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Renovação Carismática Católica - RCC

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ESTATUTO
DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA - RCC
NA DIOCESE DE ANÁPOLIS - GO

CAPÍTULO I
Seção I
Denominação, Fins, Duração,
Função, Sede, Administração
 
Art. 1º O CONSELHO DIOCESANO DA RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA DE ANÁPOLIS é uma Sociedade Civil de Direito Privado, de fins religiosos, sociais, culturais, e filantrópicos, composta de fieis católicos, sem objetivos econômicos e sem fins lucrativos, com duração de tempo indeterminado, doravante designado CONSELHO DIOCESANO.
Parágrafo Primeiro: O Conselho Diocesano tem como referência e sede administrativa o Escritório Administrativo, que tem por função ser órgão a serviço do Conselho Diocesano da Renovação Carismática Católica de Anápolis–Goiás, da Igreja Católica Apostólica Romana, da qual é parte integrante, com sede e foro jurídico na cidade de Anápolis–GO, regendo-se pelo presente Estatuto e pelas leis vigentes no país e pelas normas de Direito Canônico, com personalidade jurídica distinta da de seus membros, os quais não respondem solidariamente, em qualquer hipótese com as obrigações por ele contratadas.
Parágrafo Segundo: A sede administrativa do CONSELHO DIOCESANO funcionará na cidade de Anápolis-GO, à Rua N, Qd. 20, Lt. 1-A, Vila São Joaquim e será administrado diretamente pelo Presidente do Conselho Diocesano assessorado pela Comissão Executiva de Administração, a ser nomeada conforme este Estatuto e o Regimento Interno da RCC de Anápolis.
Parágrafo Terceiro: Para atingir os objetivos de suas atividades, a Comissão Executiva de Administração fará a gestão de todos os recursos financeiros necessários ao desempenho da Renovação Carismática Católica de Anápolis.
Parágrafo Quarto: O Conselho Diocesano também tem por finalidades:
a) Implantar e promover todos os meios legais, morais e espirituais de arrecadação de recursos financeiros para a sua manutenção;
b) Implantar e manter, sem ônus para os beneficiários, chácaras de recuperação de dependentes químicos e alcoólicos com a denominação: Chácara “Jesus Cura”, com uma ou mais unidades neste ou em outros municípios, no âmbito da Diocese de Anápolis;
b1) As Chácaras de Recuperação serão criadas a partir de decisões do CONSELHO DIOCESANO, em conformidade com a lei;
c) Manter programação em rádio e/ou televisão e em outros meios de comunicação possíveis, de forma a apresentar uma programação exclusivamente evangelizadora, podendo, para tanto, criar estruturas necessárias e até mesmo contratar técnicos para elaboração de projetos para atingir este fim. Toda a estrutura criada estará sempre subordinada ao Presidente do Conselho Diocesano da RCC de Anápolis;
d) Adquirir móveis e imóveis pelo sistema de compra e venda ou recebê-los por contratos não onerosos de comodato e também de doações, para utilização no exercício de suas atividades;
e) Acolher pessoas carentes, dependentes de drogas ilícitas e/ou álcool, para, após triagem de verificação da real situação da pessoa, conceder internação nas Chácaras de Recuperação;
f) Celebrar convênios e parcerias com outras entidades, inclusive poderes públicos federal, estadual e municipal no sentido de contribuir com o desenvolvimento, cidadania e bem-estar da pessoa dependente e de todos os que participem das atividades desenvolvidas pelo CONSELHO DIOCESANO;
g) Implantar e manter oficinas de aprendizagens profissionalizantes para oportunizar pessoas carentes à profissionalização. A eventual arrecadação dos produtos destas atividades será direcionada para dar continuidade nas atividades do CONSELHO DIOCESANO;
Art. 2º Em caso de dissolução do CONSELHO DIOCESANO não caberá a nenhum de seus membros pleitearem ou mesmo reclamarem direitos ou indenizações a qualquer título, forma ou pretexto, e a dissolução só se fará por decisão do CONSELHO DIOCESANO, que também decidirá sobre a destinação de seus bens, direcionando-os para entidades congêneres ligadas à Igreja Católica Apostólica Romana, exclusivamente dentro da Diocese de Anápolis.
Parágrafo Único: Todos os membros de quaisquer Equipes, Comissões ou Coordenações da Renovação Carismática Católica, em quaisquer instâncias, sem exceção, prestarão serviços de natureza gratuita ao Movimento, sem gerar vínculo empregatício, sem direito a remuneração ou indenização, a qualquer título ou a qualquer pretexto em nenhuma ocasião.
Art. 3º O Conselho Diocesano auferirá suas rendas a partir de todas e quaisquer atividades promovidas pelo Conselho Diocesano, bem como aquelas oriundas de doações, contribuições, comissões, direitos autorais de livros, revistas, fitas de vídeo ou de áudio, patrocínios, eventos, cursos, parcerias e outras relacionadas às suas atividades e fins propostos, bem como, os produtos gerados pelos internos de chácaras de recuperação em suas atividades de terapia ocupacional, cujos proventos deverão necessariamente ser depositados e movimentados a partir de contas bancárias abertas para este fim, em nome do CONSELHO DIOCESANO, sendo movimentadas nos termos deste Estatuto.
Parágrafo Primeiro: Todos os proventos, de qualquer origem, destinados à Renovação Carismática Católica, serão administrados pela Comissão Executiva e auditados pelo Conselho Fiscal.
Parágrafo Segundo: Os Grupos de Oração, Ministérios e Coordenação de Paróquias ou de Cidades da RCC da Diocese de Anápolis contribuirão financeiramente de duas formas para com o Conselho Diocesano: mensalidade e percentuais sobre a renda líquida de todos os eventos ou promoções que realizarem.
Parágrafo Terceiro: Tanto o valor da mensalidade quanto o percentual de contribuição serão estipulados e aprovados pelo CONSELHO DIOCESANO.
Art. 4º Conselho Diocesano é constituído por:
1) - Membros Natos – comdireito a voto:
a) O Bispo Diocesano ou seu representante legal;
b) Coordenador Diocesano da RCC de Anápolis;
c) Coordenadores Paroquiais da Diocese de Anápolis;
d) Coordenadores das Cidades que compõem a Diocese de Anápolis;
e) Coordenadores de Ministérios Diocesanos da RCC;
2) - Membros Convidados – sem direito a voto:
a) Benfeitores.
Parágrafo Único: A forma de seleção, qualificação e identificação, dos membros acima descritos são detalhadas neste Estatuto e no Regimento Interno do Conselho da Renovação Carismática Católica de Anápolis.
CAPÍTULO II
Presidência do Conselho Diocesano
Seção I
Requisitos essenciais e Eleição
Art. 5º As eleições do CONSELHO DIOCESANO serão realizadas em conformidade com o disposto neste Estatuto e no Regimento Interno do Conselho Diocesano da RCC de Anápolis.
Parágrafo Primeiro: O Presidente do Conselho Diocesano deverá ser sempre um leigo, nomeado pelo Bispo Diocesano de Anápolis, entre os três candidatos mais votados pelo Conselho Diocesano, para um mandato de dois anos que inicia e termina com o ano civil. Cada eleito terá direito a concorrer a uma reeleição subseqüente e só poderá voltar a concorrer ao cargo após dois anos de findo o seu segundo mandato;
Parágrafo Segundo: Para exercer a Presidência do Conselho Diocesano, a pessoa deverá preencher os seguintes requisitos:
a) Ter ilibada reputação moral, social e espiritual, sem quaisquer restrições em órgãos de proteção ao crédito, que o impeçam de efetuar quaisquer compromissos legais em nome do Conselho Diocesano da RCC de Anápolis (compras, contratos, movimentar contas bancárias, etc);
b) – Estar participando ativamente da Renovação Carismática Católica em comunhão com suas devidas instâncias de coordenação, há pelo menos sete anos;
c) – Possuir experiência comprovada através de registros existentes no Escritório administrativo da RCC de Anápolis e/ou testemunhas que sejam membros do Conselho Diocesano, de no mínimo 2 (dois) anos como Coordenador em uma ou mais instâncias de coordenação existente dentro da RCC de Anápolis (Grupo de Oração, Cidade, Paróquia, Ministério Diocesano, Coordenação Diocesana);
d) Não exercer qualquer cargo político partidário, seja qual for o critério, eletivo (vereador, deputado, etc), ou indicativo (assessor, etc), para evitar a instrumentalização da RCC;
e) Caso o Presidente do Conselho inicie o exercício de atividades relacionadas no inciso anterior, ele ficará destituído do cargo e a Comissão Executiva convocará novas eleições para o pleito, no prazo máximo de 30 (trinta) dias em Assembléia Extraordinária convocada para este fim;
f) Caso a Comissão Executiva não convoque a eleição no prazo de 30 (trinta) dias, qualquer membro da RCC poderá notificar o Bispo Diocesano, para providências;
g) – O Regimento Interno poderá estabelecer outros critérios para a escolha do Presidente do CONSELHO DIOCESANO, bem como, para outros cargos de direção e coordenação dentro da Renovação Carismática Católica de Anápolis.
Seção II
Perda do Mandato pelo Presidente do Conselho Diocesano
Art. 6º O Presidente do Conselho Diocesano poderá perder o mandato nos seguintes casos:
a) Não desempenhar as funções ou não cumprir os deveres e/ou obrigações que  o Estatuto e o Regimento Interno do CONSELHO DIOCESANO lhe atribuem;
b) Perder os requisitos essenciais exigidos para a eleição, discriminados neste Estatuto, no Artigo 5º, Parágrafo Segundo;
c) Demonstrar, no exercício de suas funções, inaptidão para o cargo;
d) Discordar de pontos doutrinários e/ou morais ensinados pelo Magistério da Igreja Católica Apostólica Romana, emanados da Santa Sé, cabendo ao Bispo Diocesano definir se há ou não desvio doutrinário.
Art. 7º A convocação da Assembléia para a destituição do Presidente do Conselho Diocesano poderá ser feita por 1/5 (um quinto) dos membros do Conselho Diocesano descritos no Artigo 4º, 1) deste Estatuto.
Parágrafo Único: A Convocação desta Assembléia deverá ter a aprovação formal do Bispo Diocesano ou do seu representante legal, bem como, tê-lo presente em sua instalação, sob pena de nulidade.
Art. 8º Após a apresentação da proposta de destituição, o Conselho ou a Assembléia dará prioridade à sua apreciação, conforme o seguinte rito:
a) A Assembléia ou o Conselho designará um Presidente “ad hoc” para conduzir os procedimentos de destituição;
b) Será explanada a motivação da convocação da Assembléia para a destituição do Presidente do Conselho Diocesano, quando lhe será oferecida oportunidade para apresentar a sua defesa, diante de todos os Conselheiros.
c) O Presidente será destituído pelo voto concorde de 2/3 dos presentes à Assembléia, não podendo deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta dos membros do CONSELHO DIOCESANO, ou com menos de 1/3 nas convocações seguintes;
d) A destituição será decidida em votação secreta;
e) Em se definindo pela destituição, o Presidente deposto poderá argüir que fará uso do seu direito de oferecer Recurso desta decisão. Se ele manifestar-se pela apresentação de Recurso, lhe será concedido o prazo de 10 (dez) dias para apresentá-lo, de forma escrita, ao Bispo Diocesano, quando então a Assembléia será suspensa e de imediato. Se aceitar a decisão, a Assembléia continua reunida para efetuar a eleição do novo Presidente.
f) A contar da data do recebimento do Recurso, o Bispo Diocesano terá 10 (dez) dias para apresentar a sua decisão final, da qual não poderá haver novo recurso.
g) Mantendo-se a decisão de destituição do cargo, será efetuada nova convocação de Assembléia, a se reunir no prazo máximo de 10 (dez) dias, efetuando a eleição conforme normas prescritas neste Estatuto e no Regimento Interno do Conselho Diocesano da RCC de Anápolis.
Seção III
Atribuições do Presidente do Conselho Diocesano

Art. 9º O Presidente do Conselho Diocesano além das atribuições próprias e inerentes ao cargo terá por funções:
a) coordenar a Renovação Carismática Católica na Diocese de Anápolis do Estado de Goiás;
b) presidir e administrar o Escritório Administrativo do Conselho Diocesano, podendo, para tanto, contratar e demitir empregados, assinar contratos de prestação de serviços e/ou parcerias, e tudo o mais que for necessário para atingir os objetivos fixados para a RCC de Anápolis;
c) observar, na composição do quadro de pessoas que atuarão nos serviços e parcerias, princípios inerentes à Renovação Carismática Católica, evitando desgaste público de sua imagem;
d) convocar e presidir a Assembléia Geral Ordinária e/ou Extraordinária do CONSELHO DIOCESANO tantas vezes quantas considerar necessárias;
e) convocar e presidir as reuniões do CONSELHO DIOCESANO, tantas vezes quantas considerar necessárias;
f) presidir todos os eventos a nível diocesano e outros da mesma natureza promovidos pela Renovação Carismática;
g) cumprir e fazer cumprir as decisões do Conselho Diocesano;
h) exercer a função de representante legal do CONSELHO DIOCESANO em todas as instâncias civis ou eclesiásticas, ativa e passivamente, em juízo ou fora dele e representá-la com amplos e irrevogáveis poderes junto a todos os poderes constituídos, podendo, para tanto, acordar, concordar, discordar, propor, receber, pagar e tudo o mais que for necessário para o bom e fiel exercício do cargo e da função;
i) assinar cheques e movimentar contas bancárias em conjunto com o 1º Tesoureiro ou 2º Tesoureiro;
j) representar a RCC/Anápolis no Conselho Estadual e Nacional de Leigos, no ICCRS (International Cathólic Renewal Service), no CONCCLAT (Conselho Carismático Católico Latino Americano) e demais instâncias da Igreja ou fora dela;
k) nomear prepostos, representantes ou procuradores do CONSELHO DIOCESANO, junto a todas as instâncias da Igreja ou fora dela, e nas demais atividades ou eventos;
l) nomear a Comissão de Discernimento e Reflexão para auxiliá-lo nas decisões a serem tomadas e principalmente nas indicações de nomes para as diversas funções na RCC, seja no Conselho Diocesano, Comissão Executiva, Ministérios ou quaisquer outras que lhe caibam definir;
m) sugerir ao Bispo Diocesano, para homologação ou não, o nome do Direto Espiritual a ser designado pela Diocese para a Renovação Carismática Católica de Anápolis;
n) nomear as pessoas para assumirem os cargos abaixo relacionados, os quais serão apresentados ao CONSELHO DIOCESANO:
- Coordenadores dos Ministérios Diocesanos;
- Membros das Comissões de Serviços do Conselho Diocesano;
- Coordenador(es) da(s) Chácara(s) de Recuperação;
- A Comissão Executiva de Administração, descrita neste Estatuto;
- Os três membros do Conselho Fiscal.
o) participar das reuniões da Comissão Executiva como membro efetivo.
CAPÍTULO III
Comissão Executiva de Administração
e Competência dos seus Membros
Seção I
Administração do Escritório Administrativo

Art. 10. O Escritório de Administração do CONSELHO DIOCESANO será administrado diretamente pelo Presidente do Conselho Diocesano assessorado pela Comissão Executiva de Administração constituída de:
- Vice-Presidente;
- Primeiro Secretário;
- Segundo Secretário;
- Primeiro Tesoureiro;
- Segundo Tesoureiro.
Parágrafo Primeiro: As atividades desenvolvidas pela Comissão Executiva são as descritas neste Estatuto e também no Regimento Interno do Conselho Diocesano da RCC de Anápolis-GO.
Parágrafo Segundo: Compete a Comissão Executiva:
a) Executar as decisões do Conselho Diocesano;
b) Administrar o Escritório Administrativo da RCC/Anápolis;
c) Coordenar e organizar as atividades da RCC em âmbito Diocesano como: Congressos, Assembléias Gerais, Eventos Diocesanos e projetos oriundos da RCC Nacional e RCC Estadual que forem aprovados a nível Diocesano;
d) Consultar previamente o Bispo Diocesano para convidar pregadores de outras dioceses, conforme estabelece o Documento nº 53 da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil - CNBB.
Parágrafo Terceiro: Os membros da Comissão Executiva terão o mandato de dois anos, que se encerrará juntamente com o mandato do Presidente do Conselho Diocesano.
Art. 11. Compete ao Vice-Presidente exercer as funções de assessoramento ao Presidente do Conselho Diocesano, nas atribuições próprias e inerentes ao seu cargo, e substituí-lo em seus impedimentos ou afastamentos.
Art. 12. Compete ao Primeiro Secretário executar todas as funções próprias e inerentes à secretaria do Escritório Administrativo do CONSELHO DIOCESANO.
Art. 13. Compete ao Segundo Secretário auxiliar o Primeiro Secretário em todas as suas atividades e responsabilidades inerentes, e substituí-lo em seus impedimentos ou afastamentos.
Art. 14. Compete ao Primeiro Tesoureiro exercer todas as funções próprias e inerentes à Tesouraria, além de outras atividades, ou seja, gerenciar a tesouraria do CONSELHO DIOCESANO, arrecadar as contribuições de todas as naturezas e espécies, efetuar todos os pagamentos autorizados, apresentar balancetes mensais, balanços anuais, balanço de término de mandato ou quando solicitados pelo Conselho Diocesano ou Conselho Fiscal, efetuar previsão mensal de receitas e despesas, inventariar juntamente com o Primeiro Secretário os bens patrimoniais do CONSELHO DIOCESANO, assinar cheques e movimentar contas bancárias juntamente com o Presidente do Conselho Diocesano.
Art. 15. Compete ao Segundo Tesoureiro auxiliar o Primeiro Tesoureiro em todas as funções próprias e inerentes à Tesouraria e outras atividades pertinentes, assinar cheques e movimentar contas bancárias juntamente com o Presidente do Conselho Diocesano e substituir o Primeiro Tesoureiro em seus afastamentos ou impedimentos.
Art. 16. A Comissão Executiva de Administração reunir-se-á quantas vezes forem necessárias para o desempenho de suas funções, sob a presidência do Presidente do Conselho Diocesano.
CAPÍTULO IV
Conselho Fiscal

Art. 17. Compete ao Conselho Fiscal:
a) Fiscalizar os atos do Presidente do Conselho Diocesano e da Comissão Executiva de Administração e verificar o cumprimento dos seus deveres estatutários;
b) Analisar, ao menos trimestralmente, o balancete e demais demonstrações financeiras elaboradas periodicamente pela Comissão Executiva de Administração;
c) Opinar sobre o relatório anual da Comissão Executiva de Administração, fazendo constar seu parecer com as informações complementares que julgar necessárias ou úteis à deliberação da Assembléia Geral;
d) Examinar as demonstrações financeiras do exercício social e sobre elas opinar;
e) Convocar a Assembléia Geral Ordinária, se os órgãos de administração da COMISSÃO EXECUTIVA retardarem por mais de 6 (seis) meses essa convocação e a Extraordinária, sempre que ocorrerem motivos graves ou urgentes, incluindo na agenda das Assembléias as matérias que considerarem necessárias.
CAPÍTULO V
Patrimônio

Art. 18. O patrimônio do CONSELHO DIOCESANO será constituído de imóveis, móveis, títulos, direitos, utensílios, veículos, máquinas, equipamentos e quaisquer outros bens oriundos de doações ou aquisições.
Art. 19. As aquisições de imóveis poderão ser feitas com a assinatura apenas do Presidente do Conselho Diocesano.
Art. 20. As vendas e/ou trocas de imóveis deverão ser precedidas de reunião do Conselho Diocesano, registrada em ata, com deliberação favorável por 50% mais um dos membros presentes, devendo, obrigatoriamente, o fruto de eventual venda ser revertido em prol da própria instituição.
Parágrafo Primeiro: Para discutir este assunto, a Assembléia deverá ser convocada no mínimo com cinco dias de antecedência e será instalada, em primeira ou em segunda convocação, com a presença de pelo menos 50% dos membros votantes do CONSELHO DIOCESANO, e em terceira convocação, com qualquer número, sendo que entre as convocações deverá decorrer, no mínimo, trinta minutos e no máximo uma hora.
Parágrafo Segundo: Os bens adquiridos poderão ser locados a entidades ou movimentos religiosos para uso em eventos com duração não superior a 5 (cinco) dias consecutivos e desde que sejam atendidas as exigências estabelecidas pela Comissão Executiva para a utilização destas dependências.
CAPÍTULO VI
Disposições Gerais e Transitórias

Art. 21. As devidas disposições, considerações, critérios, organizações hierárquicas e atribuições quanto aos Grupos de Oração, Coordenações Paroquiais, Coordenações de Cidades, Equipes e Comissões de Serviços e Coordenação Diocesana, deverão reger-se por este Estatuto e pelo Regimento Interno da RCC/Anápolis-GO, devidamente aprovado pelo CONSELHO DIOCESANO.
Art. 22. O Conselho Diocesano poderá criar Associações e/ou Fundações, devendo ser convocada Assembléia para esta decisão, com a presença obrigatória do Bispo Diocesano ou seu representante legal, sendo necessária a aprovação de 50% mais um dos membros presentes.
Art. 23. Os casos não previstos ou omissos serão decididos soberanamente pelo Conselho Diocesano.
Art. 24. O presente Estatuto poderá ser revisto mediante apreciação da Assembléia Geral convocada especialmente para este fim pelo Presidente do Conselho Diocesano ou por no mínimo 1/5 (um quinto) dos membros do CONSELHO DIOCESANO descritos no Artigo 4º, I deste Estatuto, não podendo deliberar, em primeira convocação, sem a maioria absoluta dos seus membros, ou com menos de 1/3 nas convocações seguintes.
Parágrafo Único: As mudanças serão homologadas pelo Bispo Diocesano.
Art. 25. O Presente Estatuto devidamente aprovado pelo CONSELHO DIOCESANO, datado e assinado pelos membros da Comissão Executiva de Administração do CONSELHO DIOCESANO, entrará em vigor imediatamente a partir do dia do Registro no Cartório de Registro de Pessoas Jurídicas.
Parágrafo Único: Este Estatuto foi revisto e alterado em conformidade com as exigências estatutárias, conforme se extrai da ata do dia 09 de Setembro de 2010.
Última atualização em Qui, 08 de Março de 2012 18:35  

História dos Santos

Santo Estanislau Kostka

1311 estanislaukostkaApelidado de "anjo" na infância, Estanislau Kostka atingiu a juventude guardando todas as virtudes, como um anjo realmente. Mas não faltaram oportunidades para entregar-se aos prazeres mundanos, pois pertencia a uma família polonesa nobre e poderosa.

Nascido em 28 de outubro 1550, até a idade de treze anos Estanislau viveu na casa dos pais. Aos quatorze, eles o enviaram para estudar no seminário dos padres jesuítas em Viena, junto com o irmão mais velho e o tutor. Mas o seminário logo foi fechado pelo imperador Maximiliano e toda a comunidade estudantil acabou abrigada no castelo de um príncipe protestante. Aquele ambiente cheio de festas e jogos de prazeres em nada combinava com Estanislau, que buscava uma vida de virtudes e oração, dentro da doutrina cristã.

A situação para ele era das mais inadequadas, entretanto agradou o irmão e o tutor, que passaram a requisitar sua participação nesses jogos. Não bastasse isso, o tal príncipe protestante queria impedir os católicos de irem à missa receber a comunhão. Depois, também era atormentado pelos colegas, que zombavam muito de sua preferência pela vida religiosa.

Mas a luta contra o ambiente hostil e a vida de privações a que se obrigava acabaram por minar a saúde do rapaz. Frágil, ficou doente a ponto de quase perder a vida, mas o salvaram a fé profunda e a confiança em Maria Santíssima, de quem era devoto. Durante um sonho, um anjo apareceu para dar-lhe a eucaristia, e a Virgem Mãe também, curando-o ao colocar-lhe o Menino Jesus nos braços. Maria, em sua aparição, também o convidou a ingressar na Companhia de Jesus.

Estanislau, que já pensava em ser um padre jesuíta, contou tudo à família, que fora a Viena verificar como os filhos estavam vivendo e estudando. Aproveitou para dizer que queria mesmo ser um sacerdote. A oposição dos seus pais foi total. Tentou insistir, mas foi inútil. Então, fugiu sozinho, a pé e vestido de mendigo, para despistar se o perseguissem.

De Viena, na Áustria, foi para Treves, na Alemanha, percorrendo setecentos quilômetros até chegar a uma casa provincial dos jesuítas. O provincial, na época, era Pedro Canísio, que o recebeu com amabilidade, mas teve de enfrentar a reação do pai do jovem, que ameaçou fazer expulsar todos os jesuítas da Polônia caso o filho não voltasse ao convivo da família. Mas Estanislau manteve-se irredutível.

Aos dezessete anos, Estanislau foi enviado para Roma, com uma carta de recomendação ao superior geral da Ordem, são Francisco de Bórgia, que com carinho o encaminhou para complementar o noviciado e os estudos de teologia no Colégio Romano. Foram apenas nove meses entre os jesuítas, mas plenos de trabalho, estudo, dedicação e disciplina, exemplares. Até ser acometido por uma febre misteriosa e, no dia 15 de agosto de 1568, festa da Assunção de Nossa Senhora, partir docemente ao encontro de Deus.

O seu túmulo tornou-se local de muitas graças e rota de peregrinação. O papa Bento XIII canonizou-o em 13 de novembro de 1726, e designou esta data para celebrar a festa em memória do padroeiro dos noviços.

Santo Ildefonso

23ildefonsoNasceu no ano de 606, em Toledo, no dia 8 de dezembro. Um homem de oração, foi discernindo a vontade de Deus também nas perdas. Ficou órfão e, em meio aos bens que possuía, fez de tudo para a construção de um mosteiro para religiosos. Um homem de discernimento, que não quer dizer sem medo, sem dificuldades.

Os santos não foram super-homens, mas pessoas de carne e osso que foram se deixando transformar por Aquele que é o santo dos santos: Jesus Cristo. Ele que, pelo poder do Espírito Santo, opera maravilhas no coração que se abre.

Santo Ildefonso, um coração aberto para as vontades de Deus, mesmo contra a própria vontade. Aconteceu que o Bispo de sua localidade havia falecido e o povo o elegeu. Ele se escondeu num convento, mas foi descoberto e aceitou este grande serviço para o povo de Deus. Foi um grande instrumento de Deus e devoto da Santíssima Virgem.

Ele propagou a Festa da Expectação de Nossa Senhora, em 18 de dezembro – Nossa Senhora do Ó, como ficou conhecida. Fruto desse amor, ele recebeu a graça de uma aparição da Virgem Maria, chamando-o de “meu capelão” e presenteando-o com uma casula do céu. Assim diz o seu testemunho.

Um homem revestido de humildade, de vida, de oração na vida sacramental, por isso foi um grande pastor para o seu povo. Não evangelizou sozinho, pois os santos bem sabiam e continuam a saber o quanto nós precisamos uns dos outros para que a evangelização aconteça, para que muitos conheçam esse doce nome que tem nosso Senhor Jesus Cristo. Os santos foram aqueles que se consumiram pelo Evangelho para que muitos conheçam Jesus Cristo.

São Bartolomeu

2408 bartolomeuBartolomeu, também chamado Natanael, foi um dos doze primeiros apóstolos de Jesus. É assim descrito nos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, e também nos Atos dos Apóstolos.

Bartolomeu nasceu em Caná, na Galiléia, uma pequena aldeia a quatorze quilômetros de Nazaré. Era filho do agricultor Tholmai. No Evangelho, ele também é chamado de Natanael. Em hebraico, a palavra "bar" que dizer "filho" e "tholmai" significa "agricultor". Por isso os historiadores são unânimes em afirmar que Bartolomeu-Natanael trata-se de uma só pessoa. Seu melhor amigo era Filipe e ambos eram viajantes. Foi o apóstolo Filipe que o apresentou ao Messias.

Até esse seu primeiro encontro com Jesus, Bartolomeu era cético e, às vezes, irônico com relação às coisas de Deus. Porém, depois de convertido, tornou-se um dos apóstolos mais ativos e presentes na vida pública de Jesus. Mas a melhor descrição que temos de Bartolomeu foi feita pelo próprio Mestre: "Aqui está um verdadeiro israelita, no qual não há fingimento".

Ele teve o privilégio de estar ao lado de Jesus durante quase toda a missão do Mestre na terra. Compartilhou seu cotidiano, presenciou seus milagres, ouviu seus ensinamentos, viu Cristo ressuscitado nas margens do lago de Tiberíades e, finalmente, assistiu sua ascensão ao céu.

Depois de Pentecostes, Bartolomeu foi pregar a Boa-Nova. Encerradas essas narrativas dos evangelhos históricos, entram as narrativas dos apócrifos, isto é, das antigas tradições. A mais conhecida é da Armênia, que conta que Bartolomeu foi evangelizar as regiões da Índia, Armênia Menor e Mesopotâmia.

Superou dificuldades incríveis, de idioma e cultura, e converteu muitas pessoas e várias cidades à fé do Cristo, pregando segundo o evangelho de são Mateus. Foi na Armênia, depois de converter o rei Polímio, a esposa e mais doze cidades, que ele teria sofrido o martírio, motivado pela inveja dos sacerdotes pagãos, os quais insuflaram Astiages, irmão do rei, e conseguiram uma ordem para matar o apóstolo. Bartolomeu foi esfolado vivo e, como não morreu, foi decapitado. Era o dia 24 de agosto de 51.

A Igreja comemora são Bartolomeu Apóstolo no dia de sua morte. Ele se tornou o modelo para quem se deixa conduzir pelo outro ao Senhor Jesus Cristo.

Natal de Jesus

2512 nataldejesus"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória..." (Jo 1,14).

A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos "últimos tempos", isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.

No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.

Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o "dia do sol invencível", como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.

Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.

No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do "sol invencível" para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.

A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.

Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.

Santa Valburga

25fevValburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo.

Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.

Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.

Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.

Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com freqüência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.

Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.

Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.

Santa Léonie Françoise de Sales Aviat

10leonieLéonie Aviat nasceu no dia 16 de setembro de 1844 na cidade francesa de Sézanne. Seus pais eram católicos praticantes e honestos comerciantes. Ao completar dez anos eles a enviaram para o colégio das Madres da Visitação da cidade de Troyes. Léonie ficou durante seis anos, onde recebeu a Primeira Eucaristia e a Crisma e sob a sábia orientação do capelão Luiz Brisson e da superiora, recebeu uma educação humanística, uma profunda formação religiosa e moral e foi iniciada na doutrina salesiana de abandono à Divina Providência.

Em 1866 Léonie rejeitou um vantajoso matrimonio expressando o desejo sincero de dedicar sua vida à Jesus Cristo. Com autorização dos pais, ela foi visitar padre Brisson a fim de se aconselhar. A cidade de Troyes nesta época tinha se tornado um pólo de indústrias têxteis que atraiam a mão de obra do campo para o centro urbano. Atento a esta situação e sensível às necessidades das adolescentes camponesas, que deixavam suas famílias em busca do trabalho promissor, padre Brisson desde 1858 havia fundado a Obra São Francisco de Sales; uma casa-família que acolhia e assegurava a assistência e educação cristã, àquelas jovens operárias. Porém, como era difícil encontrar, para esta casa-família, uma diretora estável, padre Brisson havia decidido fundar uma congregação religiosa.

Durante a visita de Léonie, o experiente padre expôs esta situação e encontrou nos anseios da jovem um sinal de Deus. Colocou Léonie na direção da casa-família. Em 1868 ele fundou a congregação para continuar de forma organizada a sua Obra para as operárias e Léonie vestiu o véu religioso adotando o nome de Madre Léonie Francisca de Sales Aviat. Em 1872 foi eleita a superiora da nova Congregação colocada sob a proteção e guia do santo bispo de Genebra de quem adotam completamente as regras espirituais e pedagógicas. Isto explica o nome adotado "Madres Oblatas de São Francisco de Sales".

Desde então, Madre Aviat se dedicou ao apostolado entre as jovens operárias, estabilizando a congregação e as casas-famílias de Troyes. As Oblatas abrem escolas básicas nas paróquias. Em Paris, abriram o primeiro pensionato para moças de famílias ricas que Madre Aviat dirigiu por oito anos, assim elas estenderam seu apostolado às diversas classes sociais. Depois retornou para a Casa Mãe da Congregação onde residiu por mais quinze anos, assumindo o posto de superiora até sua morte.

As Oblatas foram enviadas para a África, Europa e América do Sul, abrindo pensionatos, escolas e obras assistenciais. No ano de 1903 as leis anticlericais francesas decretam a dissolução das Congregações e o fechamento de suas casas, apoderando-se de todos os seus bens. As Oblatas se refugiam em Perúgia, mas Madre Aviat não esmoreceu e continuou a atividade da Congregação, que recebeu a aprovação canônica em 1911 do papa Pio X.

Morreu em Perúgia, Itália no dia 10 de janeiro de 1914, onde foi sepultada. Mais tarde, seu corpo foi transladado para a cripta da Casa Mãe da Congregação em Troyes, França.
Foi beatificada em 1992, pelo papa João Paulo II e canonizada pelo mesmo pontífice em 2001, em Roma. Para sua homenagem litúrgica a Igreja lhe reservou o dia 10 de janeiro

Albertina Berkenbrock

1506 albertinaberkenbrock"Albertina foi uma menina que ousou ser santa." Foi com essas palavras que Dom Jacinto Bergmann, bispo da diocese de Tubarão - Santa Catarina -, referiu-se a ela na cerimônia de sua beatificação.

Albertina Berkenbrock nasceu dia 11 de abril de 1919, no povoado de São Luís, município de Imaruí no Estado de Santa Catarina, Brasil.

Filha de um casal de agricultores - Henrique Berkenbrock e Josefa Boeing - fervorosos católicos oriundos de famílias alemães, com eles ela aprendeu as verdades da fé, a rezar, a freqüentar a igreja e a respeitar os mandamentos de Deus. Cultivou especial devoção a Virgem Maria e a São Luiz Gonzaga. Recitava diariamente o rosário com a família. Preparou-se com alegria para a Primeira Eucaristia que recebeu no dia 16 de agosto de 1928.

Foi neste ambiente simples, belo e cristão de sua família que Albertina cresceu. Ajudava os pais nos trabalhos da roça e em casa. Era dócil, obediente, incansável, e paciente.
Sua caridade era grande. Gostava de acompanhar as meninas mais pobres, de jogar com elas e com elas dividir o pão que trazia de casa para comer no intervalo das aulas. Teve especial caridade com os filhos do seu assassino, que trabalhava na casa do seu pai. Muitas vezes Albertina deu de comer a ele e aos filhos pequenos, com os quais se entretinha alegremente. Albertina, apesar de seus 12 anos, aparentava mais idade e tinha um corpo já bastante desenvolvido. Era alta e forte, acostumada ao sol e aos trabalhos da roça. Tinha cabelos louros tendendo ao castanho, olhos verde-escuros. Era uma bonita moça.

Tudo corria normalmente até que chegou o dia 15 de junho de 1931.
Perdera-se um boi pelos pastos. Albertina saiu a procura a pedido dos pais. De longe, Maneco Palhoça - ou Indalício Cipriano Martins, que planeja conquistar a menina para seus intentos eróticos, a avistou.

Albertina procurava o boi fugitivo. De repente viu ao longe alguns chifres e correu naquela direção. Para sua surpresa, porém, encontrou perto deles Maneco carregando feijão na carroça. À pergunta de Albertina pelo boi desaparecido, o homem lhe deu uma pista falsa para encaminhá-la ao lugar onde poderia satisfazer seus desejos sem chamar atenção.

Albertina seguiu a indicação de Maneco e embrenhou-se pela mata. Repentinamente deu de cara com Maneco. Ficou petrificada. Sozinha, no mato, com aquele homem na frente! Ainda naquela manhã ela levara comida a seus filhos, como fazia sempre. Havia certa familiaridade entre Albertina e Maneco: ela o chamava de "Maneco preto", como todo mundo, sem que ele se ofendesse.

Maneco lhe propôs seus intentos. Albertina, decidida, não aceitou. Começou então, a tentativa do assassino de se apossar de Albertina, mas ela não se deixou subjugar. A menina é forte. Aos pontapés se defendeu, derrubou o assassino. A luta foi longa e terrível. Ela não cedeu. Maneco, derrotado moralmente pela menina, vingou-se, agarrou-a pelos cabelos e afundou o canivete no pescoço e a degolou. Seu corpo ficou manchado de sangue... Sua pureza e virgindade, porém, ficaram intactas.

Aos 12 anos de idade, Albertina foi assassinada porque quis preservar a sua pureza espiritual e corporal e defender a dignidade da mulher por causa da fé e da fidelidade a Deus. E ela o fez heroicamente como verdadeira mártir. O martírio e a conseqüente fama de santidade espalharam-se rapidamente.

A cerimônia de beatificação de Albertina foi realizada em Tubarão - Santa Catarina . Contou com a presença do bispo local, Dom Jacinto Bergman; presidiu a cerimônia o cardeal José Saraiva Martins, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Estavam presentes cerca de 20 mil pessoas, na praça da Catedral de Tubarão, além de dezenas de bispos e sacerdotes.

Após a leitura da biografia e a solicitação de beatificação, feita por Dom Jacinto Bergman, o cardeal Saraiva Martins leu o decreto de Bento XVI, que inscrevia oficialmente Albertina no catálogo dos bem-aventurados.

Albertina está viva mais do que nunca. Primeiro porque vive em Deus, imersa na paz e na felicidade sem fim. Depois porque vive no coração de seus parentes, amigos e devotos.

Santo Constantino

11marcConstantino faz parte da heróica história do cristianismo na Escócia. Ele era rei da Cornualha, pequena região da Inglaterra e se casou com a filha do rei da Bretanha. Depois se tornou o maior evangelizador de sua pátria e o responsável pela conversão do país.

O rei Constantino não foi um governante justo, até sua conversão. No início da vida cometeu sacrilégios e até assassinatos, em sua terra natal. Para ficar livre de cobranças na vida particular, divorciou-se da esposa. Foram muitos anos de vida mundana, envolvido em crimes e pecados. Mas quando soube da morte de sua ex-esposa, foi tocado pela graça tão profundamente que decidiu transformar sua vida. Primeiro abriu mão do trono em favor de seu filho, depois se converteu, recebendo o batismo. Em seguida se isolou no mosteiro de São Mócuda, na Irlanda, onde trabalhou por sete anos, executando as tarefas mais difíceis, no mais absoluto silêncio.

Os ensinamentos de Columbano, que também é celebrado pela Igreja, e que nesse período estava na região em missão apostólica, o levaram a se ordenar sacerdote. Assim, partiu para evangelizar junto com Columbano, e empregou a coragem que possuía, desde a época em que era rei, para a conversão do seu povo. As atitudes de Constantino passaram a significar um pouco de luz no período obscuro da Idade Média.

A Inglaterra e a Irlanda, naquela época, viviam já seus dias de conversão, graças ao trabalho missionário de Patrício, que se tornou mártir e santo pela Igreja, e outros religiosos. Constantino que recebera orientação espiritual de Columbano não usava os mantos ricos dos reis e sim o hábito simples e humilde dos padres. Lutou bravamente pelo cristianismo, pregou, converteu, fundou vários conventos, construiu igrejas e, assim, seu trabalho deu muitos frutos. Sua terra, antes conhecida como "o país dos Pitti", assumiu o nome de Escócia, que até então pertencia a Irlanda.

Porém, antes de se tornar um estado católico, a Escócia viu Constantino ser martirizado. Foi justamente lá que, quando pregava em uma praça pública, um pagão o atacou brutalmente, amputando-lhe o braço direito, o que causou uma hemorragia tão profunda que o sacerdote esvaiu-se em sangue até morrer, não sem antes abraçar e abençoar a cada um de seus seguidores. Morreu no dia 11 de março de 598, e se tornou o primeiro mártir escocês.

O seu culto correu rápido entre os cristãos de língua anglo-saxônica, atingiu a Europa e se propagou por todo o mundo cristão, ocidental e oriental. Sua veneração litúrgica foi marcada para o dia de seu martírio.

Caetano Errico

2910 caetanoerricoA cidade de Secondigliano, grande e populosa, do norte de Nápoles, Itália, é mais conhecida como uma região de mafiosos do que de santos.

Os problemas dos seus habitantes são inúmeros, entre os quais estão as facções da máfia, a corrupção social e política que, somados, desestruturam o sistema de serviços e a consciência, propiciando a formação de gangues de todos os tipos de tráficos. Mas ela também tem boas obras. Como a de padre Caetano Errico, que fundou, em 1833, a Congregação dos "Missionários dos Sagrados Corações de Jesus e de Maria".

A estátua de padre Caetano é bem visível de qualquer ângulo da cidade. Com a mão direita, ele abençoa; com a esquerda, empunha o crucifixo. A sua figura é imponente, não apenas pela beleza plástica da escultura. Ele era, realmente, um homem grande, alto e bem forte, um gigante na santidade e na figura humana.

Em 1791, essa cidade era pequena, uma planície com muito ar puro e úmido no final da tarde, chamada de Casale Régio da Cidade de Nápoles. Foi nesse ano que Caetano Errico nasceu, no dia 19 de outubro, o segundo dos nove filhos de Pasqual, modesto fabricante de macarrão, e de Maria. Quando mostrou vocação para a vida religiosa, logo obteve apoio da família. Aos dezesseis anos, ingressou no seminário e, em 1815, recebeu a ordenação sacerdotal.

Desde então, seu apostolado foi todo feito na igreja paroquial de São Cosme e São Damião, da sua cidade natal.

Em 1818, durante a pregação, teve inspiração divina para fundar uma congregação religiosa. Iniciou, imediatamente, pela construção de uma igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores. Entre inúmeras dificuldades, a igreja foi erguida e abençoada doze anos depois, em 1830. Mas teve de esperar outros cinco anos para adquirir a imagem de madeira de Nossa Senhora das Dores e colocá-la no altar, onde permanece até hoje.

Além do trabalho pastoral da igreja, agora Caetano se ocupava com a construção da Casa para abrigar a nova congregação de padres. Decidiu que seria dedicada em honra dos Sagrados Corações de Jesus e Maria. E nela empenhou toda a sua vida, que durou sessenta e nove anos de idade. Morreu em 29 de outubro de 1860.

Padre Caetano Errico foi homem de oração, de penitência, dedicava muito tempo ao atendimento das confissões e auxiliava materialmente, com suas obras, os marginalizados e pobres de toda a cidade e redondeza. Hoje, essa herança é distribuída através dos padres Missionários dos Sagrados Corações. Mas a memória e veneração a padre Caetano está muito presente e ainda é muito forte na população.

O culto e as graças atribuídas à sua santidade começaram quando ele ainda estava no seu leito de morte. Tanto que no interior da Casa-mãe da Congregação foi preciso instalar um museu para abrigar as doações dos elementos testemunhais dos devotos, que lembram as graças alcançadas. E é curioso como o povo não permite que a imagem do fundador seja retirada do altar, onde foi colocada, para a sua simples apresentação, quando chegou. Era para ficar no museu, mas todos a querem ver ali, ao lado de Nossa Senhora das Dores.

O papa João Paulo II proclamou bem-aventurado Caetano Errico em 2002, e designou o dia de sua morte para a homenagem litúrgica.