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Santa Adelaide

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1612 adelaideNarrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.

Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia, Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

Última atualização em Qua, 26 de Janeiro de 2011 15:10  

LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS

"A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja que deve refletir a Santíssima Trindade. A Igreja é comunhão. As Paróquias são células vivas da Igreja e os lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja. Portanto, deve se cultivar a formação comunitária especialmente na paróquia". (Doc. Aparecida, 304).

PASTORAL VOCACIONAL

Coordenador: Pe. Edmilson Luiz de Almeida
Equipe: Pe. Cláudio Cabral Gundin e Pe. Rogério Silva de Morais
Seminário Maior Diocesano Imaculado Coração de Maria
End.: Est. Santa Cruz, Chacará 2, Miranápolis - Cx. Postal 411
Cep.: 75.001-970 ANÁPOLIS-GO
Tel.: (62) 3098 - 5547; 3098 - 5537
E-mail: seminariodeanapolis@hotmail.com

PASTORAL PRESBITERAL

Representante do Clero: Pe. Osvaldo João de Souza
End.: Paróquia Catedral Bom Jesus
Praça Bom Jesus, s/n; Centro; Cx. Postal 204
75001-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324.2428; 3327.1251
E-mail: catedralbomjesus@gmail.com

SETOR JUVENTUDE

Assistente Espiritual: Pe. William Delfino de Santana
Coordenação diocesana: Renato P. de Souza e Roberta de O. Barbosa
End.: Rua 23, Qd. 90, Lt. 03; JK Nova Capital.
Tel.: (62) 8427 - 3086; 8404 - 8182
E-mail: ranato@santacasa.org; robbta@hotmail.com

PASTORAL FAMILIAR

Assistente Espiritual: Pe. Wôlnei Ferreira de Aquino.
Coordenadores Diocesanos: Ely Galdino e Maria Socorro de Oliveira Galdino;
End. R. 06, Qd. 09, Lt. 06 casa 01, Jardim América
Cep.: 75.115-725  ANÁPOLIS - GO

Tel.: (62) 3318 - 1726; 8111 - 8621
E-mail: socorro.galdino@gmail.com

 

Equipe Pré-matrimonial:

Coordenadores: Lindomar Alves Carneiro e Diva Jardim Carneiro;
End.: Av. Paraguai, 1558; Vila Formosa II Etapa
Cep.: 75.000-000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 1218

 

 

PASTORAL DOS NOIVOS

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Bernardo A. Coutinho e Marlene J. de Morais Coutinho
End.: Av. Bandeirantes, 1145; Bairro de Lourdes
75095-270 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314.9967; Cel.: 9224.4979

"AMOR INFINITO"

Assistente Espiritual: Pe. Joaquim Oliveira Neto
Coordenadora Diocesana: Izaura Aparecida de Moura Souza
End.: Av. Fernando Costa, 1455, Vila Jaiara
75064-780 ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 243, Cep.: 75.024-971
Tel.: (62) 3319 - 1690; 9148 - 6134

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Virtuoso
Coordenadora Diocesana: Sônia Maria Rosa de Melo
End.: Rua Da. Iamina Caied, Qd. 01, Lt. 02, Vila Popular
75125-560 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3781; Cel.: 9268 - 8489

CURSILHO DE CRISTANDADE

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Susy Goncalves da Costa Maia e Carlos José Maia
End.: Rua Barão do Piui, Qd. 08, Lt. 09; Bairro Maracananzinho
75080-070 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3701 - 3295; 3324 - 2835; Cel.: 9643 - 3535; 9149 - 4100
Site: www.cursilhoanapolis.com.br
E-mail: susy_gcmaia@yahoo.com.br; susygcm@hotmail.com

ECC - ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO

Assistentes Espirituais: Pe. Edmilson L. de Almeida, Pe. Rui Schmeing, Pe. Ademir de S. Alves
Coordenadores Diocesanos: Joarez Damasceno Gomes e Doraci Neves Gomes
End.: Rua Domingos Faquim, 428; Centro
75470-000 NOVA VENEZA - GO
Tel.: (62) 3356 - 1160; Cel.: 8459 - 4683

EJC - ENCONTRO DE JOVENS COM CRISTO "SEGUE-ME"

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos:
Bruno Roger Silva - Tel.: 3318 - 2012; 8552 - 5433;
E-mail: lcbrunorsilva@hotmail.com
Bianny V. de Carvalho - Tel.: (62) 8456 - 7343;
E-mail: biannycarvalho@ig.com.br
Casal Coordenador: Carlos Antônio da Silva e Renata Patrícia de Oliveira Silva
End.: Rua Tancredo Neves, Qd. 18, Lt. 01; Bairro São Paulo
75460-000 NERÓPOLIS - GO
Tel.: (62) 9181 - 5785
E-mail: carloscarteiro2009@hotmail.com

MECA - MOVIMENTO DE ENCONTRO CONJUGAL DE ANÁPOLIS

Assistentes Espirituais: Frei João Mendes Rodrigues, OFM Pe. Thiago Henrique de J. Monteiro 
Coordenadores Diocesanos: Wellington de Melo Brito e Lucilene Gomes de Oliveira Brito
End.: Av. Presidente Kennedy, n°. 958; Bairro Maracanã
Cep.: 75.040-040 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3315 - 3434; 9281 - 6591; 9281 - 3160
Site: www.encontroconjugal.com.br
E-mail: encontroconjugal@hotmail.com; lugbrito@hotmail.com

EQUIPES DE NOSSA SENHORA

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Pereira Lemos
Coordenadores Diocesanos: Júlio César Fernandes e Maria Elena Stort Fernandes
End.: 09-B, 20; Bairro Conjunto Eldorado - Jundiaí Industrial
Cep.: 75115-210 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 7863; Cel.: 8122 - 0228; 8173 - 5474
E-mail: mariaelens.julio@yahoo.com.br

LEGIÃO DE MARIA

Assistente Espiritual: Pe. Rui José Schmeing
Coordenadora Diocesana: Ilda Pereira de Castro
End.: Rua 14, Qd. 14, Lt. 03; Vila Miguel Jorge
75123-260 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3962; Cel.: 9196 - 3983
E-mail: legiaodemaria.anapolis@ig.com.br

LIGA CATÓLICA

Assitente Espiritual: Pe. Joel  Alves de Oliveira
Coordenador Diocesano: João Faustino de Lima
End.: Rua P-43, Qd. 26 Lt. 01, Jardim Progresso
Cep.: 75063-590 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9217 - 8112

MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Coordenadora Diocesana: Giolanda Carneiro Cardoso
End.: Av. Presidente Kennedy, 110; Bairro Maracanã
Cep.: 75040-040 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099 -7937; Cel.: 9151 - 8000
E-mail: giolandacardoso@hotmail.com

MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO - CENÁCULOS

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos: Luís Teófilo de O. Neto e Inês Aparecida F. de Oliveira
End.: Rua Antônio M. Rodrigues, n° 121, Centro
72960-000 CORUMBÁ - GO
Tel.: (62) 3338 - 1864; Cel.: 9276 - 5898; 8146 - 3767;
E-mail: l.toneto@hotmail.com

RCC - RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Assistente Espiritual: Pe. Samuel Alves de Campos (Com. Nova Aliança)
Coordenador Diocesano: Welerson Antonio Silva
End.: Escritório: Rua N 10, Qd. 20 Lt. 1A; Vila São Joaquim
Cep.: 75045-145 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3387 - 2439; Cel.: 8513 - 0577; 9347 - 5341
E-mail: rcc.anapolis@bol.com.br; rcc.anapolis@hotmail.com

ORDEM FRANCISCANA SECULAR (TERCEIRA ORDEM)

Assistente Espiritual: Frei Sérgio Luiz de Oliveira, OFM
Coordenadora Diocesana: Terezinha Alves de Mello
End.: Rua Péricles Ramos, 311; Bairro Jundiaí
75110-570 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324 - 2771; 8484 - 1084
E-mail: terezinhamelo.ofs@hotmail.com

OBRA DOS SANTOS ANJOS

Reitor: Pe. Basil Nottz, ORC
Coordenadora: Ir. Maria Liliana
End.: Estrada Anápolis - Sousânia km 8 - Miranápolis
Cx. Postal 021
Cep.: 75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3098 - 1214
E-mail: secretariado.oa@gmail.com

GRUPO DE INTERCESSÃO "DIVINA MISERICÓRDIA"

Coordenadora: Rosa Pereira de Abreu
End.: Rua Leopoldo de Bulhões, 1426 - Centro
Cep.: 75.040-5000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3315 - 3336; 9297 - 6214

PASTORAL DO DÍZIMO

É implantada nas paróquias, com suas equipes e coordenações.
Em nível diocesano, está em formação uma equipe de coordenação e animação.

NOVAS COMUNIDADES E FUNDAÇÕES

1 - COMUNIDADE CATÓLICA “NOVA ALIANÇA”
Abertura: 02.02.1991
Coordenador: Magno Fernando José Ferreira
Diretores Espirituais: Pe. Samuel e Pe. Rafael
End.: Av. Miguel João, 463, Centro 
75020-360  ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 97 - 75001-970
Tel.: (62) 3099.6067 (Resid.); 3943.5555 (Escritório)
Site: www.comnovaalianca.com.br
E-mail: comunidade@comnovaalianca.com.br
 
2 -  COMUNIDADE “HESED”
Instituto "Hesed" dos Irmãos e Irmãs da Sta. Cruz e da Bem-Aventurada
Virgem Maria do Monte Carmelo
Abertura: 05.01.2004
Coordenadora: Ir. Maria da Cruz
Diretor Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Endereço: Rua Santa Rita, Chácara 18-19, MIRANÁPOLIS
Cx. Postal 59
75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099.4578
Site: www. institutohesed.org.br
E-mail: hesedguadalupe@hotmail.com
3 - COMUNIDADE CATÓLICA DE EVANGELIZAÇÃO “LANÇAI REDE”
Coordenador: João Bosco de Souza Gonçalves
Diretor Espiritual: Fr. Stanislau Mikolajczuk, OFMConv.
End.: Av. Planalto, 153 - Vila Jaiara
75064-720 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319.2897; 8227.0303
Site: www.lançairede.com
E-mail: lançairede@cultura.com.br; j.bosconeo@hotmail.com

4 - COMUNIDADE “NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS”
Abertura: 20.05.2000
Coordenador: Kleiton Carlos Assis Lemos
Diretor Espiritual: 
Endereço: Av. JK, 2745, Bairro: JK - Nova Capital
75114-225 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3314.9315
E-mail: vidanoespirito@ig.com.br
5 - COMUNIDADE “TOCA DE ASSIS”
Abertura: 12.02.2004
Coordenadora: Ir. Maria Fernanda
Diretor Espiritual: Pe. Erivelton da Silva Barros Teixeira
Endereço: Rua Santa Rita de Cássia, Chácara 36; Miranápolis
75024-970 ANÁPOLIS - GO - Caixa Postal: 73
Tel.: (62) 3099.1216
Site: www.tocadeassis.org.br
E-mail: anapolis@sacramento.tocadeassis.org.br
 
6 - COMUNIDADE CATÓLICA “RAINHA DO SILÊNCIO”
Abertura: 02.02.1994
Coordenadora: Ir. Nina Rosa B. de Freitas
Diretor Espiritual: Fr. Donário V. Cardoso
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 665; Bairro Jundiaí
75110-730 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3317.3296
E-mail: comunidaderainhadosilencio@ig.com.br

 

História dos Santos

Santo Afonso Rodrigues

3110 afonsorodriguesA Companhia de Jesus gerou padres e missionários santos que deixaram a assinatura dos jesuítas na história da evangelização e na história da humanidade. Figuras ilustres que se destacaram pela relevância de suas obras sociais cristãs em favor das minorias pobres e marginalizadas, cujas contribuições ainda florescem no mundo todo.

Entretanto de suas fileiras saíram também santos humildes e simples, que pela vida entregue a Deus e servindo exclusivamente ao próximo, mostraram o caminho de felicidade espiritual aos devotos e discípulos. Valorosos personagens quase ocultos, que formam gerações e gerações de cristãos e, assim, sedimentam a sua obra no seio das famílias leigas e religiosas.

Um dos mais significativos desses exemplos é o irmão leigo Afonso Rodrigues, natural de Segóvia, Espanha. Nascido em 25 de julho de 1532, pertencia a uma família pobre e profundamente cristã. Após viver uma sucessão de fatalidades pessoais, Afonso encontrou seu caminho na fé.

Tudo começou quando Afonso tinha dezesseis anos. Seu pai, um simples comerciante de tecidos, morreu de repente. Vendo a difícil situação de sua mãe, sozinha para sustentar os onze filhos, parou de estudar. Para manter a casa, passou a vender tecidos, aproveitando a clientela que seu pai deixara.

Em 1555, aconselhado por sua mãe, casou e teve dois filhos. Mas novamente a fatalidade fez-se presente no seu lar. Primeiro, foi a jovem esposa que adoeceu e logo morreu; em seguida, faleceram os dois filhos, um após o outro. Abatido pelas perdas, descuidou dos negócios, perdeu o pouco que tinha e, para piorar, ficou sem crédito.

Sem rumo, tentou voltar aos estudos, mas não se saiu bem nas provas e não pôde cursar a Faculdade de Valência.

Afonso entrou, então, numa profunda crise espiritual. Retirado na própria casa, rezou, meditou muito e resolveu dedicar sua vida completamente a serviço de Deus, servindo aos semelhantes. Ingressou como irmão leigo na Companhia de Jesus em 1571. E foi um noviciado de sucesso, pois foi enviado para trabalhar no colégio de formação de padres jesuítas em Palma, na ilha de Maiorca, onde encontrou a plena realização da vida e terminou seus dias.

No colégio, exerceu somente a simples e humilde função de porteiro, por quarenta e seis anos. Se materialmente não ocupava posição de destaque, espiritualmente era dos mais engrandecidos entre os irmãos. Recebera dons especiais e muitas manifestações místicas o cercavam, como visões, previsões, prodígios e cura.

E assim, apesar de porteiro, foi orientador espiritual de muitos religiosos e leigos, que buscavam sua sabedoria e conselho. Mas um se destacava. Era Pedro Claver, um dos maiores missionários da Ordem, que jamais abandonou os seus ensinamentos e também ganhou a santidade. Outro foi o missionário Jerônimo Moranto, martirizado no México, que seguiu, sempre, sua orientação.

Afonso sofreu de fortes dores físicas durante dois anos, antes de morrer em 31 de outubro de 1617, lá mesmo no colégio. Foi canonizado em 1888, pelo papa Leão XIII, junto com são Pedro Claver, seu discípulo, conhecido como o Apostolo dos Escravos. Santo Afonso Rodrigues deixou uma obra escrita resumida em três volumes, mas de grande valor teológico, onde relatou com detalhes a riqueza de sua espiritualidade mística. A sua festa litúrgica é comemorada no dia de sua morte.

São Patrício

17marcHá poucos dados sobre a origem de Patrício, mas os que temos foram tirados do seu livro autobiográfico "Confissão". Nele, Patrício diz ter nascido numa vila de seu pai, situada na Inglaterra ou Escócia, no ano 377. Era filho de Calpurnius, e neto de um padre e apesar de ter nascido cristão, só na adolescência passou a se dedicar à religião, e aos estudos.

Aos dezesseis anos, foi raptado por piratas irlandeses e vendido como escravo. Levado para a Irlanda foi obrigado a executar duros trabalhos em meio a um povo rude e pagão. Por duas vezes Patrício tentou a fuga, até que na terceira vez conseguiu se libertar. Embarcou para a Grã-Bretanha e depois para as Gálias, atual França, onde freqüentou vários mosteiros e se habilitou para a vida monástica e missionária.

A princípio, acompanhou São Germano do mosteiro de Auxerre, numa missão apostólica na Grã-Bretanha. Mas seu destino parecia mesmo ligado à Irlanda, mesmo porque sua alma piedosa desejava evangelizar aquela nação pagã, que o escravizara. Quando faleceu o Bispo Paládio, responsável pela missão no país, o Papa Celestino I o convocou para dar segmento à missão. Foi consagrado bispo e viajou para a "Ilha Verde", no ano 432.

Sua obra naquelas terras ficará eternamente gravada na História da Igreja Católica e da própria Humanidade, pois mudou o destino de todo um povo. Em quase três décadas, o bispo Patrício converteu praticamente todo o país. Não contava com apoio político e muito menos usou de violência contra os pagãos. Com isso, não houve repressão também contra os cristãos. O próprio rei Leogário deu o exemplo maior, possibilitando a conversão de toda sua corte. O trabalho desse fantástico e singelo bispo foi tão eficiente que o catolicismo se enraizou na Irlanda, vendo nos anos seguintes florescer um grande número de Santos e evangelizadores missionários.

O método de Patrício para conseguir tanta conversão foi a fundação de incontáveis mosteiros. Esse método foi imitado pela Igreja também na Inglaterra e na evangelização dos alemães do norte da Europa. Promovendo por toda parte a construção e povoação de mosteiros, o bispo Patrício fez da Ilha um centro de irradiação de fé e cultura. Dali partiram centenas de monges missionários que peregrinaram por terras estrangeiras levando o Evangelho. Temos, como exemplo, a atuação dos célebres apóstolos Columbano, Galo, Willibrordo, Tarásio, Donato e tantos outros.

A obra do bispo Patrício interferiu tanto na cultura dos irlandeses, que as lendas heróicas desse povo falam sempre de monges simples com suas aventuras, prodígios e graças, enquanto outras nações têm como protagonistas seus reis e suas façanhas bélicas.

Patrício morreu no dia 17 de março de 461, na cidade de Down, atualmente Downpatrick. Até hoje, no dia de sua festa os irlandeses fixam à roupa um trevo, cuja folha se divide em três, numa homenagem ao venerado São Patrício que o usava para exemplificar melhor o sentido do mistério da Santíssima Trindade: "um só Deus em três pessoas".

A data de 17 de março há séculos marca a festa de São Patrício, a glória da Irlanda. Os irlandeses sempre sentiram um enorme orgulho de sua pátria, tanto, por ter ela nascido na chamada Ilha dos Santos, quanto, por ter sido convertida pelo venerado bispo. Só na Irlanda existem duzentos santuários erguidos em honra a São Patrício, seu padroeiro.

 

Rezo com São Patrício:

Cristo guarde-me hoje,
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo embaixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Trindade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.
Amém.

São João Gualberto

1207 joaoJoão Gualberto, segundo filho dos Visdonini, nasceu no ano de 995 em Florença. Foi educado num dos castelos dos pais, Gualberto e dona Villa, nobres e cristãos. A mãe cuidou do ensino no seguimento de Cristo. O pai os fez perfeitos cavaleiros, hábeis nas palavras e nas armas, para administrar e defender o patrimônio e a honra da família.

Mas a harmonia acabou quando o primogênito da família foi assassinado. Buscando vingar o irmão, João Gualberto saía armado e com seus homens à procura do inimigo. Na Sexta-Feira Santa de 1028, ele o encontrou vagando solitário, numa das estradas desertas da cidade. João Gualberto empunhou imediatamente sua espada, mas o adversário, desarmado, abriu os braços e caiu de joelhos implorando perdão e clemência em nome de Jesus.

Contam os biógrafos que, ouvido seu pedido em nome do Senhor, João Gualberto jogou a espada, desceu do cavalo e abraçou fraternalmente o inimigo. No mesmo instante, foi à igreja de São Miniato, onde, aos pés do altar, ajoelhou-se diante do crucifixo de Jesus. Diz a tradição que a cruz do Cristo se inclinou sobre ele, em sinal de aprovação pelo seu ato. E foi ali que João Gualberto ouviu o chamado: "Vem e segue-me". Depois desse prodígio, ocorrido na presença de muitos fiéis, uma grande paz invadiu sua alma e ele abandonou tudo para ingressar no mosteiro beneditino da cidade.

Nos anos seguintes, João Gualberto tornou-se um humilde monge, exemplar na disciplina às Regras, no estudo, na oração, na penitência e na caridade. Só então aprendeu a ler e a escrever, pois para um nobre de sua época o mais importante era saber manusear bem a espada. Adquiriu o dom da profecia e dos milagres, sendo muito considerado por todos. Em 1035, com a morte do abade, ele foi eleito por unanimidade o sucessor, mas renunciou de imediato quando soube que o monge tesoureiro havia subornado o bispo de Florença para escolhê-lo como o novo abade.

Indignado, passou a denunciá-los e combate-los, auxiliado por alguns monges. Mas as ameaças eram tantas que decidiu sair do mosteiro.

João Gualberto foi para a floresta dos montes Apeninos, numa pequena casa rústica encontrada na montanha Vallombrosa, sobre o verde Vale do Arno, seguido por alguns monges. O local começou a receber inúmeros jovens em busca de orientação espiritual, graças à fama de sua santidade. Foi assim que surgiu um novo mosteiro e uma nova congregação religiosa, para a qual João Gualberto quis manter as Regras dos monges beneditinos.

No início, o papa aceitou com reserva a nova comunidade, mas depois a Ordem dos Monges Beneditinos de Vallombrosa obteve aprovação canônica. Dali os missionários, regidos pelas Regras da Ordem Beneditina reformada, se espalharam para evangelizar, primeiro em Florença, depois em várias outras cidades da Itália.

Seguindo com rigor a disciplina e austeridade às Regras da Ordem, João Gualberto implantou no Vale de Vallombrosa um centro tão avançado e respeitado de estudos que a própria Igreja enviava para lá seus padres e bispos para aprofundarem seus conhecimentos. Todos oravam e trabalhavam a terra, replantando os bosques do Vale e plantando o alimento do mosteiro, por isso são considerados precursores da agricultura auto-sustentável.

Considerado herói do perdão, João Gualberto fundou outros mosteiros, inclusive o de Passignano, na Umbria, onde morreu no dia 12 de julho de 1073. Nos séculos seguintes, esses monges se especializaram em botânica, tanto assim que foram convidados para fundar a cátedra de botânica na célebre Universidade de Pavia. Enquanto isto, as de Pádua, de Roma e de Londres buscavam naqueles mosteiros os seus mais capacitados mestres no assunto.

Canonizado em 1193, são João Gualberto foi declarado Padroeiro dos Florestais, pelo papa Pio XII, em 1951.

São João de Sahagun

1206 joaoJoão Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagun, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453.

O arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e depois cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a missa diariamente, ministrando o sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Essa era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca naquela cidade.

Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade dividiu-se em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de "O Pacificador".

O seu fervor ao celebrar o santo sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isso passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.

Em 1463, ele foi acometido de uma doença muito grave. Na ocasião, decidiu que, depois de curado, entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, em Salamanca. Conhecido como João de Sahagun, logo foi o noviço sênior, enquanto continuava a pregar em público, tornando seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.

Consta que, durante uma de suas pregações, condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente a ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.

Chamado de apóstolo de Salamanca, foi eleito prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora desses cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, a abandonou para voltar à vida familiar cristã.

João de Sahagun morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado santo pela Igreja, em 1690. A cidade de Salamanca considera são João de Sahagun um dos seus padroeiros.

Pedro Donders

Pedro Donders nasceu em 27 de outubro de 1809, no sul da Holanda . Seus pais, Arnoldo e Petronila, tiveram dois filhos que sobrevieram a mortalidade infantil da época. Pedro, era o mais velho e muito doente; Martino, era o caçula e deficiente.

Pedro tinha seis anos de idade, quando sua mãe morreu e diante dessa circunstância precisou deixar os estudos para ajudar seu pai, já muito idoso, na renda familiar. Depois por causa de sua saúde frágil não foi aceito no serviço militar, mas sua vocação era o sacerdócio.Também devido a sua condição física, escassa capacidade intelectual e pobreza material, não permitiam que seguisse o seu chamado. Entretanto Pedro insistia com seu pároco que o ajudava , até que conseguiu que o recebessem no seminário, mais como empregado do que como noviço.

Pedro se interessava pelas missões e depois de ser rejeitado pelos Jesuítas, Redentoristas e Franciscanos, acabou ingressando no Seminário diocesano. No ano de 1839 o Seminário foi visitado pelo Prefeito Apostólico do Suriname, Guiana Holandesa, buscando ajuda para seu território de missão que estava numa situação muito crítica. Dos seminaristas, apenas Pedro Donders se ofereceu. Em 5 de junho de 1841 foi ordenado sacerdote. Um ano mais tarde chegou em Paramaribo, uma região selvagem quatro vezes maior que a Holanda. Era seu campo de missão.

Os primeiros catorze anos foram dedicados à formação dos catequistas, das crianças e às visitas pastorais entre os escravos das fazendas holandesas. Era enorme a distância religiosa e moral, tanto entre os brancos como entre os negros. A rotina de padre Pedro iniciava nas primeiras horas da madrugada quando rezava a Santa Missa e se entregava às orações, depois saia para visitar as famílias.

Em 1856 recebeu o encargo da pastoral dos enfermos, dedicando-se especialmente aos leprosos de Batávia, local oficial para os leprosos, onde existiam mais de quatrocentos enfermos de ambos os sexos e com todos os tipos de lepra. Nesta tarefa, nenhum capelão resistia mais de um ano. Ele ficou quase trinta, sempre à inteira disposição dos miseráveis. Não se contentava somente com palavras piedosas. Fazia de tudo. Principalmente aos pacientes terminais. Suspendia os corpos para dar-lhes de beber e lavava com zelo aquilo que nenhum ser humano gostaria de ver: um corpo humano quase decomposto, mas, vivo!

Em 1865 chegaram os Missionários Redentoristas no Suriname, com a missão de continuar os trabalhos de evangelização. Os quatro holandeses sacerdotes diocesanos poderiam optar em voltar para a Holanda. Dois sacerdotes regressaram. Padre Pedro decidiu ficar e pediu seu ingresso na Congregação do Santíssimo Redentor, professando os votos em 1867.

No final do ano 1886, pela última vez, padre Pedro visitou todos os seus enfermos. Atendeu as confissões de todos e lhes deu a Santa Comunhão. Um ano depois no dia 14 de janeiro de 1887, morreu de uma grave enfermidade renal. Santamente terminou sua vida e apostolado de oração e trabalho contínuo e de muitos sofrimentos.

O Papa João Paulo II proclamou Beato Pedro Donders em 1982, designando o dia de sua morte para as honras litúrgicas.

Natal de Jesus

2512 nataldejesus"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós e nós vimos a sua glória..." (Jo 1,14).

A encarnação do Verbo de Deus assinala o início dos "últimos tempos", isto é, a redenção da humanidade por parte de Deus. Cega e afastada de Deus, a humanidade viu nascer a luz que mudou o rumo da sua história. O nascimento de Jesus é um fato real que marca a participação direta do ser humano na vida divina. Esta comemoração é a demonstração maior do amor misericordioso de Deus sobre cada um de nós, pois concedeu-nos a alegria de compartilhar com ele a encarnação de seu Filho Jesus, que se tornou um entre nós. Ele veio mostrar o caminho, a verdade e a vida, e vida eterna. A simbologia da festa do Natal é o nascimento do Menino-Deus.

No início, o nascimento de Jesus era festejado em 6 de janeiro, especialmente no Oriente, com o nome de Epifania, ou seja, manifestação. Os cristãos comemoravam o natalício de Jesus junto com a chegada dos reis magos, mas sabiam que nessa data o Cristo já havia nascido havia alguns dias. Isso porque a data exata é um dado que não existe no Evangelho, que indica com precisão apenas o lugar do acontecimento, a cidade de Belém, na Palestina. Assim, aquele dia da Epifania também era o mais provável em conformidade com os acontecimentos bíblicos e por razões tradicionais do povo cristão dos primeiros tempos.

Entretanto, antes de Cristo, em Roma, a partir do imperador Júlio César, o 25 de dezembro era destinado aos pagãos para as comemorações do solstício de inverno, o "dia do sol invencível", como atestam antigos documentos. Era uma festa tradicional para celebrar o nascimento do Sol após a noite mais longa do ano no hemisfério Norte. Para eles, o sol era o deus do tempo e o seu nascimento nesse dia significava ter vencido a deusa das trevas, que era a noite.

Era, também, um dia de descanso para os escravos, quando os senhores se sentavam às mesas com eles e lhes davam presentes. Tudo para agradar o deus sol.

No século IV da era cristã, com a conversão do imperador Constantino, a celebração da vitória do sol sobre as trevas não fazia sentido. O único acontecimento importante que merecia ser recordado como a maior festividade era o nascimento do Filho de Deus, cerne da nossa redenção. Mas os cristãos já vinham, ao longo dos anos, aproveitando o dia da festa do "sol invencível" para celebrar o nascimento do único e verdadeiro sol dos cristãos: Jesus Cristo. De tal modo que, em 354, o papa Libério decretou, por lei eclesiástica, a data de 25 de dezembro como o Natal de Jesus Cristo.

A transferência da celebração motivou duas festas distintas para o povo cristão, a do nascimento de Jesus e a da Epifania. Com a mudança, veio, também, a tradição de presentear as crianças no Natal cristão, uma alusão às oferendas dos reis magos ao Menino Jesus na gruta de Belém. Aos poucos, o Oriente passou a comemorar o Natal também em 25 de dezembro.

Passados mais de dois milênios, a Noite de Natal é mais que uma festa cristã, é um símbolo universal celebrado por todas as famílias do mundo, até as não-cristãs. A humanidade fica tomada pelo supremo sentimento de amor ao próximo e a Terra fica impregnada do espírito sereno da paz de Cristo, que só existe entre os seres humanos de boa vontade. Portanto, hoje é dia de alegria, nasceu o Menino-Deus, nasceu o Salvador.

São Leão I

1011 leaoEleito com o nome de Leão I, foi um dos maiores pontífices da história do cristianismo, embora pouco se saiba sobre sua vida antes de ocupar a Cátedra de Pedro. É venerado por sua profunda sabedoria, suas extraordinárias virtudes e sua brilhante direção, como relatam os historiadores e teólogos.

Leão nasceu por volta do ano 400, na região da Toscana, onde está situada a cidade de Roma. Tornou-se sacerdote muito jovem e fez carreira consolidada num trabalho brilhante. Em 430, já era arcediácono e depois foi conselheiro dos papas Celestino I e Xisto III. Era tão respeitado e conceituado que, após a morte deste último papa, foi eleito para substituí-lo Com o título de Leão I, assumiu o governo da Igreja em agosto do ano 440.

Eram tempos difíceis. Por um lado, o Império Romano esfacelava-se e já não conseguia conter as hordas de bárbaros que invadiam e saqueavam seus domínios. Por outro lado, a Igreja enfrentava divisões e dissidências doutrinárias em seu interior. Um panorama tão sombrio que só não levou o Ocidente ao caos por causa da atuação de Leão I nos dois terrenos: o espiritual e o material.

Na esfera espiritual, ele permaneceu firme, defendendo as verdades do catolicismo diante das grandes heresias que sacudiram o século V, e atuou participando de discussões, encontros e concílios. Foi nessa época que escreveu um dos documentos mais importantes para a fé: a "Carta dogmática a Flaviano", o patriarca de Constantinopla, defendendo as posições ortodoxas do cristianismo. "Pedro falou pela boca de Leão", diziam os sacerdotes da Igreja que acabavam concordando com os argumentos. Estão guardados mais de cem dos seus sermões, além de cento e quarenta e três cartas contendo ensinamentos sobre a fé cristã, seguidos e respeitados ainda hoje.

Já no plano material, era o único que poderia conseguir, graças ao seu prestígio e à sua eloqüência, que o terrível rei Átila, comandante dos bárbaros hunos, não destruísse Roma e a Itália. A missão poderia ser fatal, pois Átila já invadira, conquistara e destruíra a ferro e fogo o norte do país. Mesmo assim Leão I foi ao seu encontro e saiu vitorioso da situação. Mais tarde, foi a vez de conter os vândalos, que, liderados pelo chefe bárbaro Genserico, entraram em Roma. Só não atearam fogo à Cidade Eterna e não dizimaram sua população graças à atuação do grande pontífice.

Não existem relatos sobre os seus últimos dias de vida. O livro dos papas diz que Leão I governou vinte e um anos, um mês e treze dias. Faleceu no dia 10 de novembro de 461 e foi sepultado na Basílica de São Pedro, em Roma. O papa Bento XIV proclamou-o doutor da Igreja em 1754. Leão I foi o primeiro papa a receber o título de "o Magno".