Sacramento da Crisma

 


Celebração da Crisma

15. A celebração da Crisma seja realizada na igreja matriz ou na comunidade local.

16. A recepção do sacramento da Crisma aconteça  numa celebração eucarística solene da comunidade, bem preparada com a ajuda da pastoral litúrgica.

17. A celebração da Crisma ou Confirmação não encerra a formação doutrinal e a vivência cristã. Os crismados sejam incentivados a se engajarem em grupos de jovens, pastorais, movimentos ou outras formas de participação paroquial.

18. Nos casos específicos, facilitar a transferência da Crisma para outra paróquia.

19. Quando o número de crismandos for elevado (acima dos 100), é conveniente dividir em grupos menores para uma celebração mais participada.

20. Para a celebração do sacramento use-se o subsídio elaborado pela Diocese segundo o Ritual oficial para facilitar a preparação da celebração e a participação dos crismandos e padrinhos.

21. Os crismandos usem trajes simples e modestos para evitar a desigualdade e distração dos participantes. Recomenda-se uma camisa branca ou camiseta estampada com símbolos do sacramento. Igualmente, os padrinhos e madrinhas usem  trajes modestos e dignos de uma celebração sagrada.

22. Facilite-ser a recepção da Crisma aos portadores de deficiências mentais ou físicas, inserindo-os no grupo de outros jovens. Conforme o caso, podem participar da preparação normal com outros candidatos ou recebam uma preparação suficiente de outro modo.

23. É costume solicitar aos crismandos (pais ou padrinhos) uma moderada colaboração, cujo valor será especificado pela Diocese. Cuide-se para que tal solicitação não afaste as pessoas do sacramento e considere-se atentamente os casos das famílias carentes.

24. Para preservar a dignidade da celebração é conveniente que o grupo dos crismandos contrate um ou dois fotógrafos profissionais. A Diocese promova a formação dos fotógrafos sobre o caráter religioso da celebração e elabore um subsídio com normas para o exercício da profissão no recinto sagrado. Evite-se fotógrafos casuais que podem criar desordem e distrair os crismandos.


Introdução

O Sacramento da Crisma ou Confirmação faz parte dos chamados sacramentos da Iniciação Cristã – Batismo, Confirmação, Eucaristia.

“Pelos Sacramentos da Iniciação Cristã são lançados os fundamentos de toda vida cristã” (Cat. 1212). “Os fiéis, de fato, renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia. Assim, por efeito desses sacramentos da iniciação cristã, estão em condições de saborear cada vez mais os tesouros da vida divina e de progredir até alcançar a perfeição da caridade” (Paulo VI, Const. Ap. “Divinae Consortium Naturae”).

Assim como Cristo (o Ungido) esteve cheio do Espírito Santo, os cristãos (os ungidos) recebem pelo poder de Cristo o dom do mesmo Espírito. O sacramento da Crisma ou Confirmação confirma e consolida a graça batismal. Todos os efeitos do sacramento da Confirmação são como que um reforço das graças recebidas no Batismo.

A Confirmação, assumida pela pessoa em seu crescimento e amadurecimento, compromete o crismando a partilhar as solicitudes pastorais da Igreja. Este sacramento dá ao cristão, além da santidade pessoal, a missão e a capacidade de proclamar a sua fé, bem como de atuar em sua Comunidade eclesial de acordo com as suas exigências e com a diversidade de ministérios e carismas.

Este sacramento é conferido pela unção com o Óleo do Crisma (consagrado e perfumado) na fronte, feito com a imposição das mãos, acompanhada destas palavras: “N. recebe, por este sinal, o Dom do Espírito Santo”. A unção na fronte dos crismandos é sinal de consagração para uma participação mais intensa na missão de Jesus Cristo e da plenitude do Espírito Santo que está em Cristo. Desta maneira, a vida dos ungidos de Deus exala “o bom odor de Cristo” (2 Cor 2,15). Esta unção é acompanhada pela imposição das mãos porque, desde os primórdios da Igreja, o dom do Espírito Santo era comunicado por este gesto dos Apóstolos. É a imposição das mãos, origem da Confirmação, que perpetua na Igreja a graça de Pentecostes.

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