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LINHA 1 - DIMENSÃO COMUNITÁRIA E PARTICIPATIVA

MOTIVAÇÃO E OBJETIVOS

"A dimensão comunitária é intrínseca ao mistério e à realidade da Igreja que deve refletir a Santíssima Trindade. A Igreja é comunhão. As Paróquias são células vivas da Igreja e os lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja. Portanto, deve se cultivar a formação comunitária especialmente na paróquia". (Doc. Aparecida, 304).

PASTORAL VOCACIONAL

Coordenador:Pe. Cláudio C. Gundim

Rua Rialma, Q. 13, Lote 07 - Jardim Alexandrina CEP: 75060-120, Paróquia Nossa Senhora Aparecida, ou Seminário Maior Diocesano "Imaculado Coração de Maria"
Estrada Santa Cruz, Chácara 2, Miranápolis - Cx. Postal  411
75001-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3098.5547; 3098.5537
E-mail: seminariodeanapolis@turboseg.com.br

PASTORAL PRESBITERAL

Representante do Clero: Pe. Osvaldo João de Souza
End.: Paróquia Catedral Bom Jesus
Praça Bom Jesus, s/n; Centro; Cx. Postal 204
75001-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324.2428; 3327.1251
E-mail: catedralbomjesus@gmail.com

SETOR JUVENTUDE

Assistente Espiritual: Pe. William Delfino de Santana
Coordenação diocesana:
Ana Carolina F. Soares, Laís Carneiro Souza, João Paulo Pericoli de Oliveira,
Marcos Pericoli, Guilherme Augusta B.das Mercês, Renato P. de Souza,
Paulo Henrique T. de Almeida, Mariana Rocha Cunha, Roberta de O. Barbosa.
Contato: Ana Carolina F. Soares
Tel.: (62) 3324.9089; Cel.: 9689.4687
E-mail: niina_a@hotmail.com

PASTORAL FAMILIAR

Assistente Espiritual: Pe. Walter Tratenberguer
Coordenadores Diocesanos: Maria Socorro e Eli
End.Cúria Diocesana, Praça Bom Jesus, s/n Centro, ANÁPOLIS - GO
Tel. 33212280

PASTORAL DOS NOIVOS

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Bernardo A. Coutinho e Marlene J. de Morais Coutinho
End.: Av. Bandeirantes, 1145; Bairro de Lourdes
75095-270 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314.9967; Cel.: 9224.4979

"AMOR INFINITO"

Assistente Espiritual: Pe. Joaquim Oliveira Neto
Coordenadora Diocesana: Izaura Aparecida de Moura Souza
End.: Av. Fernando Costa, 1455, Vila Jaiara
75064-780 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319.1690; 9148.6134

APOSTOLADO DA ORAÇÃO

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Virtuoso
Coordenadora Diocesana: Sônia Maria Rosa de Melo
End.: Rua Da. Iamina Caied, Qd. 01, Lt. 02, Vila Popular
75125-560 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313.3781; Cel.: 9268.8489

CURSILHO DE CRISTANDADE

Assistente Espiritual: Pe. Juvêncio José Abade
Coordenadores Diocesanos: Susy Goncalves da Costa Maia e Carlos José Maia
End.: Rua Barão do Piui, Qd. 08, Lt. 09; Bairro Maracananzinho
75080-070 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3701.3295; 3324.2835; Cel.: 9643.3535
Site: www.cursilhoanapolis.com.br
E-mail: susy_gcmaia@yahoo.com.br; susygcm@hotmail.com

ECC - ENCONTRO DE CASAIS COM CRISTO

Assistentes Espirituais:
Pe. Edmilson L. de Almeida, Pe. Rui Schmeing, Pe. Ademir de S. Alves
Coordenadores Diocesanos: Joarez Damasceno Gomes e Doraci Neves Gomes
End.: Rua Domingos Faquim, 428; Centro
75470-000 NOVA VENEZA - GO
Tel.: (62) 3356.1160; Cel.: 8459.4683

EJC - ENCONTRO DE JOVENS COM CRISTO "SEGUE-ME"

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos:
Bruno Roger Silva - Tel.: 3318.2012; 8552.5433;
E-mail: lcbrunorsilva@hotmail.com
Bianny V. de Carvalho - Tel.: (62) 8456.7343;
E-mail: biannycarvalho@ig.com.br
Casal Coordenador: Carlos Antônio da Silva e Renata Patrícia de Oliveira Silva
End.: Rua Tancredo Neves, Qd. 18, Lt. 01; Bairro São Paulo
75460-000 NERÓPOLIS - GO
Tel.: (62) 9181.5785

MECA - MOVIMENTO DE ENCONTRO CONJUGAL DE ANÁPOLIS

Assistente Espiritual: Frei João Mendes Rodrigues, OFM
Coordenadores Diocesanos: Mauro Moreira Santos e Elisângela Ribeiro da S. Santos
End.: Av. B, Qd. 66, Lt. 05; Bairro JK - Nova Capital
75114-640 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9143.0934; 9179.7796
Site: www.encontroconjugal.com.br
E-mail: encontroconjugal@hotmail.com; mauroms10@yahoo.com.br

EQUIPES DE NOSSA SENHORA

Assistente Espiritual: Pe. Luiz Pereira Lemos
Coordenadores Diocesanos: Júlio César Fernandes e Ma. Elena Stort Fernandes
End.: 09-B, 20; Bairro Conjunto Eldorado - Jundiaí Industrial
75115-210 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3314.7863; Cel.: 8122.0228; 8173.5474
E-mail: mariaelens.julio@yahoo.com.br

LEGIÃO DE MARIA

Assistente Espiritual: Pe. Rui José Schmeing
Coordenadora Diocesana: Ilda Pereira de Castro
End.: Rua 14, Qd. 14, Lt. 03; Vila Miguel Jorge
75123-260 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3313.3962; Cel.: 9196.3983
E-mail: legiaodemaria.anapolis@ig.com.br

LIGA CATÓLICA

Assitente Espiritual: Pe. Joel  Alves de Oliveira
Coordenador Diocesano: João Faustino de Lima
End.: Rua P-43, Qd. 26 Lt. 01, Jardim Progresso
75063-590 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 9217.8112

MOVIMENTO DOS FOCOLARES

Coordenadora Diocesana: Giolanda Carneiro Cardoso
End.: Av. Presidente Kennedy, 110; Bairro Maracanã
75040-040 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099.7937; Cel.: 9151.8000
E-mail: giolandacardoso@hotmail.com

MOVIMENTO SACERDOTAL MARIANO - CENÁCULOS

Assistente Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Coordenadores Diocesanos: Luís Teófilo de O. Neto e Inês Aparecida F. de Oliveira
End.: Rua Antônio M. Rodrigues, n° 121, Centro
72960-000 CORUMBÁ - GO
Tel.: (62) 3338.1864; Cel.: 9276.5898; 8146.3767;
E-mail: l.toneto@hotmail.com

RCC - RENOVAÇÃO CARISMÁTICA CATÓLICA

Assistente Espiritual: Pe. Samuel Alves de Campos (Com. Nova Aliança)
Coordenador Diocesano: Welerson Antonio Silva
End.: Escritório: Rua N 10, Qd. 20 Lt. 1A; Vila São Joaquim
75045-145 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3387.2439; 3321.5778; Cel.: 8513.0577
E-mail: rcc.anapolis@bol.com.br; rcc.anapolis@hotmail.com

ORDEM FRANCISCANA SECULAR (TERCEIRA ORDEM)

Assistente Espiritual: Frei Sérgio Luiz de Oliveira, OFM
Coordenadora Diocesana: Terezinha Alves de Mello
End.: Rua Péricles Ramos, 311; Bairro Jundiaí
75110-570 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3324.2771; 8484.1084
E-mail: terezinhamelo.ofs@hotmail.com

OBRA DOS SANTOS ANJOS

Reitor: Pe. Basil Nottz, ORC
Coordenadora: Ir. Maria Liliana
End.: Estrada Anápolis - Sousânia km 8 - Miranápolis
Cx. Postal 021
75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3098.1214
E-mail: anapolis@opusangelorum.org

PASTORAL DO DÍZIMO

É implantada nas paróquias, com suas equipes e coordenações.
Em nível diocesano, está em formação uma equipe de coordenação e animação.

NOVAS COMUNIDADES E FUNDAÇÕES

1 - COMUNIDADE CATÓLICA “NOVA ALIANÇA”
Abertura: 02.02.1991
Coordenador: Magno Fernando José Ferreira
Diretores Espirituais: Pe. Samuel e Pe. Rafael
End.: Av. Miguel João, 463, Centro 
75020-360  ANÁPOLIS - GO
Cx. Postal: 97 - 75001-970
Tel.: (62) 3099.6067 (Resid.); 3943.5555 (Escritório)
Site: www.comnovaalianca.com.br
E-mail: comunidade@comnovaalianca.com.br
 
2 -  COMUNIDADE “HESED”
Instituto "Hesed" dos Irmãos e Irmãs da Sta. Cruz e da Bem-Aventurada
Virgem Maria do Monte Carmelo
Abertura: 05.01.2004
Coordenadora: Ir. Maria da Cruz
Diretor Espiritual: Pe. Walter Trautenberger
Endereço: Rua Santa Rita, Chácara 18-19, MIRANÁPOLIS
Cx. Postal 59
75024-970 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3099.4578
Site: www. institutohesed.org.br
E-mail: hesedguadalupe@hotmail.com
3 - COMUNIDADE CATÓLICA DE EVANGELIZAÇÃO “LANÇAI REDE”
Coordenador: João Bosco de Souza Gonçalves
Diretor Espiritual: Fr. Stanislau Mikolajczuk, OFMConv.
End.: Av. Planalto, 153 - Vila Jaiara
75064-720 ANÁPOLIS - GO
Tel.: (62) 3319.2897; 8227.0303
Site: www.lançairede.com
E-mail: lançairede@cultura.com.br; j.bosconeo@hotmail.com

4 - COMUNIDADE “NOSSA SENHORA DAS GRAÇAS”
Abertura: 20.05.2000
Coordenador: Kleiton Carlos Assis Lemos
Diretor Espiritual: 
Endereço: Av. JK, 2745, Bairro: JK - Nova Capital
75114-225 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3314.9315
E-mail: vidanoespirito@ig.com.br
5 - COMUNIDADE “TOCA DE ASSIS”
Abertura: 12.02.2004
Coordenadora: Ir. Maria Fernanda
Diretor Espiritual: Pe. Erivelton da Silva Barros Teixeira
Endereço: Rua Santa Rita de Cássia, Chácara 36; Miranápolis
75024-970 ANÁPOLIS - GO - Caixa Postal: 73
Tel.: (62) 3099.1216
Site: www.tocadeassis.org.br
E-mail: anapolis@sacramento.tocadeassis.org.br
 
6 - COMUNIDADE CATÓLICA “RAINHA DO SILÊNCIO”
Abertura: 02.02.1994
Coordenadora: Ir. Nina Rosa B. de Freitas
Diretor Espiritual: Fr. Donário V. Cardoso
Endereço: Rua Visconde de Taunay, 665; Bairro Jundiaí
75110-730 ANÁPOLIS - GO
Tel./Fax: (62) 3317.3296
E-mail: comunidaderainhadosilencio@ig.com.br

 

História dos Santos

Santa Adelaide

1612 adelaideNarrada por santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus-tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente, assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Nascida em 931, Adelaide era uma princesa, filha do rei da Borgonha, atual França, casado com uma princesa da Suécia. Ficou órfã de pai aos seis anos. A Corte acertou seu matrimônio com o rei Lotário, da Itália, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berenjário. Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão. Contudo, ajudada por amigos leais, conseguiu a liberdade. Viajou para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Oto, que, além de devolver-lhe a Corte, casou-se com ela. Assim, tornou-se a imperatriz Adelaide, caridosa, piedosa e amada pelos súditos.

Durante anos tudo era felicidade, mas o infortúnio atingiu-a novamente. O imperador morreu e Adelaide viu-se outra vez viúva. Assumiu seu filho Oto II, que aceitava seus conselhos, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega Teofânia. Como não gostava da influência da sogra sobre o marido, conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas. Por isso exigiu que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao papa. Depois, passou um período na França, na Corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia, Viu, também, que ele reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido à má influência de Teofânia. Nessa época, foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo, o abade passou a orientar Oto II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oto III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia encaminhar-se para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra, que só não morreu porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo. Adelaide se tornou a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a Corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida, Adelaide foi para o Convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburg. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999.

São João Nepomuceno

1605 joaoJoão nasceu em 1330, em Nepomuk, na Boêmia, atual República Checa. Apesar de os pais serem pobres e ter idade avançada, João conseguiu formar-se doutor em teologia e direito canônico na universidade de Praga, uma das mais modernas e avançadas da época, fundada pelo rei Carlos IV. Mas desde muito cedo João sabia que sua verdadeira vocação era o sacerdócio, a pregação.

Quando, finalmente, recebeu a unção sacerdotal, pôde colocar em prática o seu talento de orador sacro, e o fez de forma tão brilhante que foi convidado a ser capelão e confessor na corte, onde teve muito trabalho, pois o rei Venceslau IV era uma pessoa difícil e de mau-caráter. Mas a rainha e imperatriz Joana da Baviera era muito pia, bondosa e caridosa, e o tomou para diretor espiritual e confessor particular.

Não se sabe exatamente como foi seu martírio e como tudo ocorreu, mas o rei Venceslau, que desejava controlar a Igreja, não estava satisfeito com a possível chegada de um novo bispo, enviado por Roma a pedido da rainha.

A tradição lembra, porém, que o rei teria exigido que João violasse o segredo da confissão da rainha, coisa a que ele se negou e, por isso, foi torturado e morto. Depois, às escondidas, seu corpo foi jogado nas águas do rio Moldávia, em 16 de maio de 1383.

No dia seguinte, a população percebeu um cadáver boiando no rio, circundado por uma luz misteriosa com cinco estrelas. Ao recolhê-lo, reconheceram que se tratava do capelão João. A cidade toda, então, ficou sabendo o que acontecera com ele e reconheceu no rei Venceslau o autor daquela crueldade. Assim, em procissão, o corpo foi levado e enterrado na igreja da Santa Cruz, onde permanece até hoje.

Em 1729, ele foi canonizado. Hoje são João Nepomuceno é celebrado como o mártir da confissão e venerado por todos os habitantes da cidade de Praga.

Santa Mônica

2708 monicaMônica nasceu em Tagaste, atual Argélia, na África, no ano 331, no seio de uma família cristã. Desde muito cedo dedicou sua vida a ajudar os pobres, que visitava com freqüência, levando o conforto por meio da Palavra de Deus. Teve uma vida muito difícil. O marido era um jovem pagão muito rude, de nome Patrício, que a maltratava. Mônica suportou tudo em silêncio e mansidão. Encontrava o consolo nas orações que elevava a Cristo e à Virgem Maria pela conversão do esposo. E Deus recompensou sua dedicação, pois ela pôde assistir ao batismo do marido, que se converteu sinceramente um ano antes de morrer.

Tiveram dois filhos, Agostinho e Navígio, e uma filha, Perpétua, que se tornou religiosa. Porém Agostinho foi sua grande preocupação, motivo de amarguras e muitas lágrimas. Mesmo dando bons conselhos e educando o filho nos princípios da religião cristã, a vivacidade, inconstância e o espírito de insubordinação de Agostinho fizeram que a sábia mãe adiasse o seu batismo, com receio que ele profanasse o sacramento.

E teria acontecido, porque Agostinho, aos dezesseis anos, saindo de casa para continuar os estudos, tomou o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofria muito com as notícias dos desmandos do filho e por isso redobrava as orações e penitências. Certa vez, ela foi pedir os conselhos do bispo, que a consolou dizendo: "Continue a rezar, pois é impossível que se perca um filho de tantas lágrimas".

Agostinho tornou-se um brilhante professor de retórica em Cartago. Mas, procurando fugir da vigilância da mãe aflita, às escondidas embarcou em um navio para Roma, e depois para Milão, onde conseguiu o cargo de professor oficial de retórica.

Mônica, desejando a todo custo ver a recuperação do filho, viajou também para Milão, onde, aos poucos, terminou seu sofrimento. Isso porque Agostinho, no início por curiosidade e retórica, depois por interesse espiritual, tinha se tornado freqüentador dos envolventes sermões de santo Ambrósio. Foi assim que Agostinho se converteu e recebeu o batismo, junto com seu filho Adeodato. Assim, Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas.

Mãe e filho decidiram voltar para a terra natal, mas, chegando ao porto de Óstia, perto de Roma, Mônica adoeceu e logo depois faleceu. Era 27 de agosto de 387 e ela tinha cinqüenta e seis anos.

O papa Alexandre III confirmou o tradicional culto a santa Mônica, em 1153, quando a proclamou Padroeira das Mães Cristãs. A sua festa deve ser celebrada no mesmo dia em que morreu. O seu corpo, venerado durante séculos na igreja de Santa Áurea, em Óstia, em 1430 foi trasladado para Roma e depositado na igreja de Santo Agostinho.

Cesar de Bus

1504Cesar de Bus, que desejava seguir a carreira militar, estava quase embarcando para atender ao chamado de seu irmão, capitão a serviço do rei Carlos IX, da França, quando foi impedido por uma enfermidade que o atingiu de maneira fulminante. Foi essa ocasião que o aproximou do bispo de Cavaillon, cidadezinha da Provença, onde ele tinha nascido em 3 de fevereiro 1544.

Os jesuítas de Avignon, um humilde capelão e uma camponesa, que o assistiam durante a convalescença, com as suas palavras e os seus exemplos o reconduziram para a religião cristã, da qual ele havia se afastado. Não perdeu tempo: tão logo se curou, trocou de vida e se pôs a estudar para tornar-se sacerdote. Enquanto se preparava, começou a percorrer os sítios e fazendas ensinando o catecismo. Fundou, com o auxilio de um primo, Romillon, centros de instrução religiosa nos cantos mais escondidos e esquecidos, nos quais começou a experimentar novos métodos de ensino da doutrina às crianças do meio rural.

Cesar de Bus tornou-se sacerdote aos trinta e oito anos de idade e já reunia em torno de si muitos jovens, formando, com a ajuda dos bispos e dos sacerdotes da região, uma numerosa comunidade, que tomou o nome de Congregação dos Padres da Doutrina Cristã, ou Doutrinários, os quais, por não terem pronunciado os votos, viviam todos juntos. Foi neste ponto que surgiu a divergência entre os dois fundadores: Cesar de Bus queria que eles pronunciassem finalmente os votos e Romillon queria que se mantivessem apenas padres. Assim, esse último se transferiu para a casa de Aix-en-Provance, enquanto Cesar permaneceu na sede de Avignon.

Depois de um longo período de sofrimento causado por uma enfermidade, Cesar de Bus morreu no dia 15 de abril de 1607. Foi beatificado, em 1975, pelo papa Paulo VI, que autorizou sua celebração litúrgica para o dia do seu trânsito.

São Gerardo Sagredo

2409 gerardosagredoGerardo Sagredo, filho de pais ilustres e piedosos, nasceu no ano 980, em Veneza, Itália. Sagrado sacerdote beneditino, foi como missionário para a Corte da Hungria, onde, depois de ser orientador espiritual e professor do rei Estêvão I, uniu-se ao monarca, também santo da Igreja, para converter seu povo ao cristianismo. Decisão que o santo monarca tomou ao retornar do Oriente, onde, em peregrinação, visitara os lugares santos da Palestina. O rei, então, pediu a Gerardo que o ajudasse na missão evangelizadora, porque percebera que Gerardo possuía os dotes e as virtudes necessárias para a missão, ao tê-lo como seu hóspede na Corte.

Educado numa escola beneditina, Gerardo recebeu não só instrução científica como também a formação religiosa: entregou-se de corpo, alma e coração às ciências das leis de Deus e à salvação de almas. Aliás, só por isso aceitou a proposta do santo monarca. Retirando-se com alguns companheiros para um local de total solidão, buscou a inspiração entregando-se, exclusivamente, à pratica da oração, da penitência e dos exercícios espirituais. Mas assim que julgou terminado o retiro, e sentindo-se pronto, dedicou-se com total energia ao serviço apostólico junto ao povo húngaro.

Falecendo o bispo de Chonad, o rei Estêvão I, imediatamente, recomendou Gerardo para seu lugar. Mesmo contra a vontade, Gerardo foi consagrado e assumiu o bispado, conseguindo acabar, de uma vez por todas, com a idolatria aos deuses pagãos, consolidando a fé nos ensinamentos de Cristo entre os fiéis e convertendo os demais.

Uma das virtudes mais destacadas do bispo Gerardo era a caridade com os doentes, principalmente os pobres. Conta a antiga tradição húngara que ele convidava os doentes leprosos para fazerem as refeições em sua casa, acolhendo-os com carinhoso e dedicado tratamento. Até mesmo, quando necessário, eram alojados em sua própria cama, enquanto ele dormia no duro chão.

Quando o rei Estêvão I morreu, começaram as perseguições de seus sucessores, que queriam restabelecer o regime pagão e seus cultos aos deuses. O bispo Gerardo, nessa ocasião, foi ferido por uma lança dos soldados do duque de Vatha, sempre lutando para levar a fiéis e infiéis a verdadeira palavra de Cristo. Gerardo morreu no dia 24 de setembro de 1046.

As relíquias de são Gerardo Sagredo estão guardadas em Veneza, sua terra natal, na igreja de Nossa Senhora de Murano. E é festejado pela Igreja Católica, como o "Apóstolo da Hungria", no dia de sua morte.

Santa Matilde

14marcMatilde era filha de nobres saxões. Nasceu em Westfalia, por volta do ano 895 e foi educada pela avó, também Matilde, abadessa de um convento de beneditinas em Herford. Por isso, aprendeu a ler, a escrever e estudou teologia e filosofia, fato pouco comum para as nobres da época, inclusive gostava de assuntos políticos. Constatamos nos registros da época que associada à brilhante inteligência estava uma impressionante beleza física e de alma. Casou-se aos catorze anos com Henrique, duque da Saxônia, que em pouco tempo se tornou Henrique I, rei da Alemanha, com o qual viveu um matrimônio feliz por vinte anos.

Foi um reinado justo e feliz também para o povo. Segundo os relatos, muito dessa justiça recheada de bondade se deveu à rainha que, desde o início, mostrou-se extremamente generosa com os súditos pobres e doentes. Enquanto a ela assistia à população e erguia conventos, escolas e hospitais, o rei tornava a Alemanha líder da Europa, salvando-a da invasão dos húngaros, regularizando a situação de seu país com a Itália e a França e exercendo ainda domínio sobre os eslavos e dinamarqueses. Havia paz em sua nação, graças à rainha, e por isso, ele podia se dedicar aos problemas externos, fortalecendo cada vez mais o seu reinado.

Mas essa bonança chegou ao fim. Henrique I faleceu e começou o sofrimento de Matilde. Antes de morrer, o rei indicou para o trono seu primogênito Oton, mas seu irmão Henrique queria o trono para si. As forças aliadas de cada um dos príncipes entraram em guerra, para desgosto de sua mãe. O exército do príncipe Henrique foi derrotado e Oton foi coroado rei assumindo o trono. Em seguida, os filhos se voltaram contra a mãe, alegando que ela esbanjava os bens da coroa, com a Igreja e os pobres. Tiraram toda sua fortuna e ordenaram que deixasse a corte, exilando-a.

Matilde, triste, infeliz e sofrendo muito, retirou-se para o convento de Engerm. Contudo, muitos anos mais tarde, Oton e Henrique se arrependeram do gesto terrível de ingratidão e devolveram à mãe tudo o que lhe pertencia. De posse dos seus bens, Matilde distribuiu tudo o que tinha para os pobres.

Preferindo continuar sua vida como religiosa permaneceu no convento onde, depois de muitas penitências e orações, desenvolveu o dom das profecias. Matilde faleceu em 968, sendo sepultada ao lado do marido, no convento de Quedlinburgo. Logo foi venerada como Santa pelo povo que propagou rapidamente a fama de sua santidade por todo mundo católico do Ocidente ao Oriente. Especialmente na Alemanha, Itália e Mônaco ainda hoje sua festa, autorizada pela Igreja, é largamente celebrada no dia 14 de março.

São Pio X

2108 pioxSeu nome de batismo era José Melquior Sarto, oriundo de família humilde e numerosa, mas de vida no seguimento de Cristo. Nasceu numa pequena aldeia de Riese, na diocese de Treviso, no norte da Itália, no dia 2 de junho de 1835. Desde cedo, José demonstrava ser muito inteligente e, por causa disso, seus pais fizeram grande esforço para que ele estudasse. Todos os dias, durante quatro anos, o menino caminhava com os pés descalços por quilômetros a fio, tendo no bolso apenas um pedaço de pão para o almoço. E desde criança manifestou sua vontade de ser padre.

Quando seu pai faleceu, sua mãe, Margarida, uma camponesa corajosa e pia, não permitiu que ele abandonasse o caminho escolhido para auxiliar no sustento da casa. Ficou no seminário e, aos vinte e três anos, recebeu a ordenação sacerdotal com mérito nos estudos. Teve uma rápida ascensão dentro da Igreja. Primeiro, foi vice-vigário em uma pequena aldeia, depois vigário de uma importante paróquia, cônego da catedral de Treviso, bispo da diocese de Mântua, cardeal de Veneza e, após a morte do grande papa Leão XIII, foi eleito seu sucessor, com o nome de Pio X, em 1903.

No Vaticano, José Sarto continuou sua vida no rigor da simplicidade, modéstia e pobreza. Surpreendeu o mundo católico quando adotou como lema de seu pontificado "restaurar as coisas em Cristo". Tal meta traduziu-se em vigilante atenção à vida interna da Igreja. Realizou algumas renovações dentro da Igreja, criando bibliotecas eclesiásticas e efetuando reformas nos seminários. Pelo grande amor que dispensava à música sagrada, renovou-a. Reformou, também, o breviário. Sua intensa devoção à eucaristia permitiu que os fiéis pudessem receber a comunhão diária, autorizando, também, que a primeira comunhão fosse ministrada às crianças a partir dos sete anos de idade. Instituiu o ensino do catecismo em todas as paróquias e para todas as idades, como caminho para recuperar a fé, e impôs-se fortemente contra o modernismo. Outra importante característica de sua personalidade era a bondade suave e radiante que todos notavam e sentiam na sua presença.

Pio X não foi apenas um teólogo. Foi um pastor dedicado e, sobretudo, extremamente devoto, que sentia satisfação em definir-se como "um simples pároco do campo". Ficou muito amargurado quando previu a Primeira Guerra Mundial e sentiu a impotência de nada poder fazer para que ela não acontecesse. Possuindo o dom da cura, ainda em vida intercedeu em vários milagres. Consta dos relatos que as pessoas doentes que tinham contato com ele se curavam. Discorrendo sobre tal fato, ele mesmo explicava como sendo "o poder das chaves de são Pedro". Quando alguém o chamava de "padre santo", ele corrigia sorrindo: "Não se diz santo, mas Sarto", numa alusão ao seu sobrenome de família.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

Santo Inácio de Antioquia

1710 inacioNo centro do Coliseu romano, o bispo cristão aguarda ser trucidado pelas feras, enquanto a multidão exulta em gritos de prazer com o espetáculo sangrento que vai começar. Por sua vez, no estádio, cristãos incógnitos, misturados entre os pagãos, esperam, horrorizados, que um milagre salve o religioso. Os leões estão famintos e excitados com o sangue já derramado na arena. O bispo Inácio de Antioquia, sereno, esperava sua hora pronunciando com fervor o nome do Cristo.

Foi graças a Inácio que as palavras cristianismo e Igreja Católica surgiram. Era o início dos tempos que mudaram o mundo, próximo do ano 35 da era cristã, quando ele nasceu. Segundo os estudiosos, não era judeu e teria sido convertido pela primeira geração de cristãos, os apóstolos escolhidos pelo próprio Jesus. Cresceu e foi educado entre eles, depois sucedeu Pedro no posto de bispo de Antioquia, na Síria, considerada a terceira cidade mais importante do Império Romano, depois de Roma e Alexandria, no Egito. Gostava de ser chamado Inácio Nurono. Inácio deriva do grego "ignis", fogo, e Nurono era nome que ele mesmo dera a si, significando "o portador Deus". Desse modo viveu toda a sua vida: portador de Deus que incendiava a fé.

Mas sua atuação logo chamou a atenção do imperador Trajano, que decretou sua prisão e ordenou sua morte. Como cristão, deveria ser devorado pelas feras para diversão do povo ávido de sangue. O palco seria o recém-construído Coliseu.

A viagem de Inácio, acorrentado, de Antioquia até Roma, por terra e mar, foi o apogeu de sua vida e de sua fé. Feliz por poder ser imolado em nome do Salvador da humanidade, pregou por todos os lugares por onde passou, até no local do martírio. Sua prisão e condenação à morte atraiu todos os bispos, clérigos e cristãos em geral, de todas as terras que atravessou. Multidões juntavam-se para ouvir suas palavras. Durante a viagem final, escreveu sete cartas que figuram entre os escritos mais notáveis da Igreja, concorrendo em importância com as do apóstolo Paulo. Em todas faz profissão de sua fé, e contêm ensinamentos e orientações até hoje adotados e seguidos pelos católicos, como ele tão bem nomeou os seguidores de Jesus.

Numa dessas cartas, estava o seu especial pedido: "Deixai-me ser alimento das feras. Sou trigo de Deus. É necessário que eu seja triturado pelos dentes dos leões para tornar-me um pão digno de Cristo". Fazia-o sabendo que muitos de seus companheiros poderiam influenciar e conseguir seu perdão junto ao imperador. Queria que o deixassem ser martirizado. Sabia que seu sangue frutificaria em novas conversões e que seu exemplo tocaria o coração dos que, mesmo já convertidos, ainda temiam assumir e propagar sua religião.

Em Roma, uma festa que duraria cento e vinte dias tinha prosseguimento. Mais de dez mil gladiadores dariam sua vida como diversão popular naquela comemoração pela vitória em uma batalha. Chegada a vez de Inácio, seus seguidores e discípulos esperavam, ainda, o milagre.

Que não viria, porque assim desejava o bispo mártir. Era o dia 17 de outubro de 107, sua trajetória terrena entrava para a história da humanidade e da Igreja.

São Cirilo de Alexandria

2706 cirilodealexandriaCirilo nasceu no ano de 370, no Egito. Era sobrinho de Teófilo, bispo de Alexandria, e substituiu o tio na importante diocese do Oriente de 412 até 444, quando faleceu aos setenta e quatro anos de idade.

Foram trinta e dois anos de episcopado, durante os quais exerceu forte liderança na Igreja, devido à rara associação de um acurado e profundo conhecimento teológico e de uma humildade e simplicidade próprias do pastor de almas. Deixou muitos escritos e firmou a posição da Igreja no Oriente. Primeiro, resolveu o problema com os judeus que habitavam a cidade: ou deixavam de atacar a religião católica ou deviam mudar-se da cidade. Depois, foi fechando as igrejas onde não se professava o verdadeiro cristianismo.

Mas sua grande obra foi mesmo a defesa do dogma de Maria, como a Mãe de Deus. Ele se opôs e combateu Nestório, patriarca de Constantinopla, que professava ser Maria apenas a mãe do homem Jesus e não de Um que é Deus, da Santíssima Trindade, como está no Evangelho. Por esse erro de pregação, Cirilo escreveu ao papa Celestino, o qual organizou vários sínodos e concílios, onde o tema foi exaustivamente discutido. Em todos, esse papa se fez representar por Cirilo.

O mais importante deles talvez tenha sido o Concilio de Éfeso, em 431, no qual se concluiu o assunto com a condenação dos erros de Nestório e a proclamação da maternidade divina de Nossa Senhora. Além, é claro, de considerar hereges os bispos que não aceitavam a santidade de Maria.

Logo em seguida, todos eles, ainda liderados por Nestório, que continuaram pregando a tal heresia, foram excomungados. Contudo as idéias "nestorianas" ainda tiveram seguidores, até pouco tempo atrás, no Oriente. Somente nos tempos modernos elas deixaram de existir e todos acabaram voltando para o seio da Igreja Católica e para os braços de sua eterna rainha: Maria, a Santíssima Mãe de Deus.

Cultuado na mesma data por toda a Igreja Católica, do Oriente e do Ocidente, são Cirilo de Alexandria, célebre Padre da Igreja, bispo e confessor, recebeu o título de doutor da Igreja treze séculos após sua morte, durante o pontificado do papa Leão XIII.