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São Materno de Colônia

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1409 maternoÉ conhecido apenas como o primeiro bispo da história cristã da cidade de Colônia, na Alemanha. Desde o século IV, criou-se uma tradição cristã, na cidade de Trier, na Alemanha, segundo a qual Materno teria vindo da Palestina. E não é só isso: o próprio apóstolo Pedro é que o teria enviado para divulgar o Evangelho ao mundo germânico.
Essa tradição fazia de Trier a primeira sede episcopal cristã da Alemanha, portanto dotada de jurisprudência sobre as demais, por uma questão de antigüidade.

A figura de Materno, o bispo de Colônia, é, de fato, muito importante para a história da Igreja, que já estava liberta das perseguições externas, graças ao imperador Constantino. Mas a Igreja continuava exposta às divisões internas dos cristãos, que, insistentemente, prejudicavam a si próprios.

Materno é um de seus pacificadores, convocado a deixar a Alemanha para resolver um grande conflito nascido no norte da África: o cisma donatista. Liderados pelo bispo Donato, esse grupo de radicais tinha uma visão extremamente elitista, era totalmente contrário às indulgências e pregava a segregação dos bons cristãos daqueles infiéis e traidores. Os donatistas consideravam traidores os cristãos que, por medo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, haviam renegado a fé e entregado os livros sagrados às autoridades romanas. Até mesmo negavam-se a aceitar a re-inclusão dos sacerdotes que haviam agido dessa maneira, bom como a inclusão de novos sacerdotes, caso também tivessem sido considerados, anteriormente, indignos. E por isso os donatistas de Cartago não reconheciam o novo bispo, Ceciliano, porque um dos bispos que o consagraram havia renegado à fé, durante as perseguições.

Chamado para arbitrar, o imperador Constantino, em 313, escreve ao papa Melquior, de origem africana, para convocar o bispo Ceciliano, bem como outros, favoráveis ou não à sua questão, para uma decisão final, imparcial. E ainda o informa que os bispos Materno, da Alemanha, Retício e Martino, da França, já estavam a caminho de Roma. O imperador Constantino, obedecendo às suas conveniências políticas, promoveu um ato incisivo no colegiado eclesiástico, afiançando o caso africano também aos bispos da Alemanha e da França.

Mais nada se sabe de Materno depois dessa importante missão em Roma, que se concluiu com a sentença favorável ao bispo Ceciliano. Mas o cisma não terminou, mesmo contando, também, com a notável presença de santo Agostinho, bispo de Hipona.

Entretanto, em Trier, a fama de santidade de seu primeiro bispo fez a figura de Materno tomar vulto e a população começa a venerá-lo. Ao longo dos séculos, a catedral de Trier, que abriga as relíquias de são Materno, foi reconstruída e, hoje, podemos ver o grau de devoção dos fiéis estampado nos vitrais desse templo. Seu culto foi autorizado pelo Vaticano, em conseqüência dessa devoção secular e ainda presente nos fiéis. A data de sua tradicional festa litúrgica, no dia 14 de setembro, foi mantida.

Última atualização em Sáb, 11 de Agosto de 2012 19:08  

LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS

"A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja que deve refletir a Santíssima Trindade. A Igreja é comunhão. As Paróquias são células vivas da Igreja e os lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja. Portanto, deve se cultivar a formação comunitária especialmente na paróquia". (Doc. Aparecida, 304).

PASTORAL VOCACIONAL

Coordenador: Pe. Edmilson Luiz de Almeida
Equipe: Pe. Cláudio Cabral Gundin e Pe. Fábio Aparecido Barbosa
Seminário Maior Diocesano Imaculado Coração de Maria
End.: Est. Santa Cruz, Chacará 2, Miranápolis - Cx. Postal 411
Cep.: 75.001-970 ANÁPOLIS-GO
Tel.: (62) 3098 - 5547; 3098 - 5537
E-mail: seminariodeanapolis@hotmail.com

PASTORAL PRESBITERAL

Representante do Clero: Pe. Françoa Rodrigues Figueiredo Costa
End.: Paróquia Nossa Senhora D'Abadia 
Rua Engenheiro Portela, Qd. H Lt. 84, Vila Góis
Cx. Postal 1435, CEP: 75120 - 120 ANÁPOLIS - GO 
Tel.: (62) 3313. 1219

 

 



SETOR JUVENTUDE

Assistente Espiritual: Pe. William Delfino de Santana
Coordenação diocesana: Renato P. de Souza e João Paulo Pericoli.
End.: Rua 23, Qd. 90, Lt. 03; JK Nova Capital.
Tel.: (62) 8404 - 8182
E-mail: renato@santacasa.org 

PASTORAL FAMILIAR

Assistente Espiritual: Pe. Wôlnei Ferreira de Aquino.
Coordenadores Diocesanos: Joarez Damasceno Gomes e Doraci Neves Gomes 
End. R. Domingos Joaquim, n. 428, Centro.
Cep.: 75470 - 000 NOVA VENEZA - GO

Tel.: (62) 3356 - 1407; 8459 - 4683
E-mail: joarezsena@hotmail.com

 

Equipe Pré-matrimonial:

 

Coordenadores: Lindomar Alves Carneiro e Diva Jardim Carneiro;
End.: Av. Paraguai, 1558; Vila Formosa II Etapa
Cep.: 75.000-000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 1218

 

 


PASTORAL DOS NOIVOS

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Bernardo A. Coutinho e Marlene J. de Morais Coutinho
End.: Av. Bandeirantes, 1145; Bairro de Lourdes
75095-270 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314.9967; Cel.: 9224.4979

"AMOR INFINITO"

Assistente Espiritual: Pe. Agnaldo dos Santos Bueno
Coordenadoras Diocesanas: Izaura Aparecida de Moura Souza e Cleuza Cabral Gundim
End.: Av. Fernando Costa, 1455, Vila Jaiara
75064-780 ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 243, Cep.: 75.024-971
Tel.: (62) 3319 - 1690; 9148 - 6134

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Virtuoso
Coordenadora Diocesana: Sônia Maria Rosa de Melo
End.: Rua Da. Iamina Caied, Qd. 01, Lt. 02, Vila Popular
75125-560 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3781; Cel.: 9268 - 8489

CURSILHO DE CRISTANDADE

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenador Diocesano: Alcianio Moreira Alves
End.: Av. 10, Qd. 27, Lt. 12; Bairro: Jardim Village
75000 - 000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9627 - 2701
Site: www.cursilhoanapolis.com.br
E-mail: beatriz_galera@yahoo.com.br

ECC - ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO

Assistentes Espirituais: Pe. Jacob do Nascimento Ribeiro
Coordenadores Diocesanos: Israel Pires Feitosa e Rita de Cássia Ferreira Feitosa
End.: Rua Victor Antonio Braga, Qd. 01, Lt. 06, Parque Residencial Ander  
75095-420 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 5286; Cel.: 8581 - 7438; 9145 - 6118


EJC - ENCONTRO DE JOVENS COM CRISTO "SEGUE-ME"

Assistente Espiritual: Pe. Walter Matheus Trautenberger
Coordenadores Diocesanos:
Bruno Roger Silva - Tel.: 3318 - 2012; 8552 - 5433;
E-mail: lcbrunorsilva@hotmail.com
Thaís Cristina - Tel.: (62) 8470 - 8618; 8141- 4223
Casal Coordenador: Cícero Gonzaga Tavares e Sílvia Lemes Rosa Tavares
End.: Av. Senador Caiado, Qd. 14, Lt. 02; Bairro: São Carlos
75084 - 193 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3701 - 2236; 9129 - 1542; 9296 - 1738;
E-mail: gonzaga.cgp@ig.com.br 

MECA - MOVIMENTO DE ENCONTRO CONJUGAL DE ANÁPOLIS

Assistente Espiritual: Pe. Thiago Henrique de J. Monteiro 
Coordenadores Diocesanos: Silvano Aparecido G. de Solza e M. Vera Lúcia do S. de Souza
End.: R.26, Qd. 10, Lt. 31; Bairro: Jardim Progresso
Cep.: 75.063-450 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9227 - 5096; 9123 - 8642
Site: www.encontroconjugal.com.br
E-mail: encontroconjugal@hotmail.com; silvano.vera@hotmail.com

EQUIPES DE NOSSA SENHORA

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Pereira Lemos
Coordenadores Diocesanos: José Eloy de Carvalho e  Fernandes e  Holianda Luzia de Carvalho
End.: R. Adriano Patricia, Qd. 06, Lt. 17; Bairro: Jardim Ana Paula
Cep.: 75125-150 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319 - 2019; Cel.: 8192 - 6235
E-mail: czeloy@yahoo.com.br

LEGIÃO DE MARIA

Assistente Espiritual: Pe. Rui José Schmeing
Coordenadora Diocesana: Ilda Pereira de Castro
End.: Rua 14, Qd. 14, Lt. 03; Vila Miguel Jorge
75123-260 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3962; Cel.: 9196 - 3983
E-mail: legiaodemaria.anapolis@ig.com.br

LIGA CATÓLICA

Assitente Espiritual:  
Coordenador Diocesano: João Faustino de Lima
End.: Rua P-43, Qd. 26 Lt. 01, Jardim Progresso
Cep.: 75063-590 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9217 - 8112

MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Coordenadora Diocesana: Giolanda Carneiro Cardoso
End.: Av. Presidente Kennedy, 110; Bairro Maracanã
Cep.: 75040-040 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099 -7937; Cel.: 9151 - 8000
E-mail: giolandacardoso@hotmail.com

MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO - CENÁCULOS

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos: Luís Teófilo de O. Neto e Inês Aparecida F. de Oliveira
End.: Rua Antônio M. Rodrigues, n° 121, Centro
72960-000 CORUMBÁ - GO
Tel.: Cel.: 9276 - 5898; 8146 - 3767;
E-mail: l.toneto@hotmail.com

RCC - RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Assistente Espiritual: Pe. Samuel Alves de Campos (Com. Nova Aliança)
Coordenador Diocesano: Ákison Miranda
End.: Sede: Rua N 10, Qd. 20 Lt. 1A; Vila São Joaquim
Cep.: 75045-145 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3387 - 2439; Cel.: 8513 - 0577; 9347 - 5341
E-mail: rcc.anapolis@bol.com.br; rcc.anapolis@hotmail.com

ORDEM FRANCISCANA SECULAR (TERCEIRA ORDEM)

Assistente Espiritual: Frei Ronildo Arruda de Souza, OFM
Coordenadora Diocesana: Terezinha Alves de Mello
End.: Rua Péricles Ramos, 311; Bairro Jundiaí
75110-570 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324 - 2771; 8484 - 1084
E-mail: terezinhamelo.ofs@hotmail.com

OBRA DOS SANTOS ANJOS

Reitor: Pe. Basil Nottz, ORC
Coordenadora: Ir. Maria Liliana
End.: Estrada Anápolis - Sousânia km 8 - Miranápolis
Cx. Postal 021
Cep.: 75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3902 - 6593
E-mail: secretariado.oa@gmail.com

GRUPO DE INTERCESSÃO "DIVINA MISERICÓRDIA"

Coordenadora: Rosa Pereira de Abreu
End.: Rua Leopoldo de Bulhões, 1426 - Centro
Cep.: 75.040-5000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3315 - 3336; 9297 - 6214

PASTORAL DO DÍZIMO

É implantada nas paróquias, com suas equipes e coordenações.
Em nível diocesano, está em formação uma equipe de coordenação e animação.

NOVAS COMUNIDADES E FUNDAÇÕES

1 - COMUNIDADE CATÓLICA “NOVA ALIANÇA”
Abertura: 02.02.1991
Coordenador: Magno Fernando José Ferreira
Diretores Espirituais: Pe. Samuel e Pe. Rafael
End.: Av. Miguel João, 463, Centro 
75020-360  ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 97 - 75001-970
Tel.: (62) 3099.6067 (Resid.); 3943.5555 (Escritório)
Site: www.comnovaalianca.com.br
E-mail: comunidade@comnovaalianca.com.br
 
2 -  COMUNIDADE “HESED”
Instituto "Hesed" dos Irmãos e Irmãs da Sta. Cruz e da Bem-Aventurada
Virgem Maria do Monte Carmelo
Abertura: 05.01.2004
Coordenadora: Ir. Maria da Cruz
Diretor Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Endereço: Rua Santa Rita, Chácara 18-19, MIRANÁPOLIS
Cx. Postal 59
75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099.4578
Site: www. institutohesed.org.br
E-mail: hesedguadalupe@hotmail.com
3 - COMUNIDADE CATÓLICA DE EVANGELIZAÇÃO “LANÇAI REDE”
Coordenador: João Bosco de Souza Gonçalves
Diretor Espiritual: Fr. Stanislau Mikolajczuk, OFMConv.
End.: Av. Planalto, 153 - Vila Jaiara
75064-720 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319.2897; 8227.0303
Site: www.lançairede.com
E-mail: lançairede@cultura.com.br; j.bosconeo@hotmail.com

4 - COMUNIDADE “NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS”
Abertura: 20.05.2000
Coordenador: Kleiton Carlos Assis Lemos
Diretor Espiritual: 
Endereço: Av. JK, 2745, Bairro: JK - Nova Capital
75114-225 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3314.9315
E-mail: vidanoespirito@ig.com.br
5 - COMUNIDADE “TOCA DE ASSIS”
Abertura: 12.02.2004
Coordenadora: Ir. Maria Fernanda
Diretor Espiritual: Pe. Erivelton da Silva Barros Teixeira
Endereço: Rua Santa Rita de Cássia, Chácara 36; Miranápolis
75024-970 ANÁPOLIS - GO - Caixa Postal: 73
Tel.: (62) 3099.1216
Site: www.tocadeassis.org.br
E-mail: anapolis@sacramento.tocadeassis.org.br
 
6 - COMUNIDADE CATÓLICA “RAINHA DO SILÊNCIO”
Abertura: 02.02.1994
Coordenadora: Ir. Nina Rosa B. de Freitas
Diretor Espiritual: Fr. Donário V. Cardoso
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 665; Bairro Jundiaí
75110-730 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3317.3296
E-mail: comunidaderainhadosilencio@ig.com.br

 

História dos Santos

Maria Francisca Rubatto

0608 mariafranciscarubattoEm Carmanhola, cidade agrícola de intensa atividade pastoral, próxima de Turim, nasceu Ana Maria Rubatto, em 14 de fevereiro de 1844, numa família simples e cristã. Desde a infância, fez voto de virgindade, recusando, mais tarde, um casamento vantajoso. Aos dezenove anos, após algumas tragédias familiares, como a morte de alguns irmãos pequenos e a perda dos pais, deixou a cidade. Foi para Turim, onde residia sua irmã mais velha.

Durante cinco anos, dedicou-se às obras de caridade, fazendo parte da equipe de auxiliares do futuro são João Bosco, no seu Oratório. Lá, a rica e nobre senhora Scoffone, também pia e caridosa, fez dela sua filha adotiva. Levou-a para viver em sua casa e tornou-a sua conselheira na administração do seu patrimônio. Ao morrer, doou tudo, em testamento, para as obras dos padres do Cotolengo de Turim. Os anos vividos ao lado da senhora Scoffone foram de intenso empenho espiritual e caritativo.

Após o falecimento da protetora, voltou para junto de sua irmã. No verão de 1883, costumava ir para o balneário de Loano, na Riviera da Ligúria, onde ajudava as famílias e cuidava dos pescadores doentes em suas casas, dando, também, assistência às crianças abandonadas. Nesse local, uniu-se a um grupo de senhoras pias que se dedicavam às obras de caridade. Esse pequeno núcleo iniciava-se numa vida comunitária religiosa, inspirando-se no ideal de são Francisco de Assis, sob a direção do capuchinho padre Angélico.

Logo o padre percebeu que Ana Maria tinha uma fantástica capacidade organizadora de obras de caridade e que sua vocação missionária era emocionante, só voltada para a salvação das almas. Por isso o próprio padre Angélico incentivou-a a criar um novo Instituto. Em janeiro de 1885, vestiu o hábito religioso franciscano, junto com algumas das senhoras. Nascia a família religiosa das Irmãs Terciárias Capuchinhas de Loano, depois chamadas Irmãs Capuchinhas de Madre Rubatto, com a finalidade de dar assistência aos enfermos, especialmente em domicílio, e proporcionar a educação cristã da juventude.

Ana Maria emitiu os segundos votos em 1886, tomando o nome de Maria Francisca de Jesus. Foi eleita a primeira madre superiora do Instituto, cargo que manteve até a morte.

A sua obra difundiu-se rapidamente na Itália e também na América Latina. A partir de 1892, madre Maria Francisca começou a viajar para o Uruguai, a Argentina e o Brasil. Em 1895, fundou a primeira casa do seu Instituto fora do seu país, no Uruguai. Depois, acompanhou um grupo de religiosas à Missão de Alto Alegre, no Maranhão, Brasil, onde, em 1901, sete delas morreram mártires sob um dos ataques dos índios. A Argentina também recebeu a semente da sua Obra.

Ao todo, foram vinte casas abertas nos vinte anos do seu governo, todas organizadas e fundadas por madre Maria Francisca. Estava no Uruguai, em Montevidéu, quando adoeceu. Foi um exemplo cristão até no sofrimento. Morreu em 6 de agosto de 1904, nessa cidade, onde foi enterrada na capela da primeira casa fundada em terras estrangeiras.

A congregação, desde 1964, está presente na Etiópia, África. O papa João Paulo II proclamou-a, solenemente, a "primeira bem-aventurada do Uruguai" em 1993. A celebração da bem-aventurada Maria Francisca Rubatto deve acontecer no dia de sua morte.

São Ranieri de Pisa

1706 ranieridepisaA cidade de Pisa era, nos séculos XI e XII, um importante pólo comercial marítimo da Itália, que contribuía também no combate aos piratas sarracenos. Assim, paralelamente, ao burburinho dos negócios, a vida mundana da corte era exuberante e tentadora, principalmente para os mais jovens.

Foi nessa época, no ano 1118, que Ranieri Scacceri nasceu em Pisa. Era filho único de Gandulfo e Emengarda, ambos de famílias tradicionais de nobres mercadores riquíssimos. A sua educação foi confiada ao bispo de Kinzica, para que recebesse boa formação religiosa e para os negócios. Porém Ranieri, mostrando forte inclinação artística, preferiu estudar lira e canto. E para desgosto dos pais e do bispo, seu tutor, ele se entregou à vida fútil e desregrada, apreciando as festas da corte onde se apresentava. Com isso, tornou-se uma figura popular e conhecida na cidade de Pisa.

Aos dezenove anos de idade, impressionado com a vida miserável dos pobres da cidade e percebendo a inutilidade de sua vida, decidiu mudar. Contribuiu para isso o encontro que teve com o eremita Alberto da Córsega, que o estimulou a voltar para a vida de valores cristãos e a serviço de Deus. Foi assim que Ranieri ingressou no Mosteiro de São Vito, em Pisa, apenas como irmão leigo.

Depois de viver, até os vinte e três anos de idade, recolhido como solitário, doou toda a sua fortuna aos pobres e necessitados e partiu em peregrinação à Terra Santa, onde permaneceu por quase quatorze anos. Viajou por todos os lugares santos de Jerusalém, Acre e outras cidades da Palestina, conduzindo a sua existência pelo caminho da santidade. Foi nessa ocasião que sua virtude taumatúrgica para com os pobres passou a manifestar-se. Vestido com roupas pobres, vivendo só de esmolas, Ranieri lia segredos nos corações, expulsava demônios, realizava curas e conversões.

Já com fama de santidade, em 1154 retornou a Pisa e ao Mosteiro de São Vito, mas sempre como irmão leigo. Em pouco tempo, tornou-se o apóstolo e diretor espiritual dos monges e dos habitantes da cidade. Segundo os registros da Igreja, os seus prodígios ocorriam por meio do pão e da água benzidos, os quais distribuía a todos os aflitos que o solicitavam, o que lhe valeu o apelido de "Ranieri d'água".

Depois de sete anos do seu regresso da longa peregrinação, Ranieri morreu no dia 17 de junho de 1161. E desde então os milagres continuaram a ocorrer por sua intercessão, por meio da água benzida com sua oração ou colocada sobre sua sepultura.

Canonizado pelo papa Alexandre III, são Ranieri de Pisa foi proclamado padroeiro dos viajantes e da cidade de Pisa. A catedral dessa cidade conserva suas relíquias, que são veneradas no dia de sua morte.

São Galo

0107 galoFilho de pais nobres e ricos, descendente de família tradicional da corte da França, Galo nasceu no ano 489, na cidade de Clermont, na diocese de Auvergne. Foi tio e professor de outro santo da Igreja, o bispo Gregório de Tours.

Na sua época era costume os pais combinarem os matrimônios dos filhos. Por isso ele estava predestinado a casar-se com uma jovem donzela de nobre estirpe.

Mas Galo, desde criança, já havia dedicado sua alma à vida espiritual. Para não ter de obedecer à tradição social, ele fugiu de casa, refugiando-se no convento de Cournou, daquela mesma diocese.

Após intensas negociações, seu pai acabou permitindo que ele ingressasse na comunidade monástica. Foi assim que Galo iniciou uma carreira totalmente voltada para a fé e aos atos litúrgicos. Ele era tão dedicado às cerimônias da santa missa que se especializou nos cânticos. Contam os escritos que, além do talento para a música, era também dotado de uma voz maravilhosa, que encantava e atraía fiéis para ouvi-lo cantar no coro do convento.

Mas suas virtudes cristãs não se limitavam às liturgias. Sua atuação religiosa logo lhe angariou prestígio e, em pouco tempo, foi designado para atuar na corte de Teodorico, rei da Austrásia, atualmente Bélgica. Em 527, quando morreu o bispo Quinciano, Galo era tão querido e respeitado que o povo o elegeu para ocupar o posto.

Se não bastasse sua humildade, piedade e caridade, para atender às necessidades do seu rebanho Galo protagonizou vários prodígios ainda em vida. Um dos mais citados foi ter salvado a cidade de um pavoroso incêndio que ameaçava transformar em cinzas todas as construções locais. As orações de Galo teriam aplacado as chamas, que se apagavam na medida em que ele rezava. Outro muito conhecido foi o que livrou os habitantes de morrerem vítimas de uma peste que assolava a região. Diante da bênção de Galo, o fiel ficava curado da doença.

Ele morreu em 1o de julho de 554, causando forte comoção na população, que logo começou a invocá-lo como santo nas horas de dor e necessidade, antes mesmo de sua canonização ter sido decretada. Com o passar dos séculos, são Galo, foi incluído no livro dos santos da Igreja de Roma, cuja festa litúrgica foi mantida no dia da sua morte, como quer a tradição cristã.

São Júlio I

1204O Martirológio Romano enumera nove santos e oito santas com esse nome e quase todos são mártires do primeiro século do cristianismo. Mas, hoje, celebramos Júlio, o primeiro papa a tomar este nome, e que dirigiu a Igreja de 337 a 352.

Júlio era de origem romana, filho de um certo cidadão chamado Rústico. Viveu no período em que a Igreja respirava a liberdade religiosa concedida pelo imperador Constantino, o Magno, em 313. Essa liberdade oferecia ao cristianismo melhores condições de vida e expansão da religião. Por outro lado, surgiram as primeiras heresias: donatismo, puritanismo na moral,e o arianismo, negando a divindade de Cristo.

Com a morte de Constantino, os sucessores, infelizmente, favoreceram os partidários do arianismo. O papa Júlio I tomou a defesa e hospedou o patriarca de Alexandria, Atanásio, o grande doutor da Igreja, batalhador da fé no concílio de Nicéia e principal alvo do ódio dos arianos, que o tinham expulsado da sede patriarcal. O papa Júlio I convocou dois sínodos de bispos em que, com a condenação do semi-arianismo, Atanásio foi reabilitado, recebendo cartas do papa que se felicitava com a Igreja de Alexandria, baluarte da ortodoxia cristã.

O papa Júlio I construiu várias igrejas em Roma: a dos Santos Apóstolos, a da Santíssima Maria de Trastévere, e três mandou construir nos cemitérios das vias Flavínia, Aurélia e Portuense, respectivamente as igrejas de São Valentim, de São Calisto e de São Félix. Cuidou da organização eclesiástica e da catequese catecumenal, ou seja, dos adultos e mais velhos.

Morreu em 352, após quinze anos de pontificado. Foi sepultado no cemitério de Calepódio, na via Aurélia, numa igreja que ele também havia mandado edificar. Sua veneração começou entre os fiéis a partir do século VII. Suas relíquias, segundo a tradição, foram transladadas para a basílica de São Praxedes a pedido do papa Pascoal I. O seu culto, que já fora autorizado, refloresceu em 1505, quando do seu translado para a basílica da Santíssima Maria de Trastévere, em Roma.

São Bernardo de Claraval

2008 bernardodeclaravalBernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.

Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.

Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.

Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com freqüência e impunha-se severa penitência.

Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.

São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.

Santo Anselmo

2104Anselmo fugiu de casa para poder tornar-se um religioso. Para ele o significado do ato ia além de abandonar a proteção paterna, significava esquecer toda a fortuna e influência que sua família possuía.

Anselmo nasceu em Aosta, no norte da Itália, em 1033, e seu pai freqüentava as rodas da nobreza reinante. Por isso projetou para o filho uma carreira que manteria e até aumentaria a fortuna do clã, razão pela qual se opunha rigidamente à vontade do filho de tornar-se sacerdote. Como Anselmo perdera a mãe muito cedo, e tinha um coração doce e manso, como registram os escritos, fez a vontade do pai até os vinte anos.

Mas, dentro de si, a tristeza crescia. Anselmo queria dedicar-se de corpo e alma à sua fé, contrária à vida mundana de festas em meio ao luxo e à riqueza. Estudava com os beneditinos e sua vocação o chamava a todo instante. Assim, um dia não agüentou mais e fugiu de casa.

Vagou pela Borgonha e pela França até chegar à Normandia, onde, então, se entregou aos estudos religiosos, sob a orientação do monge Lanfranco. Em pouco tempo, ordenou-se e formou-se teólogo. Tão rapidamente quanto sua alma desejava, viu-se eleito abade do mosteiro e professor. Passou, então, a pregar pelas redondezas e, como o cargo o permitia, a liderar a implantação de uma grande reforma monástica.

Como seu trabalho lhe trouxe renome, passou a influenciar intelectualmente na sua época, tanto espiritual quanto materialmente, por meio do que escrevia. Foram tantos os escritos deixados por ele que é considerado o fundador da ciência teológica no Ocidente.

Chegou a arcebispo-primaz da Inglaterra. Conta-se que enfrentou duras perseguições do rei Guilherme, o Vermelho, e de Henrique I. Mas tinha a fala tão mansa e argumentos tão pacíficos que com eles desarmava seus inimigos e virava o jogo a seu favor.

Anselmo morreu em Canterbury, com setenta e seis anos, no dia 21 de abril de 1109, e foi declarado "doutor da Igreja" pelo papa Clemente XI em 1720.

São Fidelis de Sigmaringen

2404Ele nasceu numa família de nobres em 1577, na cidade de Sigmaringen, na Alemanha, e foi batizado com o nome de Marcos Reyd. Na Universidade de Friburgo, na Suíça, estudou filosofia, direito civil e canônico, onde se formou professor e advogado em 1601.

Durante alguns anos, exerceu a profissão de advogado em Colmar, na Alsácia, recebendo o apelido de "advogado dos pobres", porque não se negava a trabalhar gratuitamente aos que não tinham dinheiro para lhe pagar.
Até os trinta e quatro anos, não tinha ainda encontrado seu caminho definitivo, até que, em 1612, abandonou tudo e se tornou sacerdote. Ingressou na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinhos de Friburgo, vestindo o hábito e tomando o nome de Fidelis. Escreveu muito, e esses numerosos registros o fizeram um dos mestres da espiritualidade franciscana.

Como era intelectual atuante, acabou assumindo missões importantes em favor da Igreja e, a mando pessoal do papa Gregório XV, foi enviado à Suíça, a fim de combater a heresia calvinista. Acusado de espionagem a serviço do imperador austríaco, os calvinistas tramaram a sua morte, que ocorreu após uma missa em Grusch, na qual pronunciara um fervoroso sermão pela disciplina e obediência dos cristãos à Santa Sé.

Em suas anotações, foi encontrado um bilhete escrito dez dias antes de sua morte, dizendo que sabia que seria assassinado, mas que morreria com alegria por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando foi ferido, por um golpe de espada, pelos inimigos, pôs-se de joelhos, perdoou os seus assassinos e, rezando, abençoou a todos antes de morrer, no dia 24 de abril de 1622.
O papa Bento XIV canonizou são Fidelis de Sigmaringen em 1724.

São Gregório João Barbarigo

1806 gregorioGregório João Barbarigo nasceu em Veneza, no dia 16 de setembro de 1625, numa família rica da aristocracia italiana. Aos quatro anos de idade ficou órfão de mãe, sendo educado pelo pai, que encaminhou os filhos no seguimento de Cristo. Foi tão bem sucedido que Gregório, aos dezoito anos de idade, era secretário do embaixador de Veneza.

Em 1648, acompanhou o embaixador à Alemanha para as negociações do Tratado de Vestefália, referente à Guerra dos Trinta Anos. Na ocasião, conheceu Fábio Chigi, o núncio apostólico, que o orientou nos estudos e o encaminhou para o sacerdócio.

Quando o núncio foi eleito papa, com o nome de Alexandre VII, nomeou Gregório Barbarigo cônego de Pádua; em 1655, prelado da Casa pontifícia e dois anos mais tarde foi consagrado bispo de Bérgamo. Finalmente, em 1660, tornou-se cardeal.

O papa sabia o que estava fazendo, pois as atividades apostólicas de Gregório Barbarigo marcaram profundamente a sua época. Dotou o seminário de Pádua com professores notáveis, provenientes não só da Itália, mas também de outros países da Europa, aparelhando a instituição para o estudo das línguas orientais. E fundou uma imprensa poliglota, uma das melhores que a Itália já teve.

Pôde desenvolver plenamente seu trabalho pastoral, fundando escolas populares e instituições para o ensino da religião, para orientação de pais e educadores. Num período de peste, fez o máximo na dedicação ao próximo. Cuidou para estender a assistência à saúde para mais de treze mil pessoas.

Gregório Barbarigo fundou, ainda, inúmeros seminários, que colocou sob as regras de são Carlos Borromeu, e constituiu a Congregação dos Oblatos dos Santos Prosdócimo e Antônio. Foi um dos grandes pacificadores do seu tempo, intervindo, pessoalmente, nas graves disputas políticas de modo que permanecessem apenas no campo das idéias.

Depois de executar tão exuberante obra reformista, morreu em Pádua no dia 18 de junho de 1697. Foi canonizado por seu conterrâneo, o papa João XXIII, em 1960, que, como afirmou no seu discurso na solenidade, elevou são Gregório João Barbarigo ao posto que ele merecia ocupar na Igreja.