
Cada vez mais as igrejas desempenham papel fundamental para garantir a paz social. Além de cumprir sua missão precípua – levar o Evangelho a todas as pessoas – são compelidas a desenvolver ações sociais nas mais variadas áreas. A deficiência do poder público em, de forma eficaz, assegurar às pessoas saúde, educação, segurança, entre outros direitos essenciais, transforma o apoio das igrejas, nas variadas denominações, em participação indispensável para se evitar o caos.
A Igreja Católica no Brasil, com olhar voltado à sua responsabilidade na dimensão sócio transformadora, dispõe de pastorais importantes, que agem de forma organizada e em unidade com as orientações da Santa Sé e da Conferência Nacional dos Bispos (CNBB). De maneira geral, as atenções abrangem desde as crianças desassistidas, passando pelos dependentes químicos (álcool, tabaco e outros drogas), juventude universitária, pessoa idosa, crianças em gestação, deficientes físicos, entre outros.
Uma das mais importantes e eficientes pastorais deste contexto é a que ampara as crianças. O sonho nasceu em 1983, quando a CNBB confiou a tarefa à doutora Zilda Arns Neumann e ao cardeal Geraldo Majella Agnelo a missão de implantar a Pastoral da Criança. A meta era dar condições de vida digna a crianças que sofrem com a desnutrição, sem assistência à saúde e fora dos centros educacionais.
Em Anápolis, a Pastoral da Criança tem apoio total da Diocese, com o incentivo do bispo diocesano Dom João Wilk, que sobre a doutora Zilda Arns disse que “foi uma leiga que soube colocar em prática a sua condição de cristã”. Zilda Arns visitou Anápolis em 2008, quando comemorava o fato da Pastoral da Criança alcançar cerca de dois milhões de famílias, com mais de 300 mil voluntários no Brasil e em outros países. Numa sessão especial da Câmara de Anápolis, ela se dizia emocionada em visitar a cidade e disse: “Estou feliz por investir na vida”.
A Pastoral Carcerária realiza trabalho árduo e de extrema importância social. O grupo que integra esta ação se ressente de maior participação da comunidade, mas com espírito de superação promove acompanhamento de detentos e suas famílias, participa de movimentos em defesa da dignidade do condenado e das condições adequadas para sua ressocialização. Uma vez por mês é celebrada a Santa Missa na Cadeia Pública.
A busca da sociedade anapolina pela construção de um novo presídio em Anápolis conta com a participação efetiva da Pastoral Carcerária, que tem como ponto referencial na cidade a igreja São Pedro São Paulo, no Bairro Maracanã. Todas as semanas são realizadas visitas aos detentos. A mensagem do Evangelho é instrumento comprovadamente eficiente para ajudar as pessoas que estão presas a se recuperar. A cada dia novas conversões acontecem nos cárceres.
O envolvimento cada vez mais forte dos jovens e adolescentes com as drogas, especialmente o crack, além dos dependentes de outros tipos de drogas (inclusive as chamadas ‘lícitas’), corresponde ao fator principal de atuação da Pastoral da Sobriedade. Em Anápolis este trabalho pastoral acontece há cerca de 15 anos. Faz uma composição entre a metodologia científica (com apoio de médicos e psicólogos) e a terapia da fé, com apoio efetivo da Igreja Católica.
O processo de recuperação dos dependentes químicos que procuram a Pastoral da Sobriedade acontece nas chamadas fazendinhas. Anápolis conta com pelo menos duas delas: Chácara Jesus Cura (Renovação Carismática Católica) e Chácara Jesus Vive (Pastoral da Sobriedade). A pessoa é mantida neste local por nove meses, por livre vontade. Ali o recuperando trabalha, faz atividades artesanais e de lazer, participa de momentos de reflexão. O índice de recuperação é muito satisfatório.
E nesta mesma linha atuam diversas outras pastorais: Universitária, da Pessoa idosa, dos Surdos de Anápolis (Apasa), da Saúde, da Fraternidade, de Ensino, de Caridade, da Educação, da Família, Vicentinos e Movimento Provida. Na realidade brasileira, ocupam espaço indispensável. Os governos, devido uma série de fatores justificáveis ou não, jamais conseguirão chegar sozinhos onde chega a ação pastoral da Igreja. De mãos dadas, uma ajudando o outro, conseguiremos viver com o mínimo de dignidade.
Orisvaldo Pires - jornalista (Pastoral Diocesana de Comunicação)




Anselmo fugiu de casa para poder tornar-se um religioso. Para ele o significado do ato ia além de abandonar a proteção paterna, significava esquecer toda a fortuna e influência que sua família possuía.
Na cidade de Cuvilly, França, em 12 de julho de 1751, nasceu Maria Rosa Júlia Billiart, filha de Francisco e Maria Antonieta, pobres e muito religiosos, que a batizaram no mesmo dia. Júlia fez a primeira comunhão aos sete anos. Desde então, Jesus foi o único alimento para sua vida. Aprendeu apenas a ler e a escrever, porque ajudava a sustentar a família.
Expedito, era chefe da 12a Legião romana, então estabelecida em Melitene, sede de uma das províncias romanas da Armênia. Ocupava esse alto posto porque o imperador Diocleciano tinha-se mostrado, no começo de seu reinado, favorável aos cristãos, confiando-lhes postos importantes na administração e no exército.
O santo de hoje nasceu no ano de 1605 em Corleone, Sicília, na Itália. Como é belo poder perceber o testemunho de hoje! Como a misericórdia de Deus fez maravilhas a partir do arrependimento!
Filho de comerciantes, Francisco Bernardone nasceu em Assis, na Umbria, em 1182. Nasceu em berço de ouro, pois a família tinha posses suficientes para que levasse uma vida sem preocupações. Não seguiu a profissão do pai, embora este o desejasse. Alegre, jovial, simpático, era mais chegado às festas, ostentando um ar de príncipe que encantava.
Nazário nasceu em Roma, ainda no primeiro século da era cristã. O pai era um pagão e chamava-se Africano. A mãe, de nome Perpétua, era uma católica fervorosa. Enquanto ele desejava tornar o filho um sacerdote a serviço de um dos muitos deuses pagãos, ela o queria temente a Deus, no seguimento de Cristo, por isso o educou dentro da religião católica. Assim, com apenas nove anos de idade, o menino pediu para ser batizado, definindo a questão e sendo atendido pelo pai, que algum tempo depois também se converteu.
Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constituiu para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs.
O apóstolo dos gentios e das nações nasceu em Tarso. Da tribo de Benjamim, era judeu de nação. Tarso era mais do que uma colônia de Roma, era um município. Logo, ele recebeu também o título de cidadão romano. O seu pai pertencia à seita dos fariseus. Foi neste ambiente, em meio a tantos títulos, que ele foi crescendo e buscando a palavra de Deus.
Pedro Donders nasceu em 27 de outubro de 1809, no sul da Holanda . Seus pais, Arnoldo e Petronila, tiveram dois filhos que sobrevieram a mortalidade infantil da época. Pedro, era o mais velho e muito doente; Martino, era o caçula e deficiente.







