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Ordem - Diretrizes Pastorais

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O sacramento da Ordem faz parte do grupo dos sacramentos chamado de Serviço da Comunhão - Ordem e Matrimônio. Compreende-se assim a natureza dos sacramentos que visam não somente a própria salvação e santificação, mas estão a serviço da salvação e da santificação dos outros.
Sacramento da Ordem - Diretrizes Pastorais
"O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me ungiu,
para anunciar a Boa Nova aos pobres" (Lc 4, 18).
Introdução
Na Quinta-feira Santa celebramos a memória da Ceia do Senhor, na qual Cristo instituiu o sacerdócio Ministerial.  Esse dia tão sacerdotal nos oferece a visão do que é o sacerdócio segundo a vontade de Jesus. Antes de celebrar a Eucaristia, ele lavou os pés dos discípulos. O sacerdócio católico se apresenta assim como um “lavar os pés” dos outros, como serviço. Deve excluir-se do sacerdócio ministerial, portanto, uma compreensão distinta daquela que não seja o “ministério”, ou seja, serviço aos demais membros do Corpo de Cristo.
O único sacerdócio de Cristo é participado pelos fiéis de duas maneiras que, embora essencialmente distintas, se encontram no mesmo Cristo. A primeira participação se dá através do Batismo ("sacerdócio comum" dos fiéis), a outra participação acontece através do sacramento da Ordem ("sacerdócio ministerial" ou hierárquico). O Batismo faz com que todo o Povo de Deus seja um povo sacerdotal. É o que a Igreja chama “sacerdócio comum”, uma realidade de graça presente em todo cristão e que consiste na santificação de toda e qualquer realidade que o fiel tenha que realizar em qualquer situação (cfr. 1 Pd  2,5). Dentre os fiéis de Cristo, Deus chama alguns homens a receberem uma nova participação do seu sacerdócio. Para quê? Para servir ao sacerdócio comum. Assim como a cabeça dirige o corpo de maneira semelhante Cristo (Cabeça) dirige a sua Igreja (Corpo Místico). A Igreja, como tal, é um povo sacerdotal e todos, pelo sacerdócio comum, estão capacitados a anunciar e a celebrar as maravilhas de Deus. No entanto, é preciso que no seio da Igreja haja alguns que representem o Cristo Cabeça para proclamar e celebrar os louvores de Deus. Com outras palavras, os fiéis não podem dar-se a si mesmos a salvação; os sacerdotes são a representação sacramental de Cristo Salvador no meio da sua Igreja.
Os padres servem aos demais fiéis: esse é o seu título de nobreza. O presbítero, ao pregar a Palavra, ao celebrar os sacramentos e ao conduzir o Povo de Deus, em comunhão com o seu bispo, está realizando o seu ministério sacerdotal, ou seja, o seu “serviço sacerdotal” em favor do Corpo de Cristo que é a Igreja. Uma Igreja sem sacerdócio não seria Igreja. É lógica tal afirmação: a Igreja é a convocação para o louvor de Deus, mas para ser convocação é preciso alguém que a convoque, Cristo. Ele o faz através dos seus sacerdotes. A importante Declaração da Congregação para a Doutrina da Fé, a “Dominus Iesus”, esclarece que, em sentido próprio, só podem ser chamadas Igrejas aquelas comunidades que conservaram a sucessão apostólica e a Eucaristia. As comunidades cristãs que não reúnem esses dois princípios são chamadas pelo Documento de “comunidades eclesiais” (cfr. Dominus Iesus, 17).
Os fiéis apresentam as suas orações ao Pai por Cristo, que está presente na pessoa do sacerdote em cada celebração eucarística. Cristo se visibiliza nos seus ministros. A honra que se deve aos sacerdotes é porque eles são instrumentos do sacerdócio ministerial de Cristo. A dignidade sacerdotal consiste em fazer o Cristo visível em cada momento, em servir procurando ser cada dia “outro Cristo”, “o mesmo Cristo” para os irmãos. Logicamente, essa dignidade sacerdotal, traduzida por “serviço”, deve ter manifestações visíveis no dia-a-dia do presbítero, evitando que a "dignidade espiritual" se transforme em simples "dignidade social". A humildade, a simplicidade, a afabilidade no trato com as pessoas, a cortesia, a lealdade, a pontualidade, o porte elegante e simples, a sinceridade, a piedade e outras virtudes mostram exatamente as dimensões de uma dignidade que é serviço.
Princípios e normas sobre o sacramento da Ordem.
01. O sacramento da Ordem abrange três graus: episcopado, presbiterado e diaconato.
02. Pode receber o sacramento da Ordem somente a pessoa do sexo masculino e batizada.
03. O ministro do sacramento da Ordem é o bispo.
04. A admissão ao sacramento da Ordem deve ser precedida por um período de formação na forma prescrita pelas normas da Igreja.
05. Na Diocese, a formação sacerdotal acontece no Seminário, nos seguintes graus: Seminário Menor, Propedêutico, Seminário Maior (filosofia e teologia), experiência pastoral dos diáconos.  O Seminário é considerado como o “Coração da Diocese”. 
06. A formação dos futuros sacerdotes e diáconos permanentes deve ser de interesse de todos os padres e de todas as paróquias. Os fiéis são responsáveis por rezar pelas vocações sacerdotais e religiosas. O sustento material dos seminaristas deve ser assumido, na medida do possível, pela família do candidato, pelas suas paróquias – segundo as normas estabelecidas pela Diocese – e pela Pastoral Vocacional. 
07. Os candidatos ao Seminário sejam acompanhados pelos Párocos e pela Equipe de Pastoral Vocacional da paróquia, durante o período de discernimento vocacional e de formação.
08. O Seminário tem seu Regimento interno fundamentado e inspirado nos Documentos da Igreja: Decreto “Optatam Totius”, do Concílio Vaticano II, sobre a formação sacerdotal, Decreto “Presbyterorum Ordinis”, sobre o ministério e a vida dos sacerdotes, Exortação Apostólica "Pastores Dabo Vobis", Diretório para o Ministério e a Vida do Presbítero, Diretório para os Diáconos, Diretrizes para a Formação dos Presbíteros da Igreja no Brasil (Doc. N° 93 CNBB), nas disposições do Bispo Diocesano e outros documentos do Magistério que tratam do assunto.
09. Quanto aos candidatos ao diaconato permanente, serão admitidos homens que são considerados “homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria” (At 6,3). Devem receber a formação humana, doutrinal, espiritual e pastoral, freqüentando o Curso de Teologia oferecido na Faculdade Católica de Anápolis e participando durante um tempo oportuno da Escola Diaconal Diocesana.
10. A formação humana, espiritual e pastoral fica sob a responsabilidade da equipe de formação do Seminário Maior ou de uma comissão de sacerdotes, a critério do Bispo Diocesano.
11. A Diocese não estabelece datas fixas para as ordenações diaconais e presbiterais. Tenha-se, porém, em conta que se trata sempre de acontecimentos diocesanos, uma verdadeira festa para toda a Diocese, com participação dos padres e demais fiéis das paróquias. No entanto, sugere-se que as datas para o diaconato sejam preferencialmente na solenidade de Cristo Rei (novembro) ou na solenidade da Imaculada Conceição (8 de dezembro). Para as ordenações presbiterais, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora (agosto), a solenidade de Todos os Santos (novembro), a solenidade da Imaculada Conceição (dezembro) ou ainda a festa de Nossa Senhora de Guadalupe (dezembro).
12. Os candidatos às Ordens sagradas serão avaliados conforme as normas da Igreja. Esta tarefa é confiada ao reitor e à equipe formadora do Seminário Maior. Estes, por sua vez, pedem o auxílio dos diferentes membros do Povo de Deus através dos escrutínios prévios à recepção de cada Ordem sagrada, preenchendo um formulário apropriado.
13. A admissão aos ministérios de Leitorado e Acolitato cabe ao Bispo Diocesano, após ouvir a equipe de formadores do Seminário Maior.
14. A admissão ao Diaconato e ao Presbiterado, conforme prescreve o CDC, é tarefa do Bispo Diocesano, tendo ouvido o parecer do reitor do Seminário Maior e do Conselho Presbiteral.
15. As ordenações sejam preparadas e vividas com a nobre simplicidade. Evitar-se-á, portanto, eventuais ostentações e exageros, tanto em relação à pessoa do ordenando, quanto ao aspecto festivo.
16. A formação permanente do clero acontece por etapas, obedecendo aos seguintes padrões de tempo no ministério: até 5 anos (Grupo A), de 5 a 20 anos (Grupo B), acima dos 20 anos (Grupo C). Cada grupo terá um sacerdote coordenador que o moderará, em comunhão e sob orientação do Bispo Diocesano. Os coordenadores dos grupos programarão os distintos eventos formativos dentro da autêntica espiritualidade sacerdotal: dias de recolhimento, reuniões de estudo, convívios fraternos etc. Este empenho da Diocese não suprime o dever, a liberdade e a responsabilidade de cada presbítero que deve ser o primeiro interessado na sua formação permanente.
17. As reuniões mensais do clero, retiro anual, assembleias diocesanas e outras atividades afins quando convocadas, serão consideradas como atividades obrigatórias para todo o clero.
18. Os clérigos tenham presente na sua prática pastoral as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, da Conferência Episcopal e estas disposições e normas da Diocese.
19. Os clérigos se inspirem em Cristo, Bom Pastor que conhece, ama, acolhe, cura, conduz e dá a própria vida pelo Reino.
20. Seja favorecida a solidariedade, a ajuda espiritual e econômica entre os clérigos.
21. Evite-se que entre as várias atividades realizadas pelos clérigos não se reduza o ministério pastoral a uma simples “atividade profissional”.
22. Nas transferências, o novo pároco ou administrador paroquial conheça, primeiramente, a paróquia que lhe é confiada para poder dar continuidade à caminhada pastoral da comunidade e, a seu tempo, depois de ouvir ao menos as lideranças mais expressivas da comunidade, representadas no Conselho Paroquial de Pastoral e Conselho Administrativo, promova as devidas mudanças ou adequações ao seu estilo de trabalho.
23. A Diocese de Anápolis organiza a justa sustentação do clero através de suas paróquias: plano de saúde, previdência social, moradia, alimentação, veículo para realizar o seu ministério e uma côngrua.
24. O valor da côngrua será estabelecido pelo Bispo Diocesano, ouvido o Conselho Presbiteral.
25. A remuneração do serviço dos diáconos permanentes seguirá as normas próprias expressas no documento nacional e será regulada pelo Bispo Diocesano, ouvidos o Conselho Presbiteral e o Conselho Diocesano dos Diáconos.
26. É oportuno que haja na Diocese um fundo de solidariedade sacerdotal de assistência e auxílio ao clero diocesano. A forma de constituir e administrar tal fundo fica na competência do Conselho Presbiteral.
27. Os sacerdotes têm direito a um mês de férias por ano e a um dia de descanso semanal.
28. Os sacerdotes idosos e outros em condição de necessidade, sejam acolhidos, preferencialmente, nas casas paroquiais, evitando a solidão e o sentimento de inutilidade. A paróquia, junto com a Cúria Diocesana, providenciará, analisando caso por caso, o seu sustento e a assistência médica.
29. Os presbíteros, residentes na Diocese, mas sem provisão, não têm direito a uma côngrua, pagamento do INSS e plano de saúde, salvo por motivo de doença ou outros casos previstos na lei e decorrentes de situações específicas.
30. Os presbíteros não podem candidatar-se a cargos políticos e promover propagandas abertas a favor de partidos e candidatos nos templos, salões paroquiais, com distribuição de panfletos, para preservar a sua vocação de ministros consagrados e evitar divisão e polêmica entre os fiéis.
31. Todo presbítero diocesano egresso do ministério, desejando retornar à Diocese, deverá submeter-se a uma reciclagem espiritual, pastoral e psicológica por tempo e em lugar determinados pelo Bispo, ouvido o Conselho Presbiteral. Se não aceitar esta determinação, não será readmitido.
32. O pároco ou administrador paroquial, que se ausentar da paróquia a ele confiada por mais de sete dias, tem obrigação de comunicar ao Bispo, indicando o lugar onde poderá ser encontrado (cân. 533, § 2).
33. Os presbíteros têm direito a um dia de descanso per semana e trinta dias por ano de férias, sem contar o tempo do retiro e de outras atividades programadas pela Diocese (cf. cân. 533, § 2).
Última atualização em Seg, 05 de Março de 2012 19:26  

História dos Santos

São Lourenço Justiniano

0509 lourencoFilho da nobre família Justiniano, Lourenço nasceu em Veneza, no dia 1º de julho de 1380. Desde cedo, já manifestava seu repúdio ao orgulho, à ganância e à corrupção que havia em sua terra natal. Na adolescência, teve uma visão da Sabedoria Eterna e decidiu dedicar-se à vida religiosa.

Sua única ambição era amar e servir a Deus. Procurando o aprimoramento espiritual, tornou-se um mendigo em sua cidade, chegando a esmolar na porta da casa de seus próprios pais. A vanguardista Veneza do século XV era um efervescente laboratório de reforma católica, destinado a produzir frutos preciosos. Um deles foi Lourenço Justiniano.

Aos dezenove anos de idade ele era considerado um modelo de virtude, austeridade e humildade. Em 1404, já diácono, uniu-se a outros sacerdotes e ingressou no Mosteiro de São Jorge, em Alga, para viver em comunidade com eles, depois reconhecidos como "Companhia dos Cônegos Seculares", pioneiros do esforço reformador. Tornou-se sacerdote em 1407 e dois anos depois foi eleito superior da Comunidade de São Jorge, em Alga.

Não era um bom orador, em contrapartida tornava sua pregação eficiente com sua dedicação ao mistério do confessionário, seu exemplo de humilde mendicante e seu trabalho de escritor incansável. Sua obra inclui livros para doutores e leigos, incluindo tratados teológicos e simples manuais de catequese. Os seus escritos trazem a matriz da idéia da "Sabedoria Eterna", eixo da sua mística, tanto para a perfeição interior como para a retidão da vida episcopal.

A contragosto, em 1433, foi consagrado bispo de Castelo, uma pequena diocese. Em 1451, o papa Nicolau V extinguiu essa diocese e consagrou Lourenço Justiniano primeiro patriarca de Veneza. Nessas administrações, deixou sua marca singular impressa com suas virtudes, sendo considerado um homem sábio, piedoso e caridoso, principalmente com os mais pecadores. Nesses cargos ergueu mais de quinze conventos e muitas igrejas, aumentando, assim, seu já enorme rebanho. Tornou-se um exemplo de pastor, amado por todos os fiéis, que obedeciam à sua pregação e ao seu exemplo no seguimento de Cristo.

Rodeado por seus amigos do clero em seu leito de morte, no dia 8 de janeiro de 1456, Lourenço Justiniano deixou, como mensagem aos cristãos, observar os mandamentos da lei de Deus. Depois de sua morte, muitos milagres foram atribuídos à sua intercessão, por isso foi canonizado, no ano de 1690, pelo papa Alexandre VIII. Sua festa foi indicada para ser celebrada no dia 5 de setembro.

São Frumêncio

2710 frumencioDesde a adolescência Frumêncio teve sua vida marcada por acontecimentos surpreendentes que o levaram a uma região exótica e distante, a Etiópia, no coração da África, da qual se tornou o primeiro bispo. Antes disso, porém, foi discípulo de filósofo, e um escravo muito especial.

Era o tempo do imperador Constantino e Frumêncio estava entre os discípulos na comitiva que acompanhava o filósofo Merópio. Voltavam de uma viagem à Ìndia e a embarcação parou no porto de Adulis, no mar Vermelho. Então, foram atacados por ladrões etíopes, que saquearam o barco e mataram os passageiros e tripulantes. Todos, exceto os amigos adolescentes, Frumêncio e Edésio. Os dois foram salvos por um motivo banal: naquele momento estavam sob uma árvore, entretidos na leitura de um livro. Sobreviveram, porém foram levados para a Etiópia e entregues ao rei, como escravos.

Depois de conversar com eles e admirar-se com sua sabedoria, o rei decidiu mantê-los no palácio. Edésio como copeiro e Frumêncio como um secretário direto. Sua influência cresceu na Corte, principalmente junto à rainha. Ao tornar-se viúva, ela assumiu o poder para o filho menor, como regente. Libertou Frumêncio e Edésio, entregando-lhes a educação de seu filho, o futuro rei. Ou seja: só poderiam partir ao concluírem a tarefa.

Tempos depois, eles conseguiram da rainha autorização para construir uma igreja próxima ao porto, para servir os mercadores cristãos que passavam pelo país. Isso muito significou para a difusão da fé cristã junto ao povo etíope, embora com dificuldade. Lentamente, foi nela que a semente do cristianismo germinou no continente africano.

No tempo certo, obtiveram permissão de voltar à pátria, o Tiro, no sul da Síria, atual Líbano. Enquanto Edésio se dirigia para a cidade natal, onde se encontrou como o historiador, hoje santo, Rufino, que registrou toda a aventura, o amigo Frumêncio foi para Alexandria, no Egito. Queria pedir ao então bispo, santo Atanásio, que designasse um bispo e missionários para comandar a pregação católica na Etiópia. Atanásio não se fez de rogado, entendendo que o mais indicado era o próprio Frumêncio. Consagrou-o bispo da Etiópia.

Quando retornou, Frumêncio encontrou no trono da Etiópia o jovem rei seu pupilo, que lhe dedicava grande estima, que logo em seguida se converteu e foi batizado, convidando todo o seu povo a acompanhá-lo no seguimento de Cristo.

Frumêncio, chamado pelos etíopes de "Abba Salama", ou seja, "Pai da Paz", desenvolveu seu trabalho missionário na Etiópia até morrer no ano 380. A Igreja comemora no dia 26 de outubro aquele que considera o "Apóstolo da Etiópia".

José Allamano

16fevEle nasceu em Castelnuovo d'Asti, Itália, em 21 de janeiro de 1851. Também a cidade natal de São João Bosco, "o apóstolo da juventude"; e de seu tio São José Cafasso, irmão de sua mãe. Ambos foram seus orientadores e educadores desde a infância. Assim, José Allamano viveu no seio de uma família extremamente cristã.

Com vontade própria e decidido, ingressou no Oratório do Seminário Diocesano de Turim, onde recebeu a ordenação sacerdotal aos 22 anos e se formou em teologia um ano depois. Com 25 anos, foi convocado para continuar no mesmo seminário, como Diretor espiritual, demonstrando ter, apesar de jovem, excelentes qualidades de formador. Repetiu e inculcou, biblicamente aos noviços, a seguinte frase: "Fazer bem o Bem".

Quando padre Allamano foi nomeado Reitor do conceituado Santuário Mariano da "Consolata", tinha apenas 29 anos e permaneceu na função durante quarenta e seis anos, quando faleceu. A "Consolata" se tornou o campo de ação para todas as suas atividades sacerdotais. Muito atento, e com a mente aberta às necessidades e exigências pastorais do seu tempo, direcionou todas as iniciativas da diocese em favor da promoção da ação social da Igreja, da imprensa católica, da defesa e assistência ao clero, das associações operárias.

Também foi o Cônego da catedral, Superior de comunidades religiosas, membro de comissões e comitês diocesanos. Fundou em 1901 o Instituto Missões Consolata, composto de sacerdotes e de irmãos leigos. Em 1910 iniciou o Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata.

Padre José Allamano tinha uma saúde frágil, mas este servo de Deus era de uma fortaleza heróica. Sem abandonar as atividades da diocese, priorizou e se ocupou da formação do clero, dos missionários e missionárias. O ideal que propunha era de servir as missões com dedicação total de mente, palavra e coração.

Este mestre e benfeitor do clero morreu serenamente na sua residência, junto ao Santuário da Consolata, a 16 de fevereiro de 1926. Seu corpo repousa em paz na Capela da Casa Mãe dos Missionários da Consolata, em Turim, Itália.

Em Roma, no dia 7 de outubro de 1990, o papa João Paulo II beatificou José Allamano. Nesta ocasião os dois Institutos missionários da "Consolata", fundados por ele, contavam com mais de dois mil membros espalhados em vinte e cinco países.

Beato José Allamano foi um visionário de pensamento avançado para seu tempo, sua beatificação teve um significado de especial reconhecimento, não apenas pelo exemplo de sua vida santificada, mas por ter antecipado que era obrigação de cada Igreja local se abrir à missão universal.

São Basílio Magno

Hoje, recordamos três nomes e três amigos em Cristo Jesus. Reconhecidos como luminários da Capadócia, região da Turquia, são eles: Gregório, seu irmão de sangue, São Basílio Magno e o amigo São Gregório Nazianzeno. Dois irmãos de sangue, três grandes amigos em Cristo Jesus.

São Basílio Magno nasceu no ano 4 d.C, em Cesaréia, dentro de uma família santa que buscava testemunhar, na própria vida e na formação dos filhos, o grande amor por Cristo e pela Igreja. Foi assim que, ajudado pelo pai, São Basílio Magno recebeu a primeira formação. Depois, passou por Constantinopla, chegando a estudar em Atenas e formar-se em retórica. A essa altura, mesmo tendo um coração bem semeado pelo Evangelho, ele começou a buscar glórias humanas. É importante percebermos isso na história dos santos. Eles não nasceram santos e não foram obrigados a ser santos; aceitaram este desafio, mesmo que houvesse, em algum período, um desvio. Mas a misericórdia do Senhor sempre nos dará uma nova change. Foi o que aconteceu com São Basílico.

Ao conhecer o amigo São Gregório Nazianzeno, São Basílio conheceu Cristo mais profundamente e retomou a amizade com Jesus. Ele, que já era muito culto, direcionou todo o seu potencial para Aquele que é a verdade, o Logus, o Verbo que se fez carne, Jesus Cristo, nosso Senhor e salvador. Retirou-se por um tempo dali e pôde viver uma vida de muita oração e penitência. Depois, foi inspirado a se aprofundar na vida eremítica e também na vida monástica. Visitou o Egito, Síria, Palestina e estudou ao ponto de, com seu amigo Nazianzeno, começar uma comunidade monástica.

Aconteceu que, diante da realidade na qual o Arianismo – heresia que afirmava que Jesus Cristo não é Deus – confundia muito as pessoas e ainda era apoida pelo imperador do Oriente chamado Valente. Enfim, que confusão doutrinal! Nesta altura, em Cesaréia, São Basílio, em 370 d.C. foi eleito bispo, sucessor de um dos apóstolos. Homem de caridade e de testemunho, ele pôde combater e ver a verdade vencendo o Arianismo. O imperador não colocava medo nesse homem cheio do Espírito Santo. São Basílio também tinha muitas obras, não era apenas um homem de palavras; cidades de caridade surgiram por meio dele.

Ainda padre, ele já era um testemunho reconhecido, uma autoridade não só pela Igreja, mas pela vida. São Basílio Magno deixou uma riqueza de escritos e, principalmente, a certeza de que amigo de Jesus, felizes nós seremos. Em 379 d.C., ele partiu para o céu e intercede por nós. 

Iolanda da Polonia

1406 iolandadapoloniaIolanda, ou Helena, como foi chamada depois pelos súditos poloneses, nasceu no ano de 1235, filha de Bela IV, rei da Hungria, que era terciário franciscano, e irmã da bem-aventurada Cunegundes. Além disso, era sobrinha de santa Isabel da Hungria, também da Ordem Terceira. Aliás, a tradição franciscana acompanhou a linhagem desde seus primórdios, pois a família descendia de santa Edwiges, santo Estêvão e são Ladislau.

Porém é claro que Iolanda não se tornou santa só porque vinha de toda essa tradição extremamente católica e repleta de santos. Não basta ter o caminho da fé apontado para entrar-se nele. É preciso que todo o ser o aceite e o corpo se disponha a caminhar por uma trilha de entrega total e muito árdua, como ela fez.

Iolanda foi educada desde muito pequena pela irmã, Cunegundes, que se casara, então, com um dos reis mais virtuosos da Polônia, Boleslau, o Casto. Por tradição familiar e social da época, Iolanda deveria também se casar com alguém da terra e, anos depois, escolheu outro Boleslau, o duque de Kalisz, conhecido como "o Pio". Foi uma época de muita alegria para o povo polonês, que viu nas duas estrangeiras pessoas profundamente bondosas, cristãs, justas e caridosas. Pena que tenha sido uma época não muito longa, pois alguns anos depois o quarteto foi desmanchado pela fatalidade.

Primeiro morreu o rei, ficando Cunegundes viúva. Logo o mesmo aconteceu com Iolanda. Ela já tinha então três filhas, das quais duas se casaram e uma terceira retirou-se para o convento das clarissas de Sandeck, onde já se encontrava Cunegundes. As duas logo seriam seguidas por Iolanda.

Muitos anos se passaram e as três damas cristãs continuavam naquele lugar, fazendo do silêncio do claustro o terreno para um fecundo período de meditação e oração. Quando morreu Cunegundes, em 1292, Iolanda deixou aquele mosteiro e foi mais para o Ocidente, ao convento das clarissas de Gniezno, fundado por seu marido. Ali terminou seus dias como superiora, no dia 14 de junho de 1298.

Amada pela população, seu culto ganhou força entre os fiéis do Leste europeu e difundiu-se por todo o mundo católico ao longo dos tempos. Seu túmulo tornou-se meta de romeiros, pelos milagres e graças atribuídos à sua intercessão. Em 1827, o papa Urbano VIII autorizou a beatificação e marcou a festa litúrgica para o dia do seu trânsito.

Santo Valério de Treviri

29valerioNesta data as homenagens da Igreja estão voltadas para dois santos com o mesmo nome, Valério e ambos bispos, mas viveram em séculos bem distantes. O primeiro a ser canonizado, foi o da diocese de Treviri. O segundo foi o de Ravena, que pode ser encontrado na outra página.

Uma tradição muito antiga nos conta que o bispo de Treviri, chamado Valério, foi discípulo do apóstolo Pedro. Este o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas, isto não ocorreu, São Pedro testemunhou a fé pelo menos dois séculos antes.

Entretanto, Valério realmente foi o bispo de Treviri e prestou um relevante trabalho de evangelização para a Igreja de Roma. Primeiro auxiliando Eucario, que foi o primeiro bispo desta diocese e depois colaborando com Materno, seu contemporâneo; os quais foram incluídos no Livro dos Santos, como grandes apóstolos da Alemanha.

Nos registros posteriores, revistos pelo Vaticano no final do primeiro milênio, onde foram narrados os motivos da santidade dos religiosos até então, encontramos o seguinte, sobre Valério: "converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos". Talvez o mais significativo, tenha sido quando Valério, trouxe de volta a vida do companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal. Depois, o outro companheiro de missão, que já havia falecido, Eucario, o teria avisado em sonho que no dia 29 de janeiro ele seria recebido no Reino de Deus. Valério morreu neste dia de um ano ignorado, no início do século IV.

A fama de sua santidade aumentou com a sua morte e os devotos procuravam a sua sepultura para agradecer ou pedir a sua intercessão. O culto se intensificou com a construção de muitas igrejas dedicadas a São Valério, principalmente entre os povos de língua germânica. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, se encontram na basílica de São Matias, na cidade de Treviri, atualmente chamada de Tries, na Alemanha. A festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

São Francisco Xavier

0312 franciscoxavierA Igreja sempre se apoiou nos missionários para sua expansão no decorrer dos séculos. Primeiro foram os apóstolos que se espalharam pelo mundo após a ressurreição de Jesus. Durante o período do descobrimento, entre os séculos XV e XVI, o cristianismo encontrou nos missionários da Companhia de Jesus, os jesuítas, a forma de iniciar a evangelização nas Américas e no Oriente: Índia, Japão e China.

Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era filho de uma família nobre, que havia projetado para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, matriculando-o, com dezoito anos, na Universidade de Paris. Mas não foi no campo terreno que ele se sobressaiu e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e de idéias objetivas e tudo mudou. Tratava-se do futuro santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas.

Loyola sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco alguém capaz de ajudá-lo na empreitada e tentou conquistá-lo para a causa. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, projetadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36). Francisco tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo.

Os papéis se inverteram e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Passou, então, a cuidar dos doentes leprosos, doença de então, segregados pela sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém tinha coragem de recolher.

Foi então que D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier decidiu tomar o seu lugar. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco Xavier, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro. Finalmente, chegaram ao porto de Goa.

Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.

Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de "são Paulo do Oriente".

Santo Elói ou Elígio

0112 eloiBispo, escultor, modelista, marceneiro e ourives, Elói ou Elígio foi um artista e religioso completo. Nasceu na cidade de Chaptelat, perto de Limoges, em 588, na França. Seus pais, de origem franco-italiana, eram modestos camponeses cristãos com princípios rígidos de honestidade e lealdade, transmitidos com eficiência ao filho. Com sabedoria e muito sacrifício, fizeram questão que ele estudasse, pois sua única herança seria uma profissão.

Assim foi que, na juventude, Elói ingressou na escola de ourives de Limoges, a mais conceituada da Europa da época e respeitada ainda hoje. Ao se formar mestre da profissão, já era afamado pela competência, integridade e honestidade. Tinha alma de monge e de artista, fugia dos gastos com jogos e diversões. tudo dispendia com os pobres. Levava uma vida austera e de oração meditativa, ganhando o apelido de "o Monge". Conta-se que sua fama chegou à Corte e aos ouvidos do rei Clotário II, em Paris. Ele decidiu contratar Elói para fazer um trono de ouro e lhe deu a quantidade do metal que julgava ser suficiente. Mas, com aquela quantidade, Elói fez dois tronos e entregou ambos ao rei. Admirado com a honestidade do artista, ele o convidou para ser guardião e administrador do tesouro real. Assim, foi residir na Corte, em Paris.

Elói assumiu o cargo e também o de mestre dos ourives do rei. E assim se manteve mesmo depois da morte do soberano. Quando o herdeiro real assumiu o trono, como Dagoberto II, quis manter Elói na corte como seu colaborador, pois lhe tinha grande estima. Logo o nomeou um de seus conselheiros e embaixador, devido à confiança em suas virtudes.

Elói também realizou obras de arte importantes, como o túmulo de são Martinho de Tours, o mausoléu de são Dionísio em Paris, o cálice de Cheles e outros trabalhos artísticos de cunho religioso. Além disso, e acima de tudo, Elói era um homem religioso, não lhe faltou inspiração para grandes obras beneméritas e na arte de dedicar-se ao próximo, em especial aos pobres e abandonados. O dinheiro que recebia pelos trabalhos na Corte, usava-o todo para resgatar prisioneiros de guerra, fundar e reconstruir mosteiros masculinos e femininos, igrejas e para contribuir com outras tantas obras para o bem estar espiritual e material dos mais necessitados. Em 639, o rei Dagoberto II morreu. Elói, então, ingressou para a vida religiosa.

Dois anos depois, era consagrado bispo de Noyon, na região de Flandres. Foi uma existência totalmente empenhada na campanha da evangelização e reevangelização, no norte da França, Holanda e Alemanha, onde se tornou um dos principais protagonistas e se revelou um grande e zeloso pastor a serviço da Igreja de Cristo.

Durante os últimos dezenove anos de sua vida, Elói evitou o luxo e viveu na pobreza e na piedade. Foi um incansável exemplo de humildade, caridade e mortificação. A região de sua diocese estava entregue ao paganismo e à idolatria. Com as pregações de Elói e suas visitas a todas as paróquias, o povo foi se convertendo até que, um dia, todos estavam batizados.

Morreu no dia 1o de dezembro de 660, na Holanda, durante uma missão evangelizadora. A história da sua vida e santidade se espalhou rapidamente por toda a França, Itália, Holanda e Alemanha, graças ao seu amigo bispo Aldoeno que escreveu sua biografia.

A Igreja o canonizou e autorizou o seu culto, um dos mais antigos da cristandade. A festa de santo Elói ou Elígio, padroeiro dos joalheiros e ourives, ocorre na data de sua morte. Entretanto ele é celebrado também como padroeiro dos cuteleiros, ferreiros, ferramenteiros, celeiros, comerciantes de cavalos, carreteiros, cocheiros, garagistas e metalúrgicos.

São Barnabé Apóstolo

1106 barnabeBarnabé não fez parte dos primeiros doze apóstolos escolhidos por Jesus. Mas acompanhou o Senhor e os apóstolos naqueles primeiros dias. Quando assistiu a um milagre realizado por Jesus Cristo, que diante de seus olhos curou um paralítico, aquele bondoso judeu resolveu pedir admissão entre seus discípulos. Aceito, vendeu um campo de plantações que possuía para doar seu dinheiro aos apóstolos, como conta Lucas nos Atos. Assim era Barnabé, homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé, segundo narram as Sagradas Escrituras.

Ele era da tribo de Levi e veio ao mundo na ilha de Chipre. Foi ali que estudou, na companhia de Paulo, com o célebre mestre Gamaliel, com quem aprendeu a firmeza de caráter, as ciências e as virtudes. Chamava-se José e, quando foi admitido entre os apóstolos, recebeu o nome de Barnabé, que significa "filho da consolação", devido ao seu maravilhoso dom de acalmar e de consolar os aflitos. No quarto capítulo do Ato dos Apóstolos, Barnabé também é chamado de o "filho da exortação".

Foi pelas mãos de Barnabé que Paulo de Tarso, o terrível perseguidor dos cristãos, ingressou nos círculos judeo-cristãos, sendo apresentado a Pedro, Tiago e aos fiéis de Jerusalém depois de sua conversão. Barnabé também o acompanhou em sua primeira viagem apostólica e foram parceiros na grande obra de conversão realizada em Antioquia, onde estabeleceram e firmaram a primeira comunidade a chamar de cristãos aos fiéis seguidores de Cristo. Depois, aos dois se juntou João Marcos, e viajaram por Salamina, Patos, Chipre, Panfília, Pisídia, Icônio e Listra, pregando e realizando milagres como testemunho da presença do Espírito Santo.

Todo esse trabalho foi reconhecido pelo Concílio de Jerusalém, bem como o trabalho que realizou depois de passar a pregar separado de João Marcos e de Paulo, deste último por decisão pessoal, após uma divergência. Barnabé estava em Chipre quando foi martirizado no ano 61.

Segundo uma antiga tradição, Barnabé pregava na sinagoga da Salamina quando foi interrompido por uma multidão de judeus fanáticos. O apóstolo foi seqüestrado, levado para fora da cidade e apedrejado. Entretanto existe uma outra, tão antiga quanto esta, que narra Barnabé pregando em Alexandria e em Roma, e que diz, ainda, que teria sido consagrado o primeiro bispo de Milão, cidade que o tem como seu padroeiro até hoje.