3º Domingo da Páscoa: “Na carne de Cristo, encontramos Deus”

“Na carne de Cristo, encontramos Deus”

No evangelho que ouvimos neste 3º Domingo da Páscoa, Jesus aparece mais uma vez aos seus discípulos. A alegria deles ao verem o mestre que tinham dado como morto parece ser tão grande quanto seu medo em achar que ele era um fantasma. Eles estavam confusos, com dúvidas. E de que modo o Senhor os tranquiliza? Qual apoio oferece para que saiam das dúvidas e acreditem? O seu corpo ressuscitado! “Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”.

Essa insistência de Jesus sobre a sua “carne” tem um significado muito importante. Ele não se transformou num anjo depois que ressuscitou, ou em algo puramente espiritual e invisível. O corpo glorioso de Jesus, apesar de não conhecer os limites da matéria, poder entrar e sair de um ambiente com portas fechadas, aparecer em lugares diferentes, continua sendo um corpo real. E é através desse corpo que Ele nos concede a salvação.

Quando Nosso Senhor viu a história da humanidade arrasada pelo pecado, Ele não destruiu a história, mas entrou nela. Assumiu um corpo como o nosso para nos salvar. Por isso, não há salvação fora do Corpo de Cristo! E onde está esse corpo agora, neste exato momento? Lá no céu, sentado à direita de Deus Pai? Sim. Mas também está em outro lugar “de maneira altíssima e misteriosa, mas tão perfeita e integralmente como está no céu” (oração feita durante a exposição do Santíssimo Sacramento). Estamos falando da Eucaristia. Em cada sacrário da terra, em cada hóstia consagrada, está o corpo e o sangue, a alma e a divindade de Nosso Senhor tal e qual está no céu.

Assim como Jesus usou de seu corpo para fortalecer a fé dos seus discípulos que vacilavam, assim também quer usar da Santíssima Eucaristia para ajudar a nossa falta de fé. A maior ânsia de todo batizado deve ser comungar, receber Jesus, seu corpo e sangue, no Santíssimo Sacramento. Santa Teresa D’Ávila dava tanto valor a isso, que entendia o pão que pedimos no Pai-Nosso que não nos falte, não como o alimento do dia a dia, mas justamente como a Eucaristia, pão espiritual, verdadeiro Pão da Vida. Que nos entreguemos a esta verdade: somente na Igreja Católica, e em nenhuma outra, encontramos a carne e o sangue de Cristo na Eucaristia, e na carne de Cristo encontramos Deus!

 
Pe. João Paulo Cardoso
Seminário Maior Diocesano
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