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Conselho Presbiteral

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ESTATUTO DO CONSELHO PRESBITERAL
DA DIOCESE DE ANÁPOLIS
Capitulo I - Natureza e finalidade
Art. 01 .  O Conselho Presbiteral, exigido pelo cânon 495 § 1 do Código de Direito Canônico para cada Diocese, é "um grupo de sacerdotes que, representando o presbitério, seja como o senado do Bispo, cabendo lhe, de acordo com o direito, ajudar o Bispo no governo da Diocese, a fim de se promover ao máximo o bem pastoral da porção do Povo de Deus que lhe foi confiada".
Art. 02. Neste Conselho, o Bispo Diocesano ouvirá os seus sacerdotes, consulta los á sobre as funções de ensinar, santificar e apascentar o Povo de Deus e tratará com eles o que concerne às necessidades da ação pastoral e ao bem geral da Diocese (cf. "Ecclesiae Sanctae", 15 § 2).
Art. 03.  O Conselho Presbiteral rege se por este Estatuto aprovado pelo Bispo Diocesano, pelos cânones do Código de Direito Canônico e a Legislação Complementar do mesmo, dada pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), aprovada pela Santa Sé, naquilo que a ele se refere (c. 496).
Art. 04. – O Conselho Presbiteral tem somente o voto consultivo, exceto nos casos expressamente indicados pelo direito (c. 500, § 2).
§ 1 - O Conselho Presbiteral nunca pode agir sem o Bispo Diocesano (c. 500, § 3).
§ 2 – O presidente do Conselho Presbiteral é o Bispo Diocesano (c. 500, § 1).
Art. 05.  São funções ordinárias do Conselho Presbiteral:
1. Refletir com o Bispo Diocesano sobre tudo que se refere à vida e ministério dos Presbíteros na Diocese;
2. Refletir e aconselhar o Bispo sobre a formação permanente, a espiritualidade e a situação pessoal dos Presbíteros;
3. Refletir e opinar sobre a oportunidade da criação de novas Paróquias e Quase Paróquias;
4. Refletir sobre a nomeação e transferência dos presbíteros para Paróquias e outras funções em suas Regiões Pastorais e na Diocese;
5. Refletir sobre quaisquer outros problemas pastorais da Diocese, conforme deliberação do Bispo Diocesano;
6. Acompanhar o processo de formação dos futuros presbíteros e diáconos permanentes;
7. Opinar sobre a admissão dos candidatos às Ordens Sacras;
8. Opinar sobre o processo de admissão na Diocese, a título de trabalho missionário ou experiência pastoral, dos sacerdotes provenientes de outras jurisdições eclesiásticas;
9. Opinar sobre a incardinação na Diocese dos sacerdotes provenientes de outras jurisdições eclesiásticas;
10. Opinar, quando solicitado, sobre a distribuição dos diversos encargos administrativos e pastorais na Diocese;
11. Colaborar para o bom relacionamento entre a Diocese e as Congregações Religiosas, procurando encaminhar as soluções das questões pendentes, conforme critérios pastorais, em âmbito de Igreja Local;
12. Apoiar a promoção vocacional, empenhando se no recrutamento, formação e atualização do clero diocesano e dos demais agentes de pastoral;
13. Criar condições para que toda a Diocese caminhe unida, em sintonia pastoral com os planos e metas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do Regional Centro Oeste e, em particular, com o Plano Pastoral da Diocese.
Art. 06.   São funções especiais do Conselho Presbiteral:
1. Dar seu parecer ao Bispo Diocesano nas questões de maior importância no governo da Diocese (c. 500 § 2);
2. Dar seu parecer ao Bispo Diocesano quanto à ereção, supressão ou modificação de modo notável das Paróquias (c. 515 § 2);
3. Escolher três párocos para participarem estavelmente nos processos de destituição de párocos (c. 1742 § 1);
4. Dar seu parecer na edificação de novas igrejas e capelas, seja quanto a seu proveito para o bem das almas, ao aspecto arquitetônico e artístico, à organização do espaço litúrgico, seja quanto aos meios necessários para a construção e para a manutenção do culto (c. 1215, § 2);
5. Dar seu parecer ao Bispo Diocesano a respeito da destinação das ofertas feitas voluntariamente pelos fiéis, quando não consta uma vontade própria dos ofertantes (c. 531);
6. Dar parecer ao Bispo Diocesano quanto á oportunidade da constituição de conselhos pastorais em cada uma das paróquias da Diocese (c. 536, § 1);
7. Dar parecer ao Bispo Diocesano sobre a convocação do Sínodo Diocesano (c.461, §1);
8. Manter o relacionamento oficial com autoridades e instituições civis, militares e de outras religiões.
Art. 07.   Os membros do Conselho Presbiteral são designados conforme o Art. 10, para o tempo de três anos (c. 501 § 1).
Art. 08.   "Vagando a Sé Episcopal, o Conselho Presbiteral cessa e suas funções são desempenhadas pelo Colégio dos Consultores; dentro do prazo de um ano após a tomada de posse, o Bispo deve constituir novamente o Conselho Presbiteral" (c. 501, § 2).
Art. 09.   "Se o Conselho Presbiteral não cumprir o encargo que lhe foi confiado para o bem da Diocese, ou então abusar dele gravemente, o Bispo Diocesano pode dissolvê lo, após consultar o metropalita; dentro de um ano, porém, deve constituí lo novamente" (c. 501, § 3).
Capítulo II
Constituição do Conselho
Art. 10.   O Conselho Presbiteral é composto por no máximo 13 membros:
1. Bispo Diocesano;
2. Vigário Geral;
3. Reitor do Seminário Maior Diocesano Imaculado Coração de Maria;
4. Coordenador Diocesano de Pastoral ou, caso este não seja presbítero, um presbítero indicado pela Coordenação Diocesana de Pastoral;
5. Presbítero eleito pelo Presbitério para representá lo na Comissão Regional de Presbíteros do Regional Centro Oeste da CNBB;
6. Presbíteros Coordenadores das quatro Regiões Pastorais da Diocese, eleitos respectivamente;
7. Presbítero eleito pelo Clero Regular para o representar;
8. Dois membros indicados, facultativamente, por critério pessoal, pelo Bispo Diocesano (c. 497, § 3);
9. Um representante dos diáconos permanentes, eleito entre eles.
Art. 11.   Tem voz ativa e voto para a constituição do Conselho Presbiteral:
1. Para a eleição do representante na Comissão Regional de Presbíteros, todos os sacerdotes que, residindo na Diocese de Anápolis, incardinados e não-incardinados, exercem a seu favor algum oficio;
2. Para a eleição dos Coordenadores Regionais, os párocos, os administradores paroquiais e os presbíteros que exercem oficio pastoral na respectiva região pastoral;
3. Para a eleição do representante do Clero Regular, os sacerdotes membros dos Institutos Religiosos ou de Sociedades de Vida Apostólica que, residindo na Diocese, exercem a seu favor algum oficio pastoral;
4. Para a eleição do representante dos diáconos permanentes, todos os diáconos permanentes que, residindo na Diocese de Anápolis, tenham nela o uso de Ordem;
Art. 12. – A assembléia do Presbitério para a eleição dos membros do Conselho deve seguir as seguintes normas:
1. A convocação e a presidência da assembléia do Presbitério para a eleição será feita pelo Bispo Diocesano, (c. 166, § 1), que indicará  a data e o lugar;
2. A assembléia deve contar com a maioria dos presbíteros mencionados no artigo anterior;
3. A eleição será por votação secreta e pessoal. O voto para ser válido deve ser livre, secreto, certo, absoluto, determinado e incondicional (c. 172, § 1 e 2);
4. A eleição será por maioria absoluta (metade mais um) de votos dos presentes;
5. Antes de começar a eleição, o presidente nomeará dois escrutinadores, que recolherão e contarão as cédulas e os eleitores. Depois, apurarão os votos (c. 173);
6. Caso nenhum dos votados atinja a maioria absoluta nas primeiras duas votações, far-se-á uma terceira votação entre os dois mais votados. No caso de empate, será considerado eleito o mais antigo por tempo de ordenação;
7. A eleição para ser válida deve ser confirmada pelo presidente;
8. O eleito será interrogado pelo presidente da assembléia se aceita a eleição. Caso não a aceitar, proceder-se-á a um novo escrutínio;
9. A confirmação dos eleitos no cargo será dada no ato da tomada de posse do Conselho;
10. Todos os atos da eleição serão anotados na ata da assembléia, pelo chanceler da Cúria. 
Art. 13.   O tempo de mandato dos membros do Conselho Presbiteral é:
1. De três anos para os membros eleitos, podendo ser renovado o seu mandato por mais um triênio consecutivo. Poderão ser eleitos novamente, após um intervalo de tempo.
2. Os membros "ex officio" permanecem enquanto estiverem provisionados em seus cargos.
3. Os membros designados poderão ser substituídos a critério do Bispo Diocesano.
Art. 14.   Ocorrendo graves razões, o Bispo Diocesano pode demitir do Conselho Presbiteral o presbítero faltoso por sua conduta ou ausência em três reuniões consecutivas, sem justificação convincente de sua parte.
Art. 15.   O integrante do Conselho Presbiteral, eleito ou designado, perderá o mandato e o direito de participar das reuniões quando:
1. Se demitir por escrito e o pedido de demissão for aceito pelo Bispo Diocesano;
2. Se for desligado do Ministério Presbiteral ou deixar de exercê lo na Diocese;
3. Deixar de participar de três reuniões consecutivas do Conselho Presbiteral;
4. Vier a cometer falta grave, p. ex. quebra notória e comprovada de sigilo, que torne desaconselhável a sua permanência no Conselho Presbiteral.
Art. 16.   Na eventualidade descrita no Art. 15, proceder se á à designação de outro conselheiro para completar o mandato, no processo de escolha relativo ao membro que deixou.

Capítulo III
Direção e funcionamento
Art. 17.   É competência do Bispo Diocesano, conforme determinação do c. 500 do Código de Direito Canônico:
1. Convocar o Conselho Presbiteral;
2. Definir a pauta das reuniões;
3. Presidir as reuniões;
4. Acolher ou não, na pauta, as sugestões dos membros do Conselho Presbiteral;
5. Permitir ou não a divulgação dos assuntos tratados nas reuniões que, por sua natureza, são sigilosos.
Art. 18.   Os membros do Conselho Presbiteral escolherão, com o Bispo Diocesano, o Secretário do Conselho Presbiteral, a quem compete:
1. Ajudar o Bispo Diocesano na preparação e organização da pauta das reuniões;
2. Registrar em Livro de Atas o que ocorrer nas reuniões ordinárias ou extraordinárias;
3. Responder as cartas recebidas;
4. Custodiar o Livro de Atas;
5. Arquivar toda a documentação relativa ao Conselho Presbiteral.
Art. 19.   A eleição do Secretário do Conselho Presbiteral será realizada, por aclamação, na primeira reunião ordinária do ano em que tomarem posse os novos membros do Conselho.
Art. 20. – As reuniões ordinárias do Conselho Presbiteral serão no mínimo oito por ano. O Bispo Diocesano, pessoalmente ou a pedido de dois terços dos membros do Conselho, poderá convocar reuniões extraordinárias.
Art. 21.   As reuniões do Conselho Presbiteral somente poderão ser realizadas quando convocadas e presididas pelo Bispo Diocesano.
Art. 22. – Os representantes das quatro Regiões Pastorais, membros do Conselho Presbiteral, após eleitos, serão equiparados pelo Bispo Diocesano a decanos, de que fala o cânon 553, com as atribuições designadas pelo cânon 555 do CDC, e outras mais. Tais atribuições são:
1. Promover e coordenar a atividade pastoral comum na sua Região;
2. Velar para que os clérigos de sua Região levem vida coerente com próprio estado e cumpram diligentemente seus deveres;
3. Assegurar que se celebrem as funções religiosas de acordo com as prescrições da sagrada liturgia;
4. Assegurar que se conserve diligentemente o decoro e o esplendor das igrejas e das alfaias sagradas, principalmente na celebração eucarística e na conservação do Santíssimo Sacramento;
5. Assegurar que se escrevam exatamente e se guardem devidamente os livros paroquiais;
6. Assegurar que se administrem cuidadosamente os bens eclesiásticos e se cuide da casa paroquial com a devida diligência;
7. Empenhar-se para que os clérigos participem de cursos, encontros teológicos ou conferências, de acordo com a legislação particular da Diocese e do  cânon 279, § 1 e 3;
8. Cuidar para que não faltem os auxílios espirituais aos clérigos de sua Região, tendo a máxima solicitude com os que se encontram em situações mais difíceis ou se afligem com problemas;
9. Visitar as paróquias de sua Região, de acordo com a determinação de Bispo Diocesano;
10. Organizar as férias dos presbíteros da Região, de forma que seja assegurada a assistência pastoral às paróquias (c. 283);
11. Cumprir outras funções designadas pelo Bispo Diocesano.
Art. 23.   Quando o Bispo Diocesano julgar oportuno, poderá convidar algum assessor ou perito, clérigo ou leigo, para tratar assuntos especiais.
Art. 24.   Poderão vir a ser constituídas, pelo Bispo Diocesano e o Conselho Presbiteral, Comissões, que deverão, no prazo estabelecido para tal, opinar, por escrito, sobre os assuntos que lhes forem propostos.
Art. 25.   Qualquer membro do clero diocesano ou regular poderá solicitar, por escrito, a inclusão de assuntos na pauta da reunião do Conselho Presbiteral, através de um dos conselheiros.
Art. 26.   As eventuais despesas do Conselho Presbiteral, previamente autorizadas pelo Bispo Diocesano, correrão por conta da Cúria Diocesana.

Capítulo IV
Deveres dos membros
Art. 27.   Dado o caráter representativo do Conselho Presbiteral, que opina como porta voz do Presbitério, e a relevância de sua função na Diocese, incumbe aos conselheiros:
1. Ter sensibilidade para os problemas, a vida e a ação pastoral dos presbíteros;
2. Ter empenho em dar conhecimento das legítimas aspirações do Presbitério;
3. Estudo consciencioso das matérias propostas à sua consideração, incluída consulta sigilosa a peritos no assunto;
4. Opinar e dar o seu voto, tendo sempre em vista o bem do Presbitério e da Comunidade  Diocesana e não interesses e ideologias pessoais;
5. Assiduidade às reuniões do Conselho Presbiteral.
Art. 28.   Em proveito do bem comum e da comunhão hierárquica, abstenham se os Conselheiros de manifestações contrárias ao que foi discutido e decidido nas reuniões e de revelações que possam causar animosidade, críticas e desunião no Presbitério.
Art. 29.   O presente Estatuto poderá ser reformado a qualquer tempo por iniciativa do Bispo Diocesano ou de algum dos membros do Conselho Presbiteral, desde que aprovado por dois terços dos seus integrantes.
Art. 30.   O presente Estatuto entra em vigor na data de sua publicação.

Anápolis, 25 de maio de 2006,
Festa de São Gregório VII, monge e papa.
Última atualização em Qui, 08 de Março de 2012 19:46  

História dos Santos

São Cosme e São Damião

2609 cosmedamiaoCosme e Damião eram irmãos e cristãos. Na verdade, não se sabe exatamente se eles eram gêmeos. Mas nasceram na Arábia e viveram na Ásia Menor, Oriente. Desde muito jovens, ambos manifestaram um enorme talento para a medicina. Estudaram e diplomaram-se na Síria, exercendo a profissão de médico com muita competência e dignidade. Inspirados pelo Espírito Santo, usavam a fé aliada aos conhecimentos científicos. Com isso, seus tratamentos e curas a doentes, muitas vezes à beira da morte, eram vistos como verdadeiros milagres.

Deixavam pasmos os mais céticos dos pagãos, pois não cobravam absolutamente nada por isso. A riqueza que mais os atraía era fazer de sua arte médica também o seu apostolado para a conversão dos pagãos, o que, a cada dia, conseguiam mais e mais.

Isso despertou a ira do imperador Diocleciano, implacável perseguidor do povo cristão. Na Ásia Menor, o governador deu ordens imediatas para que os dois médicos cristãos fossem presos, acusados de feitiçaria e de usarem meios diabólicos em suas curas.

Mandou que fossem barbaramente torturados por negarem-se a aceitar os deuses pagãos. Em seguida, foram decapitados. O ano não pode ser confirmado, mas com certeza foi no século IV. Os fatos ocorreram em Ciro, cidade vizinha a Antioquia, Síria, onde foram sepultados. Mais tarde, seus corpos foram trasladados para uma igreja dedicada a eles.

Quando o imperador Justiniano, por volta do ano 530, ficou gravemente enfermo, deu ordens para que se construísse, em Constantinopla, uma grandiosa igreja em honra dos seus protetores. Mas a fama dos dois correu rápida no Ocidente também, a partir de Roma, com a basílica dedicada a eles, construída, a pedido do papa Félix IV, entre 526 e 530. Tal solenidade ocorreu num dia 26 de setembro; assim, passaram a ser festejados nesta data.

Os nomes de são Cosme e são Damião, entretanto, são pronunciados infinitas vezes, todos os dias, no mundo inteiro, porque, a partir do século VI, eles foram incluídos no cânone da missa, fechando o elenco dos mártires citados. Os santos Cosme e Damião são venerados como padroeiros dos médicos, dos farmacêuticos e das faculdades de medicina.

São Marcelino Champagnat

0606 marcelinochampagnatMarcelino José Benedito Champagnat nasceu na aldeia de Marlhes, próxima de Lion França, no dia 20 de maio de 1789, nono filho de uma família de camponeses pobres e muito religiosos. O pai era um agricultor com instrução acima da média, atuante e respeitado na pequena comunidade. A mãe, além de ajudar o marido vendendo o que produziam, cuidava da casa e da educação dos filhos, auxiliada pela cunhada, que desistira do convento. A família era muito devota de Maria, despertando nos filhos o amor profundo à Mãe de Deus.

Na infância, logo que ingressou na escola, Marcelino sofreu um grande trauma quando o professor castigou um dos seus companheiros. Ele preferiu não freqüentar os estudos e foi trabalhar na lavoura com o pai. E assim o fez até os quatorze anos de idade, quando o pároco o alertou para sua vocação religiosa.

Apesar de sua condição econômica e o seu baixo grau de escolaridade, foi admitido no seminário de Verrièrres. Porém, a partir daí, dedicou-se aos estudos enfrentando muitas dificuldades. Aos vinte e sete anos, em 1816, recebeu o diploma e foi ordenado sacerdote no seminário de Lion.

Talvez por influência da sua dura infância, mas movido pelo Espírito Santo, acabou se dedicando aos problemas e à situação de abandono por que passavam os jovens de sua época, no campo da religião e dos estudos. Marcelino rezou e meditou em busca de uma resposta a esses problemas que antecederam e anunciavam a Revolução Francesa.

Numa visita a um rapaz doente, descobriu que este, além de analfabeto, nada sabia sobre Deus e sobre religião. Sua alma estava angustiada com tantas vidas sem sentido e sem guia vagando sem rumo. Foi então que liderou um grupo de jovens para a educação da juventude. Nascia, então, a futura Congregação dos Irmãos Maristas, também chamada de Família Marista, uma Ordem Terceira que leva o nome de Maria e sua proteção.

Sua obra tomou tanto vulto que Marcelino acabou por desligar-se de suas atividades paroquiais, para dedicar-se, completamente, a essa missão apostólica. Determinou que os membros da Congregação não deveriam ser sacerdotes, mas simples irmãos leigos, a fim de assumirem a missão de catequizar e alfabetizar as crianças, jovens e adultos, nas escolas paroquiais.

Ainda vivo, Marcelino teve a graça de ver sua Família Marista crescendo, dando frutos e sendo bem aceita em todos os países aonde chegaram. Ainda hoje, temos como referência a criteriosa e moderna educação marista presente nas melhores escolas do mundo.

Marcelino Champagnat morreu aos cinqüenta e um anos, em 6 de junho de 1840. Foi beatificado em 1955 e proclamado santo pelo papa João Paulo II em 1999. Ele é considerado o "Santo da Escola" e um grande precursor dos modernos métodos pedagógicos, que excluem todo tipo de castigo no educando.

São Saturnino de Toulouse

2911 saturninodetoulouseDe origem grega, são Saturnino é uma das devoções mais populares na França e na Espanha. A confirmação de sua vida emergiu junto com a descoberta de importantes escritos do cristianismo produzidos entre os anos 430 e 450. Conhecidos como a "Paixão de Saturnino", trouxeram dados enriquecedores sobre a primitiva Igreja de Cristo na Gália, futura França.

Esses documentos apontam Saturnino como primeiro bispo de Toulouse nos anos 250, sob o consulado de Décio. Era uma época em que a Igreja, naquela região, contava com poucas comunidades cristãs. Estava desorganizada desde 177, com o grande massacre dos mártires de Lyon. O número de fiéis diminuía sempre mais, enquanto nos dos templos pagãos as filas para prestar sacrifícios aos deuses parecia aumentar.

O relato continua dizendo que Saturnino, após uma peregrinação pela Terra Santa, iniciara a sua missão de evangelização no Egito, onde converteu um bom número de pagãos. Foi, então, para Roma e, fazendo uma longa viagem por vales e montanhas, atingiu a Gália.

Por onde andou, pregava com fervor, convertendo quase todos os habitantes que encontrava ao cristianismo. Consta que ele ordenou o futuro são Honesto e juntos foram para a Espanha, onde teria, também, batizado o agora são Firmino. Depois, regressou para Toulouse, mas antes consagrou o primeiro como bispo de Pamplona e o segundo para assumir a diocese de Amiens.

Saturnino fixou-se em Toulouse e logo foi consagrado como seu primeiro bispo. Embora houvesse um decreto do imperador proibindo e punindo com a morte quem participasse de missas ou mesmo de simples reuniões cristãs, Saturnino liderou os que o ignoravam. Continuou com o santo sacrifício da missa, a comunhão e a leitura do Evangelho.

Assim, ele e outros quarenta e oito cristãos acabaram descobertos reunidos e celebrando a missa num domingo. Foram presos e julgados no Capitólio de Toulouse. O juiz ordenou que o bispo Saturnino, uma autoridade da religião cristã, sacrificasse um touro em honra a Júpiter, deus pagão, para convencer os demais. Como se recusou, foi amarrado pelos pés ao pescoço do animal, que o arrastou pela escadaria do templo. Morreu com os membros esfacelados.

O seu corpo foi recolhido e sepultado por duas cristãs. No local, um século mais tarde, são Hilário construiu uma capela de madeira, que logo foi destruída. Mas as suas relíquias foram encontradas, no século VI, por um duque francês, que mandou, então, erguer a belíssima igreja dedicada a ele, chamada, em francês, de Saint Sernin du Taur, que existe até hoje com o nome de Nossa Senhora de Taur. O culto ao mártir são Saturnino, bispo de Toulouse, foi confirmado e mantido pela Igreja em 29 de novembro.

São João Bosco

31joaoboscoNasceu perto de Turim, na Itália, em 1815. Muito cedo conheceu o que significava a palavra sofrimento, pois perdeu o pai tendo apenas 2 anos. Sofreu incompreensões por causa de um irmão muito violento que teve. Dom Bosco quis ser sacerdote, mas sua mãe o alertava: “Se você quer ser padre para ser rico, eu não vou visitá-lo, porque nasci na pobreza e quero morrer nela”.

Logo, Dom Bosco foi crescendo diante do testemunho de sua mãe Margarida, uma mulher de oração e discernimento. Ele teve que sair muito cedo de casa, mas aquele seu desejo de ser padre o acompanhou. Com 26 anos de idade, ele recebeu a graça da ordenação sacerdotal. Um homem carismático, Dom Bosco sofreu. Desde cedo, ele foi visitado por sonhos proféticos que só vieram a se realizar ao longo dos anos. Um homem sensível, de caridade com os jovens, se fez tudo para todos. Dom Bosco foi ao encontro da necessidade e da realidade daqueles jovens que não tinham onde viver, necessitavam de uma nova evangelização, de acolhimento. Um sacerdote corajoso, mas muito incompreendido. Foi chamado de louco por muitos devido à sua ousadia e à sua docilidade ao Divino Espírito Santo.

Dom Bosco, criador dos oratórios. Catequeses e orientações profissionais foram surgindo para os jovens. Enfim, Dom Bosco era um homem voltado para o céu e, por isso, enraizado com o sofrimento humano, especialmente, dos jovens. Grande devoto da Santíssima Virgem Auxiliadora, foi um homem de trabalho e oração. Exemplo para os jovens, foi pai e mestre, como encontramos citado na liturgia de hoje. São João Bosco foi modelo, mas também soube observar tantos outros exemplos. Fundou a Congregação dos Salesianos dedicada à proteção de São Francisco de Sales, que foi o santo da mansidão. Isso que Dom Bosco foi também para aqueles jovens e para muitos, inclusive aqueles que não o compreendiam.

Para a Canção Nova, para a Igreja e para todos nós, é um grande intercessor, porque viveu a intimidade com Nosso Senhor. Homem orante, de um trabalho santificado, em tudo viveu a inspiração de Deus. Deixou uma grande família, um grande exemplo de como viver na graça, fiel a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Em 31 de janeiro de 1888, tendo se desgastado por amor a Deus e pela salvação das almas, ele partiu. Mas está conosco no seu testemunho e na sua intercessão.

Santa Gema Galgani

1104Ao nascer, em 12 de março de 1878, na pequena Camigliano, perto de Luca, na Itália, Gema recebeu esse nome, que em italiano significa jóia, por ser a primeira menina dos cinco filhos do casal Galgani, que foi abençoado com um total de oito filhos. A família, muito rica e nobre, era também profundamente religiosa, passando os preceitos do cristianismo aos filhos desde a tenra idade.

Gema Galgani teve uma infância feliz, cercada de atenção pela mãe, que lhe ensinava as orações e o catecismo com alegria, incutindo o amor a Jesus na pequena. Ela aprendeu tão bem que não se cansava de recitá-las e pedia constantemente à mãe que lhe contasse as histórias da vida de Jesus. Mas essa felicidade caseira terminou aos sete anos. Sua mãe morreu precocemente e sua ausência também logo causou o falecimento do pai. Órfã, caiu doente e só suplantou a grave enfermidade graças ao abrigo encontrado no seio de uma família de Luca, também muito católica, que a adotou e cuidou de sua formação.

Conta-se que Gema, com a tragédia da perda dos pais, apegou-se ainda mais à religião. Recebeu a primeira eucaristia antes mesmo do tempo marcado para as outras meninas e levava tão a sério os conceitos de caridade que dividia a própria merenda com os pobres. Demonstrava, sempre, vontade de tornar-se freira e tentou fazê-lo logo depois que Nossa Senhora lhe apareceu em sonho. Pediu a entrada no convento da Ordem das Passionistas de Corneto, mas a resposta foi negativa. Muito triste com a recusa, fez para si mesma os juramentos do serviço religioso, os votos de castidade e caridade, e fatos prodigiosos começaram a ocorrer em sua vida.

Quando rezava, Gema era constantemente vista rodeada de uma luz divina. Conversava com anjos e recebia a visita de são Gabriel, de Nossa Senhora das Dores passionista, como ela desejara ser. Logo lhe apareceram no corpo os estigmas de Cristo, que lhe trouxeram terríveis sofrimentos, mas que era tudo o que ela mais desejava.
Entretanto, fisicamente fraca, os estigmas e as penitências que se auto-infligia acabaram por consumir sua vida. Gema Galgani morreu muito doente, aos vinte e cinco anos, no Sábado Santo, dia 11 de abril de 1903.

Imediatamente, começou a devoção e veneração à "Virgem de Luca", como passou a ser conhecida. Estão registradas muitas graças operadas com a intercessão de Gema Galgani, que foi canonizada em 1940 pelo papa Pio XII, que a declarou modelo para a juventude da Igreja, autorizando sua festa litúrgica para o dia de sua morte.

Santa Bibiana ou Viviana

0212 bibianaouvivianaNa época em que Roma estava sob o poder o imperador Juliano, "o Apóstata", aconteceu um dos últimos surtos de perseguição fatal aos cristãos, entre 361 e 363. O tirano, que já tinha renegado seu batismo e abandonado a religião, passou a lutar pela extinção completa do cristianismo.

Começou substituindo todos os cristãos que ocupavam empregos civis por pagãos, tentando colocar os primeiros no esquecimento. Mas não parou por aí. Os mais populares e os mais perseverantes eram humilhados, torturados e, por fim, mortos.

No ano 363, a família de Bibiana foi executada na sua presença, porque não renunciou à fé cristã. Flaviano, seu pai, morreu com uma marca na testa que o identificava como escravo. Defrosa, sua mãe foi decapitada. Ela e a irmã Demétria, antes, foram levadas para a prisão.

A primeira a morrer foi Demétria, que perseverou na fé após severos suplícios na presença da irmã. Por último, foi o martírio de Bibiana, para a qual, conforme a antiga tradição, o governador local usou outra tática. Foi levada a um bordel de luxo para abandonar a religião ou ser prostituída. Mas os homens não conseguiam aproveitar-se de sua beleza, pois a um simples toque eram tomados por um surto de loucura. Bibiana, então, foi transferida para um asilo de loucos e lá ocorreu o inverso, os doentes eram curados.

Sem renegar Cristo, foi entregue aos carrascos para ser chicoteada até a morte e o corpo jogado aos cães selvagens. Outro prodígio aconteceu nesse instante, pois os cães não o tocaram. Ao contrário, mantiveram uma distância respeitosa do corpo da mártir. Os seus restos, então, foram recolhidos pelos demais cristãos e enterrados ao lado dos familiares, num túmulo construído no monte Esquilino, em Roma.

Finalmente, a perseguição sangrenta acabou. A história do seu martírio ganhou uma devoção dos fieis. Santa Bibiana passou a ser incovada contra os males de cabeça e as doenças mentais e a epilepsia. Seu túmulo tornou-se meta de peregrinação e o seu bonito nome escolhido na hora do batismo. Também a conhecida variação, não menos bela, de Viviana se tornou popular na cristandade.

A veneração era tão intensa que o papa Simplício mandou construir sob sua sepultura uma pequena igreja dedicada a ela, no ano 407. O culto ganhou um reforço maior ainda quando, por volta de 1625, foi erguida sob as ruínas da antiga igreja uma basílica. Nela, as relíquias de santa Bibiana se encontram guardadas debaixo do altar-mor.

Além de ser uma das padroeiras da belíssima cidade de Sevilha, na Espanha, santa Bibiana é, também, padroeira da diocese de Los Angeles, nos Estados Unidos. É celebrada no dia 2 de dezembro, considerado o de sua morte pela fé em Cristo.

José de Anchieta

09 junho. anchietaJosé de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, na cidade de São Cristóvão da Laguna, na ilha de Tenerife, do arquipélago das Canárias, Espanha. Foi educado na ilha até os quatorze anos de idade. Depois, seus pais, descendentes de nobres, decidiram que ele continuaria sua formação na Universidade de Coimbra, em Portugal. Era um jovem inteligente, alegre, estimado e querido por todos. Exímio escritor, sempre se confessou influenciado pelos escritos de são Francisco Xavier. Amava a poesia e mais ainda, gostava de declamar. Por causa da voz doce e melodiosa, era chamado pelos companheiros de "canarinho".

Mas também tinha forte inclinação para a solidão. Tinha o hábito de recolher-se na sua cela ou de retirar-se para um local ermo a fim de dedicar-se à oração e à contemplação. Certa vez, isolou-se na catedral de Coimbra e, quando rezava no altar de Nossa Senhora, compreendeu a missão que o aguardava. Naquele mesmo instante, sentiu o chamado para dedicar sua vida ao serviço de Deus. Tinha dezessete anos e fez o voto de consagrar-se à Virgem Maria.

Ingressou na Companhia de Jesus e, quando se tornou jesuíta, seguiu para o Brasil, em 1553, como missionário. Chegou na Bahia junto com mais seis jesuítas, todos doentes, inclusive ele, que nunca mais se recuperou. Em 1554, chegou à capitania de São Vicente, onde, junto com o provincial do Brasil, padre Manoel da Nóbrega, fundou, no planalto de Piratininga, aquela que seria a cidade de São Paulo, a maior da América do Sul. No local foi instalado um colégio e seu trabalho missionário começou.

José de Anchieta não apenas catequizava os índios. Dava condições para que se adaptassem à chegada dos colonizadores, fortalecendo, assim, a resistência cultural. Foi o primeiro a escrever uma "gramática tupi-guarani", mas, ao mesmo tempo, ensinava aos silvícolas noções de higiene, medicina, música e literatura. Por outro lado, fazia questão de aprender com eles, desenvolvendo diversos estudos da fauna, da flora e do idioma.

Anchieta era também um poeta, além de escritor. É célebre o dia em que, estando sem papel e lápis à mão, escreveu nas areias da praia o célebre "Poema à Virgem", que decorou antes que o mar apagasse seus versos. A profundidade do seu trabalho missionário, de toda a sua vida dedicada ao bem do próximo aqui no Brasil, foi exclusivamente em favor do futuro e da sobrevivência dos índios, bem como para preservar sua influência na cultura geral de um novo povo.

Com a morte do padre Manoel da Nóbrega em 1567, o cargo de provincial do Brasil passou a ser ocupado pelo padre José de Anchieta. Neste posto mais alto da Companhia de Jesus, viajou por todo o país orientando os trabalhos missionários.

José de Anchieta morreu no dia 9 de junho de 1597, na pequena vila de Reritiba, atual cidade de Anchieta, no Espírito Santo, sendo reconhecido como o "Apóstolo do Brasil". Foi beatificado pelo papa João Paulo II em 1980. A festa litúrgica foi instituída no dia de sua morte.

Santa Úrsula e companheiras

2110 ursulaÚrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. Era uma linda menina, meiga, inteligente e caridosa. Cresceu muito ligada à religião, seguindo os princípios da fé e amor em Cristo. A fama de sua beleza espalhou-se e logo os pedidos de casamento surgiram. Mas por motivos políticos seu pai aceitou a proposta feita pelo duque Conanus, pagão, oficial de um grande exército amigo.

Quando soube que o pretendente não era cristão, Úrsula primeiro recusou, mas depois, devendo obediência a seu pai e rei, aceitou, com a condição de esperar três anos, período que achou suficiente para o duque converter-se ou desistir da aliança. Para isso rezava muito junto com suas damas da Corte.

Mas parecia ser um matrimônio inevitável. Na época acertada, uma expedição, com dois navios, partiu levando Úrsula e suas damas. Eram jovens virgens como ela e se casariam, também, com guerreiros escolhidos pelo duque Conanus. As lendas e tradições falam em onze mil virgens, mas, depois, outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que eram onze meninas. O fato real e trágico foi que, navegando pelo rio Reno, quando chegaram a Colônia, na Alemanha, a cidade estava sob o domínio do exército de Átila, rei dos hunos, povo bárbaro e pagão.

Logo os soldados hunos mataram todos da comitiva e, das virgens, apenas Úrsula escapou, pois Átila ficou maravilhado com a beleza e juventude da nobre princesa. Ele tentou seduzi-la e propôs-lhe casamento. A custo da própria vida, Úrsula recusou-o, dizendo que era já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Cego de ódio, ele mesmo a degolou. Tudo aconteceu em 21 de outubro de 383.

Em Colônia, uma linda igreja guarda o túmulo de santa Úrsula e suas companheiras.

Na Idade Média a italiana Ângela de Mérici, leiga e terciária franciscana, fundou uma Congregação de religiosas chamada Companhia de Santa Úrsula, destinada à formação cristã das famílias através da educação das meninas, futuras mães em potencial. Um avanço para as mulheres, pois até então só os homens eram contemplados com a instrução. A fundadora escolheu santa Úrsula como padroeira após uma visão que teve. Atualmente, as irmãs ursulinas, como são chamadas as filhas de santa Ângela, celebrada em 27 de janeiro, estão presentes nos cinco continentes. Com isso, a festa de santa Úrsula, no dia 21 de outubro, mantém-se sedimentada e muito robusta em todo o mundo católico.

São Cirilo de Alexandria

2706 cirilodealexandriaCirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade.

Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo.

Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo.

O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria.

Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as idéias "nestorianas" ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus.

Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.