Evangelho meditado
Cristo, único mediador da salvação
Nono Domingo do Tempo Comum
02/06/2013
“Nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé.” O centurião romano, equivalente a um capitão na hierarquia militar atual, foi elogiado por Jesus pela sua grande fé: “Em verdade vos digo: nem mesmo em Israel encontrei tamanha fé”. Depois de professar uma fé tão viva em Jesus e de ser assim elogiado por ele, é de pensar que a vida daquele homem não foi mais a mesma. Depois das graças desse Ano da Fé temos que mudar de vida... para melhor! Para estar com Cristo! Um livrinho intitulado “Cartas dos amigos de Cristo” traz uma carta imaginária do centurião a Jesus. Gostaria que você também a conhecesse: “Senhor: não pude agradecer-te; tive fé em ti, e vejo que a minha fé não foi confundida. O meu servo está são, mais forte do que antes. Que poder o da tua palavra! Queremos visitar-te, a minha mulher, o meu criado que curaste – que quer ir a todo custo – e eu. Mais do que nunca, sou indigno de que venhas a minha casa; também não preciso que o faças, e não o digo por desprezo nem por egoísmo, mas porque notamos a tua presença em nós e entre nós, invisível, mas palpável; não saberia explicá-lo, Tu me entenderás. (...) a tua presença nesta casa onde nunca estiveste é constante e viva, e enche-nos de paz e de serenidade interior. (...) Venho de um ambiente em que prevalecem o poder, o domínio, a política, e em ti não encontro nada disso. No entanto, parece que, misteriosamente, tens o segredo de exercer toda a autoridade ou todo o poder, mas de outra maneira, com outro estilo. (...) Embora não tenha neste momento grandes problemas de comando, receio que possam vir a aparecer quando eu tiver de obedecer e os meus superiores não exercerem devidamente a autoridade; penso que até poderão dar-se graves conflitos entre as exigências de algumas ordens e os imperativos da minha consciência. Há tantas injustiças e tantas extorsões... Mas também espero que a tua luz e a tua palavra, remota e presente, sempre eficaz, me iluminem e me levem a aceitar sacrifícios e renúncias a serviço da verdade. (...) Um abraço.”Essas palavras lembram-me de outro homem de fé, São Tomás Moro, que não vendeu a sua alma em troca de dinheiro, de fama, de bem-estar. Foi um cristão leigo, um cristão corrente que soube harmonizar muito bem a sua vocação de pai de família com a profissão de advogado e, mais tarde, de chanceler do Reino da Inglaterra. Quando Henrique VIII quis que os seus súditos jurassem a Ata de Sucessão (pela qual se reconhecia o matrimonio entre Henrique VIII e Ana Bolena, o rei como chefe supremo da Igreja da Inglaterra, e a negação da autoridade do Papa), que era anticristã, Tomás Moro, não querendo trair a sua própria consciência de homem e de cristão preferiu ser preso e martirizado (decapitaram-no) a dobrar-se perante os caprichos de um rei autoritário. Que também nós sejamos pessoas de fé, que vivem as consequências de ter uma vida de fé.
Pe. Françoá Costa
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Tomás More nasceu em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478. Seus pais eram cristãos e educaram os filhos no seguimento de Cristo. Aos treze anos de idade, ele foi trabalhar como mensageiro do arcebispo de Canterbury, que, percebendo a sua brilhante inteligência, o enviou para a Universidade de Oxford. Seu pai, que era um juiz, mandava apenas o dinheiro indispensável para seus gastos.
Nasceu em Monteprandone, na província de Ascoli Piceni, região de Le Marche ou das Marcas, Itália, no ano de 1394. Seu nome de batismo era Domingos Gangali. Órfão ainda criança, foi educado pelo tio, que o conduziu sabiamente no seguimento de Cristo. Estudou em Perugia, onde se diplomou em direito civil junto com o grande João de Capistrano, agora santo.
Rugero nasceu entre 1060 e 1070, na célebre e antiga cidade italiana de Cane. O seu nome, de origem normanda, sugere que seja essa a sua origem. Além dessas poucas referências imprecisas, nada mais se sabe sobre sua vida na infância e juventude. Mas ele era respeitado, pelos habitantes da cidade, como um homem trabalhador, bom, caridoso e muito penitente. Quando o bispo de Cane morreu, os fiéis quiseram que Rugero ficasse no seu lugar de pastor. E foi o que aconteceu: aos trinta anos de idade, ele foi consagrado bispo de Cane.
A tradição da família de La Salle, na França, é muito antiga. No século XVII, descendente de Carlos Magno, Louis de La Salle era conselheiro do Supremo Tribunal quando sua esposa, também de família fidalga, deu à luz a João Batista de La Salle, em 30 de abril de 1651, na casa da rua de L'Arbatete, que ainda existe, na cidade de Reims.
No dia primeiro de março de 1838 recebeu o nome de Francisco Possenti, ao ser batizado em Assis, sua cidade natal. Quando sua mãe Inês Friscioti morreu, ele tinha quatro anos de idade e foi para a cidade de Espoleto onde estudou em instituição marista e Colégio Jesuíta, até aos dezoito anos. Isso porque, como seu pai Sante Possenti era governador do Estado Pontifício, precisava a mudar de residência com freqüência, sempre que suas funções se faziam necessárias em outro pólo católico.
No dia primeiro de maio de 1894, nasceu Helene, filha de Anton e Maria Kafka, na cidade de Brno, atual República Checa. Naquele tempo, a região chamava-se Moravia, e estava sob o governo do imperador austríaco Francisco José. Em 1896, a família Kafka transferiu-se para Viena, capital do Império Austro-Húngaro.
Um santo amado e citado por muitos santos, como Santo Agostinho, Santo Ambrósio, São Prudêncio e outros que trouxeram à tona o testemunho desse grande diácono e mártir da Igreja.
Embora na nossa memória a presença de são Tomé faça sempre pensar em incredulidade e nos lembre daqueles que "precisam ver para crer", sua importância não se resume a permitir a inclusão na Bíblia da dúvida humana. Ela nos remete, também, a outras fraquezas naturais do ser humano, como a aflição e a necessidade de clareza e pé no chão. Mas, e principalmente, mostra a aceitação dessas fraquezas por Deus e seu Filho no projeto de sua vinda para nossa salvação.
Marcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

