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LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS

"A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja que deve refletir a Santíssima Trindade. A Igreja é comunhão. As Paróquias são células vivas da Igreja e os lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja. Portanto, deve se cultivar a formação comunitária especialmente na paróquia". (Doc. Aparecida, 304).

PASTORAL VOCACIONAL

Coordenador: Pe. Edmilson Luiz de Almeida
Equipe: Pe. Cláudio Cabral Gundin e Pe. Fábio Aparecido Barbosa
Seminário Maior Diocesano Imaculado Coração de Maria
End.: Est. Santa Cruz, Chacará 2, Miranápolis - Cx. Postal 411
Cep.: 75.001-970 ANÁPOLIS-GO
Tel.: (62) 3098 - 5547; 3098 - 5537
E-mail: seminariodeanapolis@hotmail.com

PASTORAL PRESBITERAL

Representante do Clero: Pe. Françoa Rodrigues Figueiredo Costa
End.: Paróquia Nossa Senhora D'Abadia 
Rua Engenheiro Portela, Qd. H Lt. 84, Vila Góis
Cx. Postal 1435, CEP: 75120 - 120 ANÁPOLIS - GO 
Tel.: (62) 3313. 1219

 

 



SETOR JUVENTUDE

Assistente Espiritual: Pe. William Delfino de Santana
Coordenação diocesana: Renato P. de Souza e João Paulo Pericoli.
End.: Rua 23, Qd. 90, Lt. 03; JK Nova Capital.
Tel.: (62) 8404 - 8182
E-mail: renato@santacasa.org 

PASTORAL FAMILIAR

Assistente Espiritual: Pe. Wôlnei Ferreira de Aquino.
Coordenadores Diocesanos: Joarez Damasceno Gomes e Doraci Neves Gomes 
End. R. Domingos Joaquim, n. 428, Centro.
Cep.: 75470 - 000 NOVA VENEZA - GO

Tel.: (62) 3356 - 1407; 8459 - 4683
E-mail: joarezsena@hotmail.com

 

Equipe Pré-matrimonial:

 

Coordenadores: Lindomar Alves Carneiro e Diva Jardim Carneiro;
End.: Av. Paraguai, 1558; Vila Formosa II Etapa
Cep.: 75.000-000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 1218

 

 


PASTORAL DOS NOIVOS

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Bernardo A. Coutinho e Marlene J. de Morais Coutinho
End.: Av. Bandeirantes, 1145; Bairro de Lourdes
75095-270 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314.9967; Cel.: 9224.4979

"AMOR INFINITO"

Assistente Espiritual: Pe. Agnaldo dos Santos Bueno
Coordenadoras Diocesanas: Izaura Aparecida de Moura Souza e Cleuza Cabral Gundim
End.: Av. Fernando Costa, 1455, Vila Jaiara
75064-780 ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 243, Cep.: 75.024-971
Tel.: (62) 3319 - 1690; 9148 - 6134

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Virtuoso
Coordenadora Diocesana: Sônia Maria Rosa de Melo
End.: Rua Da. Iamina Caied, Qd. 01, Lt. 02, Vila Popular
75125-560 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3781; Cel.: 9268 - 8489

CURSILHO DE CRISTANDADE

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenador Diocesano: Alcianio Moreira Alves
End.: Av. 10, Qd. 27, Lt. 12; Bairro: Jardim Village
75000 - 000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9627 - 2701
Site: www.cursilhoanapolis.com.br
E-mail: beatriz_galera@yahoo.com.br

ECC - ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO

Assistentes Espirituais: Pe. Jacob do Nascimento Ribeiro
Coordenadores Diocesanos: Israel Pires Feitosa e Rita de Cássia Ferreira Feitosa
End.: Rua Victor Antonio Braga, Qd. 01, Lt. 06, Parque Residencial Ander  
75095-420 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314 - 5286; Cel.: 8581 - 7438; 9145 - 6118


EJC - ENCONTRO DE JOVENS COM CRISTO "SEGUE-ME"

Assistente Espiritual: Pe. Walter Matheus Trautenberger
Coordenadores Diocesanos:
Bruno Roger Silva - Tel.: 3318 - 2012; 8552 - 5433;
E-mail: lcbrunorsilva@hotmail.com
Thaís Cristina - Tel.: (62) 8470 - 8618; 8141- 4223
Casal Coordenador: Cícero Gonzaga Tavares e Sílvia Lemes Rosa Tavares
End.: Av. Senador Caiado, Qd. 14, Lt. 02; Bairro: São Carlos
75084 - 193 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3701 - 2236; 9129 - 1542; 9296 - 1738;
E-mail: gonzaga.cgp@ig.com.br 

MECA - MOVIMENTO DE ENCONTRO CONJUGAL DE ANÁPOLIS

Assistente Espiritual: Pe. Thiago Henrique de J. Monteiro 
Coordenadores Diocesanos: Silvano Aparecido G. de Solza e M. Vera Lúcia do S. de Souza
End.: R.26, Qd. 10, Lt. 31; Bairro: Jardim Progresso
Cep.: 75.063-450 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9227 - 5096; 9123 - 8642
Site: www.encontroconjugal.com.br
E-mail: encontroconjugal@hotmail.com; silvano.vera@hotmail.com

EQUIPES DE NOSSA SENHORA

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Pereira Lemos
Coordenadores Diocesanos: José Eloy de Carvalho e  Fernandes e  Holianda Luzia de Carvalho
End.: R. Adriano Patricia, Qd. 06, Lt. 17; Bairro: Jardim Ana Paula
Cep.: 75125-150 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319 - 2019; Cel.: 8192 - 6235
E-mail: czeloy@yahoo.com.br

LEGIÃO DE MARIA

Assistente Espiritual: Pe. Rui José Schmeing
Coordenadora Diocesana: Ilda Pereira de Castro
End.: Rua 14, Qd. 14, Lt. 03; Vila Miguel Jorge
75123-260 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313 - 3962; Cel.: 9196 - 3983
E-mail: legiaodemaria.anapolis@ig.com.br

LIGA CATÓLICA

Assitente Espiritual:  
Coordenador Diocesano: João Faustino de Lima
End.: Rua P-43, Qd. 26 Lt. 01, Jardim Progresso
Cep.: 75063-590 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9217 - 8112

MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Coordenadora Diocesana: Giolanda Carneiro Cardoso
End.: Av. Presidente Kennedy, 110; Bairro Maracanã
Cep.: 75040-040 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099 -7937; Cel.: 9151 - 8000
E-mail: giolandacardoso@hotmail.com

MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO - CENÁCULOS

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos: Luís Teófilo de O. Neto e Inês Aparecida F. de Oliveira
End.: Rua Antônio M. Rodrigues, n° 121, Centro
72960-000 CORUMBÁ - GO
Tel.: Cel.: 9276 - 5898; 8146 - 3767;
E-mail: l.toneto@hotmail.com

RCC - RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Assistente Espiritual: Pe. Samuel Alves de Campos (Com. Nova Aliança)
Coordenador Diocesano: Ákison Miranda
End.: Sede: Rua N 10, Qd. 20 Lt. 1A; Vila São Joaquim
Cep.: 75045-145 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3387 - 2439; Cel.: 8513 - 0577; 9347 - 5341
E-mail: rcc.anapolis@bol.com.br; rcc.anapolis@hotmail.com

ORDEM FRANCISCANA SECULAR (TERCEIRA ORDEM)

Assistente Espiritual: Frei Ronildo Arruda de Souza, OFM
Coordenadora Diocesana: Terezinha Alves de Mello
End.: Rua Péricles Ramos, 311; Bairro Jundiaí
75110-570 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324 - 2771; 8484 - 1084
E-mail: terezinhamelo.ofs@hotmail.com

OBRA DOS SANTOS ANJOS

Reitor: Pe. Basil Nottz, ORC
Coordenadora: Ir. Maria Liliana
End.: Estrada Anápolis - Sousânia km 8 - Miranápolis
Cx. Postal 021
Cep.: 75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3902 - 6593
E-mail: secretariado.oa@gmail.com

GRUPO DE INTERCESSÃO "DIVINA MISERICÓRDIA"

Coordenadora: Rosa Pereira de Abreu
End.: Rua Leopoldo de Bulhões, 1426 - Centro
Cep.: 75.040-5000 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3315 - 3336; 9297 - 6214

PASTORAL DO DÍZIMO

É implantada nas paróquias, com suas equipes e coordenações.
Em nível diocesano, está em formação uma equipe de coordenação e animação.

NOVAS COMUNIDADES E FUNDAÇÕES

1 - COMUNIDADE CATÓLICA “NOVA ALIANÇA”
Abertura: 02.02.1991
Coordenador: Magno Fernando José Ferreira
Diretores Espirituais: Pe. Samuel e Pe. Rafael
End.: Av. Miguel João, 463, Centro 
75020-360  ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 97 - 75001-970
Tel.: (62) 3099.6067 (Resid.); 3943.5555 (Escritório)
Site: www.comnovaalianca.com.br
E-mail: comunidade@comnovaalianca.com.br
 
2 -  COMUNIDADE “HESED”
Instituto "Hesed" dos Irmãos e Irmãs da Sta. Cruz e da Bem-Aventurada
Virgem Maria do Monte Carmelo
Abertura: 05.01.2004
Coordenadora: Ir. Maria da Cruz
Diretor Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Endereço: Rua Santa Rita, Chácara 18-19, MIRANÁPOLIS
Cx. Postal 59
75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099.4578
Site: www. institutohesed.org.br
E-mail: hesedguadalupe@hotmail.com
3 - COMUNIDADE CATÓLICA DE EVANGELIZAÇÃO “LANÇAI REDE”
Coordenador: João Bosco de Souza Gonçalves
Diretor Espiritual: Fr. Stanislau Mikolajczuk, OFMConv.
End.: Av. Planalto, 153 - Vila Jaiara
75064-720 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319.2897; 8227.0303
Site: www.lançairede.com
E-mail: lançairede@cultura.com.br; j.bosconeo@hotmail.com

4 - COMUNIDADE “NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS”
Abertura: 20.05.2000
Coordenador: Kleiton Carlos Assis Lemos
Diretor Espiritual: 
Endereço: Av. JK, 2745, Bairro: JK - Nova Capital
75114-225 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3314.9315
E-mail: vidanoespirito@ig.com.br
5 - COMUNIDADE “TOCA DE ASSIS”
Abertura: 12.02.2004
Coordenadora: Ir. Maria Fernanda
Diretor Espiritual: Pe. Erivelton da Silva Barros Teixeira
Endereço: Rua Santa Rita de Cássia, Chácara 36; Miranápolis
75024-970 ANÁPOLIS - GO - Caixa Postal: 73
Tel.: (62) 3099.1216
Site: www.tocadeassis.org.br
E-mail: anapolis@sacramento.tocadeassis.org.br
 
6 - COMUNIDADE CATÓLICA “RAINHA DO SILÊNCIO”
Abertura: 02.02.1994
Coordenadora: Ir. Nina Rosa B. de Freitas
Diretor Espiritual: Fr. Donário V. Cardoso
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 665; Bairro Jundiaí
75110-730 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3317.3296
E-mail: comunidaderainhadosilencio@ig.com.br

 

História dos Santos

São João Calábria

0810 joaoJoão Orestes Maria Calábria, seu nome de batismo, nasceu em 8 de outubro de 1873, em Verona, Itália, sétimo filho de uma família cristã muito humilde. O pai, Luís, era sapateiro e a mãe, Ângela, uma empregada doméstica e cristã exemplar. Desde pequeno, João teve uma saúde frágil, agravada ainda pela grande fome que atingira a região do Vêneto, norte da Itália, em sua infância, deixando-o subnutrido.

Quando o pai faleceu, teve de interromper o quarto ano do ensino básico para trabalhar como garçom. Com a ajuda de padres amigos da família, começou a estudar para entrar no seminário e, em 1892, conseguiu ingressar no de Verona. Muito preocupado com os necessitados, desde o início teve a preocupação de visitar os doentes, mas desdobrava-se na catequese das crianças abandonadas, suas prediletas.

Em 1894, foi chamado para o serviço militar. Esta fase, segundo seus orientadores, seria interessante para colocar à prova sua verdadeira vocação sacerdotal. Logo foi escalado para a enfermaria do hospital militar, onde se dedicou de corpo e alma a cuidar dos enfermos.

Após dois anos, retornou ao seminário, onde foi aprovado como noviço. Mas o seminarista Calábria nunca mais deixaria de visitar o hospital militar. Em 1901, recebeu sua ordenação sacerdotal.

Designado para o ministério na diocese de Verona, deixou sua marca de bom pastor em várias paróquias onde atuou. Em 1907, foi nomeado vigário da Reitoria de São Benedito ao Monte. Lá, devido à sua especial atenção para com as crianças abandonadas, criou, no mesmo ano, uma casa de acolhida para elas, chamada "Casa dei Buoni Fanciulli", isto é, "Casa dos Bons Meninos", cuja sede depois foi transferida para a próxima cidade de São Zeno, onde hoje está a Casa-mãe. Em breve, os lares para as crianças abandonadas foram se estendendo por toda a Itália.

Em decorrência dessa obra, ele acabou fundando também duas congregações religiosas. Primeiro a masculina: dos Pobres Servos da Divina Providência; logo depois o ramo feminino: das Pobres Servas da Divina Providência. A orientação básica que o fundador costumava repetir aos seus religiosos, colaboradores leigos e aos jovens dos lares que criou era muito simples, como foi toda a sua vida: "Sejam evangelhos viventes". Com isso lhes pedia para encontrarem o amor de Deus vendo o irmão necessitado como a única fonte para poder sentir e demonstrar a verdadeira Paixão de Jesus Cristo pela humanidade.

João Calábria faleceu no dia 4 de dezembro de 1954, na Casa-mãe de suas obras, em São Zeno. O papa Pio XII, que na ocasião também estava doente, quando recebeu a notícia da morte de padre Calábria, cuja vida acompanhou e admirava, assim o definiu: era um "campeão de evangélica caridade".

Canonizado pelo papa João Paulo II em 1999, a data comemorativa oficial da memória de são João Calábria ocorre no dia 8 de outubro, em vez de 4 de dezembro, por uma especial autorização concedida, a pedido das congregações, pela Santa Sé. Expandidas por toda a Itália, atravessaram oceanos, estabelecendo-se no Uruguai, Brasil, Argentina, Paraguai, Chile, Colômbia, Angola, Filipinas, Índia, Rússia, Romênia e Quênia. Além disso, floresceu um ramo na América Latina: as Irmãs Missionárias dos Pobres, dando vigor e continuidade à obra do santo fundador.

São Ludgero

26marcLudgero nasceu no ano 742 em Zuilen, Friesland, atual Holanda, e foi um dos grandes evangelizadores do seu tempo. Era descendente de família nobre e, dedicado aos estudos religiosos desde pequeno. Ordenou-se sacerdote em 777, em Colônia, na Alemanha. Seu trabalho de apóstolo teve início em sua terra natal, pois começou a trabalhar justamente nas regiões pagãs da Holanda, Suécia, Dinamarca, ponto alto da missão de São Bonifácio, que teve como discípulos São Gregório e Alcuíno de York, dos quais foi seguidor também Ludgero.

Mais tarde, foi chamado pelo imperador Carlos Magno para evangelizar as terras que dominava. Entretanto, este empregava métodos de conversão junto aos povos conquistados, não condizentes com os princípios do cristianismo. Logo de início, por exemplo, obrigava os soldados vencidos a se converterem pela força, sob pena de serem condenados à morte se não se batizassem.

Como conseqüência dessa atitude autoritária estourou a revolta de Widukindo e Ludgero teve que fugir, seguindo para Roma. Depois foi para Montecassino, onde aprimorou seus estudos sobre o catolicismo e vestiu o hábito de monge, sem contudo emitir os votos.

A revolta de Widukindo foi a muito custo dominada em 784 e o próprio Carlos Magno foi a Montecassino pedir que Ludgero retornasse para seu trabalho evangelizador, que então produziu muitos frutos. Pregou o evangelho na Saxônia e em Vestfália. Carlos Magno ofereceu-lhe o bispado de Treves, mas ele recusou. Ludgero emitiu os votos tomando o hábito definitivo de monge e fundou um mosteiro, ao redor do qual cresceu a cidade de Muester , cujo significado, literalmente, é mosteiro, e da qual foi eleito o primeiro bispo.

Ludgero não parou mais, fundou várias igrejas e escolas, criou novas paróquias e as entregou aos sacerdotes que ele mesmo formara. Ainda encontrou tempo para retomar a evangelização na Frísia, realizando o seu sonho de contribuir para a conversão de sua pátria, a Holanda, e fundar outro mosteiro, este beneditino, em Werden, antes de morrer, que ocorreu no dia 26 de março de 809.

O corpo de Ludgero foi sepultado na capela do mosteiro de Werden. Os fiéis tornaram o local mais uma meta de peregrinação pedindo a sua intercessão para muitas graças e milagres, que passaram a ocorrer em abundância. O culto à São Ludgero, que ocorre neste dia é muito intenso especialmente na Holanda, Suécia, Bélgica, Dinamarca, Alemanha, Itália, países cujo solo pisou durante seu ministério.

Santo Eusébio de Vercelli

0208 eusebioEusébio nasceu na ilha da Sardenha, no ano 283. Depois da morte do seu pai, em testemunho da fé em Cristo, durante a perseguição do imperador Diocleciano, sua mãe levou-o para completar os estudos eclesiásticos em Roma. Assim, muito jovem, Eusébio entrou para o clero, sendo ordenado sacerdote. Aos poucos, foi ganhando a admiração do povo cristão e do papa Júlio I, que o consagrou bispo da diocese de Vercelli em 345.

Nessa condição, participou do Concílio de Milão em 355, no qual os bispos adeptos da doutrina ariana tentaram forçá-lo a votar pela condenação do bispo de Alexandria, santo Atanásio. Eusébio, além de discordar do arianismo considerou a votação uma covardia, pois Atanásio, sempre um fiel guardião da verdadeira doutrina católica, estava ausente e não podia defender-se. Como ficou contra a condenação, ele e outros bispos foram condenados ao exílio na Palestina.

Porém isso não o livrou da perseguição dos hereges arianos, que infestavam a cidade. Ao contrário, sofreu muito nas mãos deles. Como não mudava de posição e enfrentava os desafetos com resignação e humildade, acabou preso, tendo sido cortada qualquer forma de comunicação sua com os demais católicos. Na prisão, sofreu ainda vários castigos físicos. Contam os escritos que passou, também, por um terrível suplício psicológico.

Quando o povo cristão tomou conhecimento do fato, ergueu-se a seu favor. Foram tantos e tão veementes os protestos que os hereges permitiram sua libertação. Contudo o exílio continuou e ele foi mandado para a Capadócia, na Turquia e, de lá, para o deserto de Tebaida, no Egito, onde foi obrigado a permanecer até a morte do então imperador Constantino, a quem sucedeu Juliano, o Apóstata, que deu a liberdade a todos os bispos presos e permitiu que retomassem as suas dioceses.

Depois do exílio de seis anos, Eusébio foi o primeiro a participar do Concílio de Alexandria, organizado pelo amigo, santo Atanásio. Só então passou a evangelizar, dirigindo-se, primeiro, a Antioquia e, depois, à Ilíria, onde os arianos, com sua doutrina, continuavam confundindo o povo católico. Batalhou muito combatendo todos eles.

Mais tarde, foi para a Itália, sendo recepcionado com verdadeira aclamação popular. Em seguida, na companhia de santo Hilário, bispo de Poitiers, iniciou um exaustivo trabalho pela unificação da Igreja católica na Gália, atual França. Somente quando os objetivos estavam em vias de serem alcançados é que ele voltou à sua diocese em Vercelli, onde faleceu no dia 1o. de agosto de 371.

Apesar de ser considerado mártir pela Igreja, na verdade santo Eusébio de Vercelli não morreu em testemunho da fé, como havia ocorrido com seu pai. Mas foram tantos os seus sofrimentos no trabalho de difusão e defesa do cristianismo, passando por exílios e torturas, que recebeu esse título da Igreja, cujo mérito jamais foi contestado. Com a reforma do calendário litúrgico de Roma, de 1969, sua festa foi marcada para o dia 2 de agosto. Nesta data, as suas relíquias são veneradas na catedral de Vercelli, onde foram sepultadas e permanecem até os nossos dias.

Santo Alberto Magno

1511 albertomagnoUm ser pleno de virtudes, ciência, sabedoria e fé inabalável, grandioso em todos os sentidos. Frei dominicano, pregador eloqüente, magistral professor das ciências naturais e das doutrinas da fé, escritor, fundador, bispo e, finalmente, doutor da Igreja. Sim, essas qualificações pertencem a santo Alberto Magno, um dos mais importantes da Igreja e da humanidade.

O grande filósofo e teólogo que dedicou sua vida na busca incansável do encontro da ciência com a fé, e que se destacou, principalmente, pela humildade e caridade. Escreveu mais de vinte e duas obras sobre teologia e ciências naturais - como a filosofia, a química, a física, e a botânica -, além de inúmeros tratados sobre as artes práticas - como tecelagem, navegação, agricultura, Foi, sobretudo, um profundo observador e amante da natureza. Por tudo isso, ainda em vida era chamado de "o Magno" por seus contemporâneos.

Entretanto, ainda jovem, quase desistiu da vida religiosa, sentia dificuldades no entendimento do estudo da teologia. Mas segundo ele próprio, foi Nossa Senhora que o fez perseverar. Devotíssimo da Virgem Maria, durante as orações ela o teria aconselhado a não desistir, pois, se o fizesse, pouco a pouco os dons que tinha recebido lhe seriam tirados. Desde então, dizia: "Minha intenção última está na ciência de Deus". E sem dúvida, a forma rápida e fácil como aprendia tudo e a clareza com que pregava, explicava e ensinava, eram dons divinos.

Nascido em 1206, na Alemanha, Alberto pertencia à influente e poderosa família Bolsadt, rica, nobre, cristã e de tradição militar. Piedoso desde a infância, Alberto recebeu uma educação muito aprimorada, digna dos nobres. Porém sempre deixou evidente a sua preferência pelos estudos das ciências naturais e pela religião às alegrias fúteis da Corte.

Aos dezesseis anos, foi para a Universidade de Pádua, na Itália, onde, sob a tutela de Maria, completou os estudos superiores. Em 1229, tornou-se frade dominicano pregador. Lecionou nos principais pólos de cultura europeus de sua época, Itália, Alemanha e França. Em Paris, atraiu tantos estudantes e discípulos que teve de lecionar em praça pública. Que passou a ser chamada de praça Maubert, graças a santo Alberto Magno. O nome é uma derivação de Magnus Albert, e existe até hoje. Lá, entre seus discípulos, estava santo Tomás de Aquino, outro dominicano cuja importância não é menor.

Em 1254, eleito superior provincial de sua ordem na Alemanha, abriu mão da cátedra de Paris para ficar na comunidade dominicana sob sua direção, quando demonstrou todo o seu espírito de monge pobre e humilde. Viajou por grande parte da Alemanha sempre a pé e pedindo esmolas no caminho para alimentar-se. Assim, ele fundou vários conventos, além de renovar os já existentes.

Em 1260, foi nomeado bispo de Ratisbona, ocupando o cargo por dois anos, quando pediu exoneração. Não estava interessado no poder e sim no saber, voltou para a vida simples no convento que ele fundara e ao ensino na Universidade de Colônia. Já entrado nos setenta anos, foi incumbido pelo papa Urbano IV de liderar as cruzadas na Alemanha e na Boêmia. Em 1274, teve participação decisiva na união da Igreja grega com a latina, no segundo Concílio de Lyon.

Três anos antes de sua morte, santo Alberto Magno começou a perder a memória. Mandou, então, construir sua própria sepultura, e rezava o ofício dos mortos todos os dias. Morreu, serenamente, no dia 15 de novembro de 1280. O papa Pio XI canonizou-o proclamou-o doutor da Igreja em 1931. Dez anos depois, o papa Pio XII declarou-o padroeiro dos estudiosos das ciências naturais.

São João Evangelista

2712 joaoapostoloÉ muito difícil imaginar que esse autor do quarto evangelho e do Apocalípse tenha sido considerado inculto e não doutor. Mas foi dessa forma que o sinédrio classificou João, o apóstolo e evangelista, conhecido como "o discípulo que Jesus amava". Ele foi o único apóstolo que esteve com Jesus até a sua morte na cruz.

João era um dos mais jovens apóstolos de Cristo, irmão do discípulo Tiago Maior, ambos filhos de Zebedeu, rico pescador da Betsaida, e de Salomé, uma das mulheres que colaboravam com os discípulos de Jesus. Assim como seu pai, João era pescador, e teve como mestre João Batista, o qual, depois, o enviou a Jesus. João, Tiago Maior, Pedro e André foram os quatro discípulos que mais participaram do cotidiano de Jesus.

Costuma ser definido, entre os apóstolos, como homem de elevação espiritual, mais propenso à contemplação do que à ação. Apesar desse temperamento, foi incumbido por Jesus com o maior número de encargos, estando presente em quase todos os momentos e eventos narrados na Bíblia. Estava presente, por exemplo, quando ressuscitou a filha de Jairo, na Transfiguração de Jesus e na sua aflição no Getsêmani. Também na última ceia, durante o processo e, como vimos, foi o único na hora final. Na cruz, Jesus, vendo-o ao lado da Virgem, lhe confiou a tarefa de cuidar da Mãe, Maria.

Os detalhes que se conhece revelam que, após o Pentecostes, João ficou pregando em Jerusalém. Participou do Concílio de Jerusalém, depois, com Pedro, se transferiu para a Samaria. Mas logo foi viver em Éfeso, na companhia de Nossa Senhora. Dessa cidade, organizou e orientou muitas igrejas da Ásia. Durante o governo do imperador Domiciano, foi preso e exilado na ilha de Patmos, na Grécia, onde escreveu o quarto evangelho, o Apocalipse e as epístolas aos cristãos.

Diz a tradição que, antes de o imperador Domiciano exilar João, ele teria sido jogado dentro de um caldeirão de óleo fervente. Mas saiu ileso, vivo, sem nenhuma queimadura. João morreu, após muito sofrimento por todas as perseguições que sofreu durante sua vida, por pregar a Palavra de Deus, e foi sepultado em Éfeso. Tinha noventa anos de idade.

O evangelho de João fala dos mistérios de Jesus, mostrando os discursos do Mestre com uma visão mais aguçada, mais profunda. Enquanto os outros três descrevem Jesus em ação, João nos revela Jesus em comunhão e meditação, ou seja, em toda a sua espiritualidade. Os primeiros escritos de João foram encontrados em fragmentos de papiros no Egito, por isso alguns estudiosos acreditam que ele tenha visitado essas regiões.

São Xisto III

28marcXisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.

Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.

Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.

Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.

Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.

Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.

Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.

Santo Antônio Percierskij

1007 antonioAntônio, que antes se chamava Antipas, nasceu na Ucrânia no ano de 983. Percierskij, na realidade, não é o seu sobrenome, mas sim um apelido e tem um significado: "da gruta". Trata-se de uma referência à cela, escavada por ele mesmo, no vale de Dnjepr, próximo a Kiev, que deu origem à vida monástica russa.

Antônio "da gruta", desde a adolescência, sempre buscou a solidão das cavernas, típicas de sua região, para suas orações contemplativas. Depois viveu, até os quarenta e cinco anos de idade, peregrinando solitário pelos inúmeros mosteiros do monte Athos, na Grécia. Os registros indicam que ele permaneceu alguns anos no mosteiro de Esphigmenon, quando decidiu continuar a vida de penitência e oração na sua pátria. Foi assim que escavou a primeira gruta em Kiev.

Logo surgiram muitos seguidores, e curiosos, que se sentiam atraídos pelos ensinamentos e pela fama de santidade daquele homem de oração e penitência. Todos queriam aprender com o monge sábio e justo, que nunca se mostrava irritado. Era um homem manso e silencioso, pleno de misericórdia com todos. Essa sua personalidade foi muito bem retratada pelo fiel discípulo Nestor, ao escrever "Histórias dos tempos passados".

Contudo Antônio insistia em viver solitário, enquanto os seus seguidores formavam uma comunidade. Com sua permissão, foram construindo várias celas pela região e, depois, uma primeira igreja. Assim, em 1051, surgiu o "Mosteiro das Grutas", cuja arquitetura foi projetada integrando as grutas escavadas por esses monges primitivos.

Esse mosteiro se tornou um dos centros religiosos mais importantes de toda a Rússia. A sua comunidade se tornou famosa pela caridade, instrução, prestígio cultural e pelo esplendor da liturgia ortodoxa cristã. Além das belas igrejas que iam surgindo, consideradas verdadeiras obras de arte da arquitetura eslava. Antônio não desejava dirigir todo esse movimento, mas tinha noção exata do que ocorria. Por isso manteve-se como o exemplo da comunidade e a direção ele confiou ao seu discípulo Teodósio, que sedimentou e estabeleceu as regras da vida monástica.

Por perseguição política, Antônio foi obrigado a abandonar Kiev em 1055. Foi refugiar-se próximo a Cernigov, onde criou um outro mosteiro, conservando a regras de vida do anterior, imprimindo a sua marca pelo exemplo na oração, penitência e caridade. Mas no mosteiro de Kiev, haviam permanecido alguns religiosos, guiados pelo discípulo Teodósio, que é considerado co-fundador do mosteiro. Por isso Antônio conseguiu retornar clandestinamente e lá permaneceu recluso até a sua morte, no dia 10 de julho de 1073.

Do Mosteiro da Gruta de Kiev original restou uma parte não muito grande, pois nos anos de 1299 e 1316 foi quase destruído pelas invasões dos tártaros. Em1926, foi fechado pelo regime comunista. Só em 1988 ele foi reaberto definitivamente. Hoje, ele faz parte do patrimônio da humanidade, como um monumento tombado e conservado pela Unesco.

Santa Juliana Falconieri

1906 julianafalconieriJuliana nasceu em Florença no ano de 1270. Era filha única do já idoso casal Caríssimo e Ricordata, da riquíssima disnatia dos Falconieri. De grande tradição na aristocracia, bem como no clero, a família contribuiu ao longo do tempo com muitos santos venerados nos altares da Igreja. Ela era sobrinha de santo Aleixo Falconieri, um dos sete fundadores da Ordem dos Servos de Maria, e como ele também trilhou o caminho para a santidade.

Ainda criança, vivia com o coração dedicado às virtudes, longe das ambições terrenas e das vaidades. Junto com algumas amigas, em vez das brincadeiras típicas da idade, preferia cantar e rezar para o Menino Jesus e a Virgem Maria.

Aos quinze anos de idade, fez voto de castidade, ingressando na Ordem das Servitas, sob a orientação de Filipe Benício, hoje santo. Foi seguida por suas amigas aristocratas e, com o apoio de religiosas, passaram a visitar hospitais e a desenvolver dezenas de obras de caridade e assistenciais. Essas jovens se organizaram de tal forma que logo optaram por ter sua própria instituição. Com inspiração em regras escritas por Juliana, fundaram a Congregação das Servas de Maria, também chamadas de "Mantellate", numa referência ao hábito que vestem. Ordem que obteve a aprovação canônica em 1304.

A dedicação de Juliana foi tão radical ao trabalho junto aos pobres e doente, às orações contemplativas e às severas penitências que acabou por adoecer. Mesmo assim, continuou dormindo no chão e fazendo os jejuns a que se tinha proposto. Por isso os problemas estomacais surgiram, passaram a ser freqüentes e depois se tornaram crônicos, padecendo de fortes dores.

Apesar disso, não diminuiu as penitências, nem mesmo o trabalho com seus pobres e doentes abandonados. Aos setenta anos, o problema gástrico era tão grave que não conseguia manter nenhum alimento no estômago. Nem mesmo a hóstia.

No dia 10 de junho de 1341, poucos momentos antes de morrer, Juliana pediu ao sacerdote que colocasse uma hóstia sobre seu peito e, pronunciando as palavras: "Meu doce Jesus", ingressou no Reino de Deus.

Ao prepararem o corpo para ser sepultado, as irmãs constataram no seu peito uma mancha roxa, como se fosse uma hóstia impressa na sua carne, tendo no centro a imagem de Jesus crucificado. Em memória desse milagre, as irmãs "Mantellate" trazem sobre o lado esquerdo do escapulário a imagem de uma hóstia.

Canonizada em 1737 pelo papa Clemente XII, santa Juliana Falconieri é celebrada no dia de sua morte.

São João Crisóstomo

1309 joaoJoão Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo.

João nasceu no ano 309, em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, agora santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação.

O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto durante quatro anos. Passou mais dois retirado numa gruta sozinho, estudando as Sagradas Escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e ordenou-se sacerdote.

Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é,: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial.

Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então para a Ásia Menor. Entretanto para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos do que os espirituais. Lá reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como bispo, abandonou, então, os discursos e dispôs-se a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição.

Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na Corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudóxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população que o bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Agora, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de setembro de 407.

Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. O papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo de João Crisóstomo foi trazido de volta a Constantinopla em 438, num longo cortejo em procissão solene. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte, em 13 de setembro, com o título de doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.