tratar-se de uma fase que será dedicada à votação dos temas que, estatutariamente, exigem a presencialidade do episcopado, como as atualizações no Estatuto da CNBB, o Novo Missal, Ministério do Catequista, Tema Central da 60ª Assembleia Geral da CNBB e Estudo nº 114 cujo título é: “E a Palavra habitou entre nós” (Jo 1,14): Animação Bíblica da Pastoral a partir das comunidades eclesiais missionárias”.

Dom Joel disse também que, além das votações, será realizado o retiro dos bispos e momentos que marcarão as comemorações do ano jubilar de comemorações dos 70 anos da CNBB. Diferente das assembleias presenciais anteriores, nesta assembleia a missa não será realizada na manhã, mas às 18h, todos os dias. O objetivo é ganhar mais tempo para garantir a realização de duas sessões, na parte da manhã, cujo horário será estendido até 12h30 para garantir a votação dos temas. Após o almoço, as tardes, serão dedicadas às reuniões reservadas dos bispos.

Informações: Vatican News
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