O QUE
É PECADO?
“Se dissermos: ‘Não temos pecado’,
enganamo-nos a nós mesmos...” (1Jo 1,8-9).
O pecado é uma inclinação
para o mal. É falta contra a razão, a verdade,
a consciência reta. É uma falta ao amor verdadeiro,
para com Deus e para com o próximo, por causa de um apego
perverso a certos bens. Ele fere a natureza do homem e ofende
a solidariedade humana. Foi definido como: uma palavra, um ato
ou um desejo contrário a lei eterna (Cat.1849). Cometer
um pecado é praticar uma determinada atitude sabendo
que está errada e tendo a liberdade em fazê-la,
sem nenhuma coação. É uma escolha pessoal.
Existem vários tipos de pecado: pecado original, mortal,
venial, pecados capitais, vícios, e também
o pecado social.
1. Pecado original -
Chama-se “original”, pois fica na origem da existência
humana (Gn 3,1-24). É uma tendência que marca a
nossa natureza humana de nos fechar a nós mesmos e de
sempre escolher o nosso interesse, amando mais a nós
do que a Deus e ao próximo.
2. Pecado mortal -
(grave). Escolher deliberadamente (sabendo e querendo) uma
coisa gravemente contrária a Lei Divina e a vocação
do homem. Este destrói a caridade no coração
do homem, sem a qual é impossível alcançar
a felicidade eterna. Desvia o homem de Deus, fazendo-o preferir
e escolher um bem inferior. O perdão deste pecado só
se alcança através do Sacramento da Confissão.
Caso não haja arrependimento, este pecado acarreta
a morte eterna (Cat.1874).
3. Pecado venial -
Não destrói, mas enfraquece a caridade, impede
o progresso de uma pessoa no exercício das virtudes e
na prática do bem. Não quebra a aliança
com Deus. O perdão recebe-se pelo arrependimento e também
no ato penitencial, durante a Missa.
4. Pecados capitais -
São as más tendências da nossa natureza.
Chamam-se capitais, porque geram outros pecados e vícios.
São eles: orgulho, avareza, inveja, ira, impureza, gula,
preguiça.
5. Vícios -
São as más inclinações da natureza
humana, como conseqüência de repetição
dos pecados, mesmo veniais.
6. Pecado pessoal e social -
O pecado é um ato pessoal (cometido por uma pessoa),
mas também social ao mesmo tempo, pois sempre atinge
a pessoa que o comete e o seu próximo. Embora o pecado
seja um ato pessoal, temos a responsabilidade nos pecados
cometidos
por outros, quando neles operamos:
a. participando neles direta e voluntariamente;
b. mandando, aconselhando, louvando ou aprovando esses pecados;
c. não revelando ou não os impedindo, quando
a isso somos obrigados;
d. protegendo os que fazem mal.
2. SACRAMENTO DO
PERDÃO - A iniciativa de Deus
Este é um sacramento da misericórdia de Deus.
Deus Pai manifestou a sua misericórdia, reconciliando
o mundo consigo em Cristo e pacificando pelo sangue da sua cruz
tanto as coisas da terra como as do céu (2Cor 5,18s;
Col 1,20). O Filho de Deus feito homem habitou entre os homens
para livrá-los da servidão do pecado e chamá-los
das trevas à sua luz admirável (1Pd 2,9). Para
isso iniciou o seu ministério na terra, pregando a penitência,
dizendo: “Fazei penitência e crede no Evangelho”
(Mc 1,15). Jesus, porém, não só exortava
os homens à penitência a fim de que deixassem os
pecados e de todo o coração se convertessem ao
Senhor (Lc 15), mas também acolhia os pecadores, reconciliando-os
com o Pai (Lc 5,20.27-32;7-48). Finalmente, morreu por nossos
pecados e ressuscitou para a nossa justificação
(Rom 4,25). Depois da sua ressurreição, enviou
o Espírito Santo sobre os apóstolos a fim de possuírem
o poder de perdoar ou reter os pecados (J 20,19-23). Desde então,
a Igreja jamais deixou de convidar os homens à conversão
e a manifestarem a vitória de Cristo sobre o pecado pela
celebração da penitência (RP1).
3. O QUE É
A CONFISSÃO?
É o encontro sacramental com Deus que ama e espera compreensivo,
com os braços abertos, para perdoar e sarar as nossas
feridas. O penitente arrependido recebe o perdão de todos
os seus pecados. Também recebe a bênção
especial de Jesus e a força do Espírito Santo
para viver o compromisso batismal. Não se deve ter medo
da confissão. A vergonha é uma reação
natural, todos a temos, mas deve ser superada pelo amor e pelo
desejo de reconciliação.
Elemento essencial da confissão é o arrependimento
e conversão (bom propósito). Não seria
válida a confissão se a pessoa não tivesse
essa disposição, o que acontece por exemplo no
caso dos que vivem sem casamento religioso. A união conjugal
irregular conforme a doutrina cristã é o adultério.
Para obter a reconciliação com Deus, deve-se ou
casar ou voltar ao estado de solteiro. É por isso que
os não casados na Igreja estão impedidos de fazer
a confissão sacramental.
4. POR QUE DEVEMOS
NOS CONFESSAR DIANTE DO SACERDOTE?
Tem gente que diz: “Só me confesso com Deus, pois
Deus é quem perdoa os pecados”. É isso mesmo,
é Deus quem perdoa. E Ele mesmo tem direito de determinar
a maneira de nos conceder este perdão. Foi Jesus Cristo,
Deus verdadeiro, que, perdoando pessoalmente os pecados, estabeleceu
como norma o perdão através dos apóstolos
e seus sucessores (J 20,22; Lc 24,36), confiando-lhes esta tarefa.
A Igreja, desde o princípio, perdoa os pecados. Faz
isto em nome de Jesus, cumprindo a Sua ordem.
Assim, como nos outros sacramentos, na confissão também,
Deus se serve dos homens para comunicar a sua graça (salvar,
amar, perdoar...). Por outro lado o perdão não
é apenas uma questão entre Deus e o pecador. Ele
sempre afeta o próximo; tem dimensão social, afastando
o pecador da comunidade da Igreja. Para ser aceito novamente,
o sacerdote, representante e ministro de Deus e da Igreja, recebe
a sua conversão e concede absolvição dos
pecados. Não há sacramento nenhum recebido diretamente
de Deus. Todos se recebem por meio da Igreja. Não há,
portanto, a confissão diretamente com Deus.
5. CONFISSÃO
INDIVIDUAL E COMUNITÁRIA
Existem várias formas de penitência e reconciliação,
porém, “a íntegra confissão individual
e a absolvição continuam sendo a única
forma ordinária de reconciliação dos fiéis
com Deus e a Igreja...” (RP 31). A confissão comunitária
com a absolvição dos pecados não pode se
tornar uma prática comum. Pode ser feita nos casos extraordinários
e com o consentimento do bispo diocesano (RP 32). Aqueles que
tiverem pecados graves perdoados pela absolvição
comum devem se confessar individualmente, antes de se beneficiar
de uma outra confissão comunitária. “Em
todo caso devem ir ao confessor dentro de um ano, se não
for moralmente impossível” (RP 34).
6. PASSOS PARA
UMA BOA CONFISSÃO
1. Após uma oração ao
Espírito Santo, fazer o exame de consciência,
analisando a vida passada desde a última confissão,
na luz dos mandamentos de Deus e da Igreja.
2. Arrepender-se de ter
desobedecido a Deus Pai. O arrependimento não é apenas a reza
de um ato penitencial, mas é um coração
contrito que sente pesar por ter ofendido a Deus e por ser
ingrato
para com o seu amor.
3. Firme propósito de melhorar,
de não pecar mais e de evitar aquilo que poderia ser
ocasião para pecar (pessoa, lugar, filme...), com isso
usar também os meios positivos, como oração,
sacramentos, boa companhia etc.
4. Confessar os pecados ao
sacerdote e receber a absolvição. A acusação
dos pecados deve ser feita com toda sinceridade, humildade e
clareza. Nunca ocultar qualquer pecado, principalmente grave,
por vergonha ou por medo. Se isto acontecer, nenhum dos pecados
ficaria perdoado, e, além disso, aquela confissão
se tornaria um novo pecado chamado de sacrilégio (profanação).
Os pecados esquecidos sem culpa (sem querer) não nos
devem perturbar, pois todos estarão perdoados. Se for
um pecado grave, deve ser confessado na próxima confissão.
5. Fazer satisfação,
isto é, com gratidão pelo perdão recebido
cumprir a penitência imposta pelo sacerdote e tentar reparar
os males causados pelos pecados (restituição).
7. COMO FAZER
A CONFISSÃO?
Depois de ter feito o exame de consciência, ter-se arrependido
e ter feito o propósito de não pecar, o penitente
aproxima-se do sacerdote cumprimentando-o, por ex.: “Bom-dia”,
e dizendo: “Padre, dai-me a bênção,
pois quero confessar os meus pecados e me converter a Deus”. Enquanto
o sacerdote concede a bênção, o
penitente (aquele que se confessa) faz o sinal da cruz e
diz: “A minha última confissão foi...
(há um mês, dois meses, um ano...). Não
ocultei nenhum pecado e cumpri a penitência imposta pelo
confessor. Os pecados que cometi nesse período são
os seguintes...” (confessa os pecados).
Depois de terminar a confissão dos pecados, o penitente
diz: “São estes pecados que consegui lembrar;
peço a Deus que me perdoe todos eles, como também
aqueles que não consegui lembrar. A vós padre,
peço a oração por mim, a absolvição
dos meus pecados e a penitência que cumprirei com amor”.
Se for necessário, o sacerdote pode auxiliar a confissão
com algumas perguntas. Depois disto dá os conselhos oportunos,
exortando o penitente a uma vida em comunhão com Deus
e com o próximo. Em seguida, impõe uma ação
penitencial e convida a manifestar a contrição
(pode ser um ato de contrição). Depois estende
a mão sobre a cabeça do penitente e pronuncia
a fórmula de absolvição:
“Deus, Pai de misericórdia, que pela morte
e ressurreição de Seu Filho, reconciliou o mundo
consigo e enviou o Espírito Santo para remissão
dos pecados, te conceda, pelo ministério da Igreja, o
perdão e a paz. E eu te absolvo dos teus pecados, em
nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.
O penitente responde: “Amém”.
Depois da absolvição o sacerdote prossegue: “Dai
graças ao Senhor, porque Ele é bom”.
O penitente responde: “Porque a sua misericórdia
é eterna”.
O sacerdote despede o penitente, dizendo: “O Senhor
perdoou os teus pecados. Vai em paz”.
8. ORAÇÕES
ANTES E DEPOIS DA CONFISSÃO
Oração
do penitente antes da confissão
Vinde Espírito Santo, enchei os nossos corações
e acendei neles o fogo de Vosso amor.
Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado,
e renovareis a face da terra.
Oremos: Ó Deus, que iluminastes os corações
dos Vossos fiéis com a luz do Espírito Santo,
concedei-nos que pelo mesmo Espírito apreciemos tudo
o que é reto e nos alegremos com a sua consolação.
Amém.
Meu Deus, dai-me a luz para conhecer os pecados que cometi,
as suas causas e os meios de os evitar... (Fazer
o exame de consciência).
Oração
do penitente após a confissão
Ó meu Jesus, como sois bom! Podeis ter me deixado à
morte enquanto estava no pecado, e que seria de mim? Graças,
meu Senhor e meu Deus! Dai-me agora uma vontade firme de nunca
mais tornar a vos ofender e de pôr em prática os
conselhos que me deu o confessor. Virgem Santíssima,
minha Mãe, alcançai-me a graça para não
ofender mais ao vosso divino Filho e de perseverar no seu amor
até a morte. Amém. (Reza o ato de
contrição)
9. EXAME DE CONSCIÊNCIA
PARA OS ADULTOS
O que segue não é um “catálogo”
completo dos pecados. É apenas um auxílio. Cada
um analisa a sua própria consciência, como também
as circunstâncias dos atos cometidos. Deve-se evitar a
escrupulosidade, que poderia se tornar um tormento insuportável
para o penitente. Da mesma forma não se deve ser
superficial, mas na calma, com sinceridade e seriedade,
olhar o verdadeiro
estado espiritual da nossa vida.
O exame de consciência pode ser feito em referência
aos mandamentos de Deus e da Igreja, como também, analisando
os três relacionamentos básicos: com Deus (e com
a Igreja), com o próximo e consigo mesmo.
1. Pecados em
relação aos deveres para com Deus.
O Senhor disse: “Amarás o Senhor teu Deus de todo
o coração” (Dt 6,5).
Não amar a Deus sobre todas as coisas.
Preocupar-se demais com as coisas terrenas.
Usar o nome
de Deus sem respeito. Blasfemar contra Deus.
Não participar da
Missa ou das Celebrações aos domingos e Dias de
Guarda.
Não participar da Missa piedosa, atenciosa e
ativamente.
Receber indignamente qualquer um dos Sacramentos.
Não rezar todos os dias. Rezar de qualquer jeito, com
pressa, sem pensar.
Não aprofundar a fé através
da catequese, da participação dos cursos, retiros,
seminários, do estudo da Bíblia e Catecismo.
Ler
livros contra a religião.
Ter vergonha de ser cristão-católico.
Não ter confiança em Deus e na sua misericórdia.
Duvidar de verdades reveladas por Deus e ensinadas pela
Igreja.
Jurar falso ou sem necessidade.
Não cumprir votos e promessas
feitas a Deus. Ser supersticioso.
Consultar espíritos,
feiticeiros, benzedores, pais de santos, cartomantes, etc.
Abandonar
a Igreja para se tornar indiferente ou adepto de uma seita.
Falar mal de Deus, de Nossa Senhora, dos santos, da Igreja
ou
de seus ministros.
Trabalhar sem necessidade aos domingos
e dias santos ou mandar os outros trabalharem.
Não se confessar
ao menos uma vez ao ano.
Ocultar por qualquer motivo algum pecado
durante a confissão.
Não jejuar nos dias e nos
tempos de penitência.
Não guardar jejum eucarístico,
uma hora antes da Comunhão.
Não ajudar a Igreja
nas suas despesas e necessidades.
Não participar dos
eventos, das obras de apostolado e de caridade promovidos pela
Igreja.
Não pagar o dízimo de acordo com a posição
econômica.
Vestir-se indecentemente (roupa curta, transparente,
imprópria em geral), principalmente nas celebrações
da Igreja.
Portar-se indevidamente na Igreja (conversar, distrair-se
voluntariamente, não prestar atenção...).
Não se comportar como cristão na vida pública
e particular.
2. Pecados em
relação ao próximo.
O Senhor disse: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos
amei” (J 13,34).
Não amar o próximo verdadeiramente.
Utilizá-lo para o proveito próprio, fazendo-lhe
o que não se deseja para si mesmo.
Escandalizar o próximo
com palavras ou ações.
Julgar e falar mal dos
outros (até mesmo a verdade).
Falar mal das pessoas ou
das instituições, baseando-se apenas nos boatos
ou suspeitas.
Revelar, sem motivo justo, graves defeitos alheios.
Caluniar.
Atribuir ao próximo defeitos que não
eram verdadeiros.
Não reparar os prejuízos que
isso causou.
Ter ódio.
Afastar-se do próximo por
qualquer desentendimento, inimizade ou injúria.
Não
querer perdoar.
Não aceitar o perdão.
Deixar-se
levar pela ira, magoando ou humilhando os outros.
Não
procurar a reparação dos danos.
Fazer distinção
entre as pessoas.
Ter inveja.
Ter ciúmes.
Não
querer que os outros estejam bem.
Desejar mal aos outros.
Maltratar
alguém com palavras ou ações.
Brigar.
Xingar.
Vingar-se.
Rogar praga.
Desprezar.
Zombar, principalmente
os pobres, velhos, deficientes ou de outra raça.
Não
contribuir para o bem da família pela paciência,
tolerância, solidariedade.
Não obedecer e não
respeitar os pais, superiores, autoridades constituídas.
Ter vergonha dos pais.
Não ajudar os pais quando velhos,
doentes, necessitados.
Não criar e não cuidar
devidamente da educação religiosa dos filhos.
Desleixar a obrigação de ajudar aos filhos cumprirem
os seus deveres religiosos.
Ser autoritário e não
buscar o diálogo com os filhos.
Dar mau exemplo aos filhos
ou subordinados, não cumprindo os seus deveres religiosos,
familiares, sociais ou profissionais.
Opor-se à vocação
do filho (ou a dos outros).
Não ser fiel ao marido (à
esposa) em desejos e relacionamentos com os outros.
Não
cumprir os deveres conjugais de marido (de esposa).
Desperdiçar
o dinheiro no jogo, na bebida etc.
Dar mais atenção
aos amigos do que à própria família.
Não
socorrer os necessitados e pobres. Explorar o outro.
Não
pagar o salário justo ao empregado. Ser egoísta.
Prejudicar o outro usando de peso e medidas falsas, enganando
nas mercadorias e nos negócios.
Roubar.
Furtar ou ser
cúmplice.
Reter a propriedade alheia contra a vontade
do dono. Aceitar ou comprar as coisas roubadas.
Não pagar
impostos. Estragar as coisas dos outros.
Ficar com coisas emprestadas.
Não ser honesto e responsável no emprego.
Deixar
de pagar as dívidas. Ser desleal.
Violar segredos.
Mentir.
Levantar calúnia e não reparar os danos.
Deixar
de advertir o próximo de algum perigo material ou espiritual,
ou de corrigi-lo, como exige a caridade cristã.
Prestar
falso testemunho.
Ser orgulhoso.
Não impedir ou levar
outros ao pecado.
Matar.
Ferir ou espancar alguém.
Praticar
o aborto, aconselhar ou ajudar na sua realização.
Provocar o acidente ou um mal qualquer pela imprudência
ou negligência.
Não respeitar as leis do trânsito.
Não respeitar os direitos dos outros.
Usar o cargo ou
autoridade para o interesse pessoal ou para dominar os
outros.
Abusar da confiança dos superiores.
Prejudicar os superiores,
subordinados ou colegas, causando-lhes um dano.
Tolerar
abusos ou injustiças que tinha obrigação de impedir.
Deixar que pela preguiça acontecessem prejuízos
no trabalho.
Calar diante da injustiça e da falsidade.
Recusar a dar testemunho de inocência do próximo.
Trabalhar exageradamente, sem ter tempo para Deus, família
e lazer.
Não dedicar o tempo para o estudo, trabalho,
oração, lazer. Não respeitar a intimidade
e a privacidade dos outros (vida familiar, correspondência,
mídia, telefone).
Perturbar os outros pelo som alto,
vida noturna barulhenta, etc.
3. Pecados em
relação a si mesmo
O Senhor disse: “Sede perfeitos como vosso Pai celeste
é perfeito” (Mt 5,48).
Viver ignorando a Deus e os seus mandamentos.
Não se esforçar para progredir na vida espiritual
por meio da oração, da leitura da Palavra de Deus,
da participação dos sacramentos e da mortificação.
Não se esforçar pela própria santificação.
Não praticar a abstinência e o jejum conforme manda
a Igreja.
Não usar devidamente o tempo e os dons recebidos
de Deus.
Prejudicar a saúde por excesso de comida e bebida;
pelo fumo, álcool, drogas.
Arriscar a vida sem necessidade.
Desejar ou tentar suicidar-se. Fazer chantagem.
Ser avarento,
acumulando para si mesmo.
Ser preguiçoso, vaidoso, sensual.
Ter pensamentos e desejos impuros voluntariamente.
Praticar
atos contra a castidade (carícias, relações
sexuais fora ou antes do casamento, masturbação,
homossexualismo).
Entreter-se com os olhares impuros ou aceitar
sensações impuras.
Seduzir as pessoas a pecarem
contra a castidade.
Usar os produtos anticoncepcionais.
Tomar os “remédios” para evitar os filhos.
Aconselhar
os outros a tomá-los. Praticar danças eróticas.
Ler livros e olhar revistas pornográficas. Assistir filmes
pornográficos e imorais.
Escandalizar no modo de se vestir
e brincar.
Ser malicioso.
Dar apoio aos programas de ação
social e à política imoral ou anticristã.
Dizer palavrões.
Ser ocioso e não cumprir as suas
obrigações.
Ser irresponsável.
Não
evitar as ocasiões do pecado.
Subornar e receber o suborno.
Ser omisso em procurar evitar, na medida do possível,
as injustiças, subornos, escândalos, roubos, fraudes
e outros abusos que prejudicam a convivência social.
Sempre
impor a própria vontade sem respeitar a liberdade e direito
alheios.
Não aceitar com paciência as dores e contrariedades
da vida.
Agir contra a própria consciência
por temor ou hipocrisia.
Deus ama o pecador.
Esta é uma verdade fundamental do Evangelho. “Eis
aqui uma prova brilhante do amor de Deus por nós: quando
éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós”
(Rom 5,8). A parábola sobre cem ovelhas (Mt 18,11-14)
e a do “filho pródigo” (Lc 15,11-32) devem
nos encorajar a lançar-nos no braços de Deus.
Sem Ele não há vida e não é possível
ser feliz afastando se da fonte de felicidade.
10. EXAME DE
CONSCIÊNCIA PARA AS CRIANÇAS
1. O meu comportamento
com Deus
Faço as orações todos
os dias, devagar e com atenção?
De manhã
e de noite?
Lembro-me de Deus durante o dia?
Tenho o mau hábito
de usar o nome de Deus com pouco respeito?
Participo da Santa
Missa todos os domingos e dias santos?
Escuto com atenção
a Palavra de Deus?
Acompanho todas as orações?
Não chego atrasado ou participo da Missa de má
vontade, atrapalhando os outros?
Estudo bem o catecismo?
Leio
os livros e revistas religiosas?
Na igreja, comporto-me
com respeito?
Lembro-me de que é a casa de Deus, ou corro,
converso, provoco e perturbo os outros?
Vou à igreja
mal vestido, com uma roupa suja, imprópria?
Amo Nossa
Senhora e converso sempre com Ela?
Procuro imitá-la servindo
a Deus e ao próximo?
Lembro-me de agradecer a Deus
todas as coisas boas que Ele me deu, ou penso que fui
eu que fiz tudo?
2. O meu comportamento dom a família
e com o próximo
Sou carinhoso com o meu pai e com a minha
mãe?
Sei agradecer o carinho que eles têm por mim, ou respondo
com má educação e os deixo tristes com
o meu comportamento?
Obedeço aos meus pais, sem reclamar?
Falo sempre a verdade, mesmo que tenha que passar vergonha?
Gosto de ajudar em casa, ou quero que todos atendam aos
meus pedidos e caprichos?
Trato com respeito os meus avós
e as pessoas mais velhas?
Não zombo dos deficientes e
dos idosos?
Sou egoísta com as minhas coisas?
Sei emprestá-las
e dividi-las com os meus irmãos e amigos? Na escola,
comporto-me bem com todos?
Assisto bem às aulas ou perco
o tempo e atrapalho os meus colegas?
Dedico ao estudo o tempo
suficiente?
“Pesco” na hora da prova?
Sou mandão
e brigo facilmente com os meus companheiros?
Nas brincadeiras,
quero vencer a todo o custo, mesmo roubando?
Sou leal e
respeito as regras do jogo? Sei perder sem ficar com raiva?
Ajudo a quem
necessita? Sei perdoar a quem me fez um pequeno desaforo?
Tenho inveja das coisas que os outros fazem?
Sou sincero?
Sei guardar
os segredos?
Falo sempre a verdade, mesmo que me custe,
ou, pelo contrário, invento coisas para ficar bem?
Minto,
digo que fiz coisas certas, quando na verdade não
as fiz?
Levantei o falso testemunho? Falo mal dos outros?
3. O meu comportamento
comigo mesmo
Peguei as coisas que não são
minhas?
Roubei alguma coisa, mesmo de pouco valor?
Apropriei-me às coisas que achei?
Uso mal as minhas coisas, desperdiçando-as
ou estragando-as?
Sei partilhar as coisas com os que não
têm?
Tenho má vontade e preguiça?
Escolho
as coisas mais fáceis e as mais difíceis deixo
aos outros para fazerem?
Tudo o que faço, faço
bem ou deixo pela metade?
Sou desordenado?
Deixo as coisas que
uso (roupas, livros etc.) jogadas de qualquer jeito?
Sei
ter e seguir um horário?
Sou guloso e caprichoso? Estou sempre
reclamando ou sei contentar-me com aquilo que tenho?
Sou
ciumento?
Respeito e valorizo o trabalho dos outros?
Jogo
lixo no chão?
Picho as paredes?
Deixei-me levar pela curiosidade ruim?
Olhei revistas e fotografias indecentes?
Assisti programas
de televisão
com as cenas imorais?
Tenho respeito para com o meu corpo?
Evito
gestos ou atos contrários à castidade?
Uso uma
linguagem grosseira?
Ofendo os outros?
Respeito os meus pais
e professores?
Mato ou faço sofrer os animais e outras
criaturas vivas?
Devasto a natureza, as plantas, as árvores?