O aspecto histórico do Centro-Oeste revela que no âmbito da Diocese de Anápolis há uma concentração notável de lugares e de personagens históricos. Estes aspectos estão perpetuados em obras valiosas como a do Cônego Trindade (1904-1962: “Lugares e pessoas. Subsídios eclesiásticos para a história de Goiás”. Nasceu na cidade de Jaraguá e atuou, boa parte da sua vida, em Pirenópolis. Foi jornalista, escritor, ensaísta, pesquisador, historiador intelectual, literato, cronista, educador, orador, professor, deputado federal, secretário de educação do Estado de Goiás. Na citada obra escreve sobre a história de pessoas e lugares da região, rica em detalhes, com foco na história eclesiástica. As cidades como Pirenópolis, Jaraguá, Corumbá, Posse D’Abadia, se posicionam neste acervo histórico de Goiás. A Diocese tem um diálogo respeitoso e colaboração próxima com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão do Ministério da Cultura que tem a missão de preservar o patrimônio cultural brasileiro.
No sentido dos valores religiosos históricos, a Diocese de Anápolis também entende que as tradições e o folclore populares preservam e expressam a fé, e ao mesmo tempo, pela atenção que os padres têm pelas festas, tradições populares, se tornam espaço muito próprio para evangelização no tempo presente. São expressões que nasceram da fé católica, com a qual os participantes se identificam sensivelmente. E pela atenção da evangelização dos padres e dos leigos, estas expressões folclóricas se tornam uma catequese histórica e atual ao mesmo tempo. No âmbito da Diocese são muitas festas, ligadas sobretudo à devoção ao Divino Espírito Santo e as folias. A festa do Divino Espírito Santo, em Pirenópolis, foi declarada patrimônio cultural imaterial nacional. As Cavalhadas, em Pirenópolis, Corumbá e Jaraguá, têm todo um significado da vinda dos portugueses que trouxeram suas tradições e as implantaram aqui. As folias também, sobretudo do Divino Espírito Santos, de São Sebastião, de São Benedito, entre outras. As romarias e procissões de carros de boi identificam a memória histórica das comunidades com passado cristão e preservam a sua identidade católica no presente.
Dom João Wilk lembra que estes aspectos, para a reflexão pastoral, são muito importantes, “porque nossa região vive processo de transformação muito grande, do passado não tão antigo para o presente. Com a economia e a cultura consolidadas, o povo não quer desvincular-se da história, quer viver a sua modernidade, mas consciente destas raízes históricas”, avalia.
A Diocese de Anápolis se propõe a viver com espontaneidade aquilo que a Igreja hoje valoriza e propõe inclusive no Documento de Aparecida: a valorização da religiosidade popular. Dom João Wilk entende que, para a transmissão da fé, hoje em dia, é importante vincular a identidade da nossa cultura atual, com as raízes cristãs católicas dos antepassados. “Na sociedade e na cultura que vivemos, marcadas pelo pluralismo, pelo indiferentismo religioso, pelas propostas muito diversificadas de idéias, de modelos de vida e de compreensões diferentes da dignidade humana, é muito importante esta consciência da fé que se faz presente nas expressões culturais, que o povo não quer deixar no passado. É católico enquanto é folião, enquanto participa da cavalhada, do desfile de carro de boi, quando vai à pé a Nossa Senhora da Abadia ou ao Divino Pai Eterno. É o modo válido de evangelização, entre outros”.
-
PASCOM Anápolis




João Gabriel Perboyre nasceu em 5 de janeiro de 1802, em Mongesty, na diocese de Cahors, França, numa família de agricultores, numerosa e profundamente cristã. Foi o primeiro dos oito filhos do casal, sendo educado para seguir a profissão do pai.
O bispo francês Euquério foi um grande defensor da Igreja em seu tempo. Defensor não só de seus conceitos e dogmas, mas também dos seus bens, que tanto atraíam os poderosos.
Liberato nasceu na pequena Loro Piceno, província de Macerata, na Itália. Pertencia à nobre família Brunforte, senhores de muitas terras e muito poder. Mas o jovem Liberato, ouvindo o chamado de Deus e por sua grande devoção à Virgem Maria, abandonou toda riqueza e conforto para seguir a vida religiosa.
No dia 5 de maio de 1917, o mundo ainda vivia os horrores da Primeira Guerra Mundial, então o papa Bento XV convidou todos os católicos a se unirem em uma corrente de orações para obter a paz mundial com a intercessão da Virgem Maria. Oito dias depois ela respondeu à humanidade através das aparições em Fátima, Portugal.
Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação.
O evangelho de são Marcos é o mais curto se comparado aos demais, mas traz uma visão toda especial, de quem conviveu e acompanhou a paixão de Jesus quando era ainda criança.
Nicolau é também conhecido por São Nicolau de Mira e de Bari. Venerado, amado e muito querido por todos os cristãos do Ocidente e do Oriente. Sem dúvida alguma, é o santo mais popular da Igreja. Ele é padroeiro da Rússia, de Moscou, da Grécia, de Lorena, na França, de Mira, na Turquia, e de Bari, na Itália, das crianças, das moças solteiras, dos marinheiros, dos cativos e dos lojistas. Por tudo isso os dados de sua vida se misturam às tradições seculares do cristianismo.
Nasceu na ilha de Ischia com o nome de Carlos Caetano Calosirto, aos 15 de agosto de 1654, na cidade de Ponte, Itália, filho do nobre José e de Laura. Recebeu os ensinamentos básicos e os alicerces religiosos frequentando os colégios dos padres agostinianos, na própria ilha.
Embora fosse apenas uma pecadora famosa de sua cidade, Maria Madalena, nascida em Magdala, na Galiléia, teve uma participação importantíssima na passagem de Jesus pela Terra. Ela foi perdoada publicamente por ele, que a tomou como exemplo de que seu Pai acolhia a todos, desde que chegassem ao arrependimento. Além disso, foi, ainda, a escolhida para ser a primeira testemunha da ressurreição.





