Vaticano aprova seis novos Veneráveis para Igreja

 

Na manhã da última quinta-feira (19), o Papa Francisco autorizou em Audiência com Cardeal Marcello Semeraro, Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos a promulgação de seis Decretos de virtudes heroicas para os servos Miguel Costa y Llobera, Gaetano Francesco Mauro, Giovanni Barra, Vicente López de Uralde Lazcano, Maria Margherita Diomira do Verbo Encarnado e Bertilla Antoniazzi.

A partir de agora, os seis são considerados Veneráveis da Igreja. No processo de canonização a primeira etapa é esse reconhecimento das virtudes que eles receberam. Após o Decreto é aguardado o reconhecimento de um milagre, que é um requisito para que sejam consagrados Beatos.

Posteriormente, depois da comprovação de mais de um milagre, o ‘candidato’ passa a condição de Santo, podendo assim sua imagem ser venerada em todas as Igrejas do mundo. Confira a seguir um pouco sobre a história de cada um dos novos Veneráveis:

Miguel Costa y Llobera – viveu na Espanha, foi um pregador e confessor apaixonado. Descrito como um homem de oração, também era poeta e foi professor de arqueologia sagrada e de história da literatura. Teve uma vida dedicada aos doentes e aos pobres. Faleceu em 1922, enquanto entregava um panegírico do púlpito da igreja dos Carmelitas Descalços de Maiorca, por ocasião do terceiro centenário da canonização de Santa Teresa de Ávila.

Gaetano Francesco Mauro – era italiano fundou a Congregação dos Piedosos Operários Catequistas Rurais em 1928 e foi sacerdote diocesano. Durante os anos da Primeira Guerra Mundial era capelão militar na região de Friuli e, quando foi capturado, passou um período de prisão em vários campos de concentração austríacos, onde adoeceu com tuberculose. Voltando à Calábria, dedicou-se a aliviar a miséria, a injustiça e a ignorância religiosa dos camponeses com obras de evangelização e promoção humana.

Giovanni Barra – nasceu em Riva di Pinerolo, na província de Turim, o Servo de Deus Giovanni Barra nasceu em 1914. Sacerdote diocesano, assistente da Associação da Juventude da Ação Católica, e criador de uma seção da Federação Universitária Católica Italiana (FUCI) em Pinerolo. Foi o responsável pela abertura da ‘Casa Alpina’ para jovens em Pragelato e a partir de 1969 foi Reitor do Seminário Vocacional Adulto de Turim, onde colocou a oração no centro da formação dos seminaristas.

Vicente López de Uralde Lazcano – viveu na Espanha, era sacerdote professo da Companhia de Maria. Descrito como um homem de oração, em profunda união com o Senhor. Foi professor, capelão e confessor do Colégio “San Felipe Neri” de Cádiz, onde permaneceu por 62 anos.

Maria Margherita Diomira do Verbo Encarnado – teve uma vida breve, viveu entre 1651 e 1677 na Toscana. Descrita como alguém de temperamento tranquilo e dócil, dedicada à oração e a uma vida retirada, a um particular amor à Eucaristia e à Virgem Maria. Para reparar os pecados, submeteu-se à penitência e à mortificação. Possuía dons espirituais extraordinários, como profecias, visões, êxtase, capacidade de aconselhar e participação nas dores da Paixão de Cristo, recebendo também os estigmas. Adoeceu com tuberculose e morreu em Florença aos 26 anos.

Bertilla Antoniazzi – viveu apenas vinte anos, entre 1944 e 1964, no Vêneto. Possuia endocardite reumática, e era obrigada a ficar em casa o tempo todo devido à doença.  Em total entrega a Deus na oração, nunca reclamou, nem mesmo nos últimos dois anos de sua vida passados na cama, quando apareceram escaras, o coração entrou em insuficiência valvular e os pulmões em edema. Durante uma peregrinação a Lourdes em 1963, ela não pediu a Nossa Senhora a cura, mas a santidade.

 

*Com informações do Vatican News.

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