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A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), Ir. Maria Inês Vieira Ribeiro, publicou recentemente uma carta declarando entristecimento por, “mais uma vez, ver os interesses de poucos solaparem os direitos de muitos, especialmente das crianças e jovens mais pobres e vulneráveis”. Na carta ela se refere a Reforma da Previdência que está por vir. “Literalmente querem nos tirar as migalhas”, opina.

No documento ela afirma que como cristãos e religiosos devemos aguçar o senso crítico para não legitimar posições assumidas que vão contra o Evangelho e os direitos dos mais pobres.

Na Reforma da Previdência, na qual o Governo Federal busca alterar a Constituição Federal por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n° 287/2016. Existe a possibilidade de extinguir o direito à Filantropia a que muitas instituições beneficentes e de caridade tem direito. “Trata-se de um dos efeitos colaterais de contornos imprevisíveis que tal emenda produzirá contra os pobres dessa nação no presente e no futuro”, indigna-se a religiosa.

A Ir. Maria Inês, disse que a CRB Nacional lançou a carta para esclarecer a real situação e as consequências desastrosas. “Os religiosos e as religiosas tem a missão solidária junto a população mais sofrida e desfavorecida da sociedade. Tem igualmente a Missão Profética de denunciar o que vai contra a vida, contra os valores do Evangelho. Por isso não podemos nos calar e nos omitir diante de tanta injustiça. Basta! O Brasil precisa de igualdade, democracia, respeito e justiça”.

Membro da diretoria da CRB Nacional, Ir. Joaquim Sperandio, comenta que a CRB não se posiciona necessariamente a favor ou contra a reforma da previdência, mas entende que toda reforma, seja ela de que natureza for, e que atinge as pessoas, essas mesmas pessoas devem participar de alguma forma nas discussões. “A questão da previdência atinge a todos os brasileiros, atuais e futuros. Então é normal que, enquanto cidadãos, todos sejamos ouvidos e discutamos isso num grande diálogo nacional”.

Ele destaca que alguns deputados defendem que na reforma da previdência se inclua a perda da filantropia por parte das instituições assim chamadas “filantrópicas” (católica, de outras denominações religiosas ou mesmo laicas) que hoje são beneficiadas pela desoneração de impostos. “Isso seria um desastre para os pobres que tais instituições atendem e para o país, visto que o dinheiro não arrecadado é repassado por elas às populações carentes em forma de serviços nas áreas da educação formal, assistência social e saúde. A CRB está muito preocupada com a possibilidade da perda da filantropia pelos efeitos maléficos que produzirá contra os pobres, a quem o Evangelho nos manda defender”, afirma.

Ir. Joaquim também reflete que sempre que fazemos alguma reforma dessa magnitude, todos perderemos alguma coisa, em benefício do país. O mais importante é que o custo de tal reforma não recaia novamente sobre os pobres. “Entendemos que todos devemos dar alguma parcela de contribuição, cada qual segundo a sua capacidade financeira”.

O religioso finaliza com a opinião de que o povo brasileiro merece uma reforma justa, abrangente, de acordo com a realidade em que vivemos, e que termine com os privilégios de uns poucos em detrimento da maioria da população. “Precisamos estar atentos e participar dos debates. Como Vida Religiosa, rogamos a Nossa senhora Aparecida que ilumine nossos representantes na hora das decisões”.

Fonte: A12 Notícias 

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