Ordem

doutrina-2 Chamado especial

A Ordem é o sacramento graças ao qual a missão confiada por Cristo aos apóstolos continua sendo exercida pela Igreja. A Ordem possui três graus: episcopado, presbiterado e diaconato. Ordenação é o rito litúrgico pelo qual se confere o sacramento da Ordem.
Jesus escolheu doze apóstolos do meio dos numerosos seguidores que o acompanhavam. Formava-os com especial atenção. Eles viviam o dia-a-dia com Ele e receberam a ordem: “Os pecados que perdoardes serão perdoados”. Na última Ceia, Jesus lhes confia o mistério da Eucaristia, dizendo: “Fazei isto em minha memória”. É um grupo que recebeu um mandado especial para dirigir a Igreja, anunciar o Evangelho e santificar o povo de Deus. Eles estão no lugar de Jesus e O representam no seio da comunidade. Assim, através da sucessão apostólica (a transmissão do poder recebido de Jesus pelos apóstolos), os nossos sacerdotes recebem essa autoridade pelo sacramento da Ordem e se tornam representantes de Jesus Cristo.
Cristo instituiu os sacerdotes para continuar a sua obra de salvação no mundo, sobretudo oferecer o sacrifício de Santa Missa, perdoar os pecados, pregar a Palavra de Deus e praticar a caridade. “O papa é Jesus no mundo inteiro. O bispo é Jesus em sua arquidiocese. O padre é Jesus em sua paróquia.” (D. Ávila)

Quem é o sacerdote?

É um homem chamado por Deus a seu serviço exclusivo e a sua Igreja (J 15,16; 2Cor 5,20;6,4). Deus não considera nem a raça nem a classe social dos escolhidos. Chama a quem Ele quer e institui o seu representante para sempre (“Tu és sacerdote para sempre…”). O sacerdote é o amigo de Deus. Representa Deus diante dos homens e os homens diante de Deus. É um homem de fé e de oração, mas também sendo homem é fraco e pecador. Não se deve estranhar encontrando os defeitos no padre, e sim rezar por ele ajudando-lhe a vencê-los. O sacerdote, em virtude do sacramento da Ordem, age na pessoa de Cristo. A presença de Cristo como chefe da Igreja se torna visível no meio da comunidade dos fiéis (LG 21). Além disso, o sacerdote age também em nome de toda Igreja, quando apresenta a Deus a oração da Igreja e, sobretudo, quando oferece o sacrifício da Santa Missa. Padre é um personagem essencial na Igreja de Deus. Sem ele não há perdão dos pecados, não há Missa, não há Eucaristia, não há Igreja. E sem a Igreja não há salvação, pois ela continua realizando a Obra salvífica de Jesus Cristo.
Todos os fiéis devem se sentir responsáveis pelo padre e também pelas vocações e seminários onde se formam os futuros ministros de Deus. Devem apoiar e incentivar os jovens que se interessam, ajudando-lhes a reconhecer sua vocação. A tarefa dos pais deve ser a principal, pois a família é o berço de toda a vocação. Cada cristão deve ser amigo do sacerdote e agente da pastoral vocacional na sua comunidade. “Rogai ao Senhor da messe que envie os operários…”

Sacerdócio comum do Povo de Deus

Todo sacerdócio procede de Cristo, que é o único e Sumo Sacerdote. Ao lado do sacerdócio ministerial ou hierárquico, conferido pelo sacramento da ordem, existe o “sacerdócio comum”, próprio de todo o batizado. Cristo, Sumo Sacerdote, e único mediador, fez da Igreja “Um Reino de sacerdotes para Deus seu Pai” (Ap 1,6). Toda a comunidade dos fiéis é sacerdotal. Os fiéis exercem o seu sacerdócio batismal através da participação (segundo a própria vocação) na missão de Cristo sacerdote, profeta e rei. O exercício desse sacerdócio consiste em servir a Deus cumprindo os deveres do seu estado de vida e oferecer diariamente a sua vida a Deus Pai, por Jesus Cristo no Espírito Santo. É o culto agradável a Deus (Rom 12,1-2).
Após o Concílio Vaticano II, abriu-se mais espaço para os leigos exercerem a sua função sacerdotal no seio da Igreja e no mundo. É muito importante esta consciência e atuação, porém, a missão do sacerdote-ministro é insubstituível na Igreja de Cristo. O sacrifício da Missa, o sacramento da Reconciliação e a oração conservam a essência do sacerdócio ministerial.

(Conheça as diretrizes pastorais sobre o Sacramento da Ordem)

 

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