Catequese do Papa: o Reino de Deus é força, mas não segundo os critérios do mundo

 

Dando continuidade ao ciclo de catequeses sobre o Pai Nosso, o Papa Francisco dedicou-se nesta quarta-feira, 6, à segunda invocação presente na oração: “Venha a nós o vosso Reino”.

Francisco explicou que os sinais da vinda deste Reino são muitos e todos positivos. Ele lembrou que Jesus iniciou seu ministério curando os doentes – seja de corpo ou de espírito – e os que viviam na exclusão social. “O próprio Jesus indica estes sinais, os sinais do Reino de Deus: ‘os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são limpos, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam, o Evangelho é anunciado aos pobres’ (Mt 11, 5)”.

Quando reza o “Pai Nosso”, o cristão repete com insistência essa invocação – “Venha o teu Reino”, destacou o Papa, explicando que Jesus veio, porém o mundo ainda é marcado pelo pecado, povoado por tanta gente que sofre, por pessoas que não se reconciliam e não perdoam, por guerras e formas de exploração, como o tráfico de crianças.

“Todos esses fatos são a prova de que a vitória de Cristo ainda não se realizou completamente: tantos homens e mulheres ainda vivem com o coração fechado”, disse. O Pontífice acrescentou que dizer esta invocação é como dizer “Pai, precisamos de Ti! Jesus, precisamos de ti”.

Francisco mencionou que às vezes as pessoas se perguntam como este Reino se realiza tão lentamente. Mas lembrou que Deus tem paciência e não é com violência que se instaura o Reino no mundo: seu estilo de propagação é a mansidão.

“O Reino de Deus é certamente uma grande força, a maior que existe, mas não segundo os critérios do mundo; por isso parece nunca ter a maioria absoluta. É como o fermento que se mistura na farinha: aparentemente desaparece, mas é justamente esse que faz fermentar a massa”.

O Papa concluiu a catequese convidando a semear estas palavras – “Venha a nós o vosso Reino” – em meio aos pecados e tropeços, oferecendo-as às pessoas vencidas e abatidas na vida, que experimentaram mais ódio que amor.

“Vamos doá-las àqueles que lutaram pela justiça, a todos os mártires da história, a quem concluiu ter combatido por nada e que neste mundo domina sempre o mal. Escutaremos, então, a oração do ‘Pai Nosso’ responder. Repetirá pela enésima vez aquelas palavras de esperança”.

Fone: Canção Nova

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